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quarta-feira, 21 de julho de 2010

A cólica dos recém-nascidos

Que mãe nunca sofreu ao presenciar uma crise de cólicas de seu filho recém-nascido? Por mais que se tenha cuidado com a alimentação - dela e do bebê - em algum momento o desconforto intestinal aparece. No entanto, uma descoberta feita por pesquisadores da University of Texas Health Science Center, em Houston, promete melhorar a situação daquelas crianças que sofrem frequentemente com este problema.

Depois de analisar o organismo de 36 bebês, o estudo descobriu na bactéria Klebsiella uma possível causa das cólicas intestinais no início da vida. Os recém-nascidos sem cólicas, apresentavam diversos tipos de “boas” bactérias, enquanto aqueles com incômodo intestinal expunham apenas uma grande quantidade da Klebsiella e inflamação intestinal. Com a pesquisa, a bactéria entra para a lista de possíveis causas de dor intestinal em crianças com menos de 1 ano. Mas, as causas anteriores ainda são levadas em consideração.

Alguns pediatras afirmam que o motivo das cólicas - que atingem cerca de 15% dos recém-nascidos e costumam se manifestar no finalzinho da tarde ou no começo da noite - é a imaturidade do sistema digestivo. "No recém-nascido, os movimentos peristálticos (contrações da musculatura do intestino) ainda não estão coordenados e são um dos fatores para as cólicas dos bebês", diz o pediatra Moisés Chencinski.

Outra hipótese para o problema é o ar deglutido pelo bebê ao mamar no peito ou na mamadeira. Esse ar passa para o intestino, causando dor e fortes contrações. Por isso, os pediatras sempre recomendam que a mãe faça o bebê arrotar depois das mamadas.
E, ainda, a alimentação da mãe pode contribuir para o desconforto do bebê. Os médicos aconselham que sejam evitados alimentos que provocam gases, como chocolate, leite de vaca e seus derivados.

Segundo o estudo da University of Texas Health Science Center, cólicas podem preceder problemas de intestino mais graves, como a síndrome do intestino irritável e a doença celíaca. Por isso, é importante tomar medidas que amenizem este desconforto. “Um paciente que tem muitas cólicas deve ser observados durante os dois primeiros anos de vida”, explica Hamilton Robledo, pediatra do Hospital São Camilo, em São Paulo.

Amamentar previne cólicas
O leite materno possui lactobacillus bifidus que impedem o crescimento bacteriano no organismo da criança. “Ele também é rico em imunoglobulina A, que protege a mucosa intestinal”, diz Hamilton Robledo. Além disso, o leite estimula o funcionamento do intestino pois é rico em lactose, o que faz com que o bebê evacue várias vezes e elimine muitos gases.

Na hora da dor
• Nunca deixe seu bebê chorando sozinho no berço. Pegue-o no colo e acalente-o, cantando músicas de ninar e fazendo movimentos suaves e ritmados.
• Ande pela casa, afague sua cabeça e faça massagens com uma leve pressão em sua barriguinha.
• Coloque-o de bruços sobre um lugar quentinho, que pode ser sua barriga ou um saco de água morna envolto numa fraldinha.
• Experimente dar um chá morno de erva-doce, sem açúcar. Ele quebra as moléculas dos gases e facilita a eliminação.
• Não perca a calma. Tenha em mente que seu bebê não está doente e que esse desconforto passará em pouco tempo.



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Fonte: Revista Crescer

Dúvidas frequentes sobre: Cólicas em Bebês


Elas são comuns até o terceiro mês de vida. O segredo é manter a calma

1 - É comum o bebê ter cólicas?
É comum e esperado. O período mais crítico é entre os 15 e os 45 dias, mas pode acontecer até o terceiro mês de vida do recém-nascido. Em geral, as cólicas aparecem sempre no mesmo horário.
2 - O que fazer quando o bebê começa a chorar?
Para o pediatra Glaucio José Granja de Abreu, a primeira coisa a fazer é observar. "O choro é uma forma de comunicação do bebê. Reflete também uma questão comportamental. Muitas vezes os recém-nascidos choram porque se sentem inseguros no ambiente que estão apenas começando a conhecer. Os pais precisam lembrar disso na hora do choro e devem tentar se acalmar. A tranqüilidade deles é benéfica para o bebê."

3 - Como saber se o choro é por cólica?
A descoberta é por eliminação. Os especialistas são unânimes: se o bebê chora, a primeira opção a ser considerada é fome. A segunda e a terceira também. Depois, a indicação é verificar se ele está com calor, frio ou se fez cocô ou xixi. Cólica vai para o fim da lista.

4 - Por que ocorrem as cólicas?
A imaturidade do sistema digestivo é a explicação fisiológica dada pelos médicos. Essa condição implica movimentos reflexos (sem controle) de contração e relaxamento, que podem resultar em gases e levar à cólica. A tensão ou o estresse do ambiente podem ter influência, acentuando o sintoma. Aos poucos o organismo da criança vai regularizando o mecanismo, assim como acontece quando ela aprende a andar ou a falar. O movimento do intestino também precisa de um tempo para se coordenar. Para o bebê, tudo é novidade. Nem eliminar gases ele sabe. Apenas sente o incômodo e chora.

5 - É recomendado o uso de chás ou remédios fitoterápicos como a funchicória? Segundo os especialistas, não há qualquer comprovação científica de que os chás ou a popular funchicória tenham eficácia no combate às cólicas. Eles podem até fazer o bebê parar de chorar, mas é porque a atenção dele foi desviada para uma sensação nova no paladar. Esse seria, como dizem os médicos, um efeito placebo. "No caso da funchicória, o fato de ser doce pode ajudar a acalmar a criança", diz o pediatra Ricardo Toma. Ele ressalta que, de qualquer forma, a indicação de qualquer medicamento para cólicas só pode vir do pediatra.

6 - As massagens e o uso de bolsa de água quente funcionam?
A "ginástica" de esticar e encolher as perninhas favorece a eliminação dos gases. Fazer massagens, esquentar a barriga do bebê com bolsa de água quente ou com uma fralda quente ajuda a acalmar. Mudá-lo de posição também. Na hora da cólica, os bebês costumam sentir mais conforto quando carregados de barriga para baixo. Como a barriguinha fica pressionada contra o braço do adulto, o efeito é o mesmo da massagem ou da fralda quente. E idem se a mãe deitar o bebê de bruços sobre a sua barriga.

7 - Colocar o bebê para arrotar pode evitar cólicas?
Evita outro desconforto para o bebê, semelhante à cólica, que é a retenção daquele ar deglutido na amamentação. Mas a cólica tem origem na ação intestinal.

8 - A alimentação da mãe tem influência?
Segundo os especialistas, não há estudos científicos que comprovem esse efeito. Como acontece com qualquer pessoa e em qualquer fase da vida, a alimentação deve ser pautada pelo bom senso. "A mãe não deve deixar de se alimentar bem por medo de provocar cólicas na criança", alerta o pediatra Antonio Carlos Marcelo, de Brasília.

9 - A ansiedade dos pais piora o problema?
Com certeza, pois deixará o bebê mais agitado, tenso, desconfortável. Certa ansiedade, no entanto, é inevitável, lembra Sandra de Oliveira Campos, professora do Departamento de Pediatria da Unifesp. "Um bebê novo em casa provoca muitas mudanças. Os pais estão conhecendo o filho e aflições e dúvidas são naturais. Ter consciência disso e de que o choro do bebê é o único recurso de comunicação, e não um problema, já é um primeiro passo para aliviar a ansiedade", afirma.

10 - O que pode ser feito para manter a tranqüilidade?
Os pais perceberão que a cólica tem horário certo. Assim, a dica é fazer com que o ambiente esteja o mais tranqüilo possível nesse momento. Evitar que muitas pessoas estejam no local e colocar uma música suave pode ajudar a criar um clima mais relaxado. "Isso favorece a proximidade com a criança. O aconchego é mais importante para o bebê que qualquer receita milagrosa", conclui o pediatra Ricardo Toma.



"Estamos passando por essa fase, meu bebê, hoje com 1 mês e
17 dias, está tendo cólicas, já dei chá e acredito que não funcionou, me
indicaram esse tal funchicória, mas meu marido e eu ficamos com medo de usá-lo,
minha GO me indicou dar Luftal, uma gota por kilo, mas também fiquei com medo...
bom o que está acalmando ele, é ficar de barriguinha para baixo, ou deitado em
cima da minha barriga... ah, também coloco ele para dormir de bruços no berço,
ele fica mais tranquilo, faço massagem em sua barriguinha e aqueço-a com uma fralda morna (aqueço com ferro de passar)."

Por Cristiane Rogerio na Revista Crescer