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terça-feira, 3 de setembro de 2013

Bebê e chupeta: uma relação de acalanto ou uma espécie de dependência?

Até hoje especialistas discutem os prós e contras do uso da chupeta. Apesar de ser hábito aculturado na sociedade, a boa e velha chupeta ainda gera dúvidas.
O que dizem os pediatras
De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria - SBP, é importante os pais verificarem com atenção os benefícios e os prejuízos que o uso da chupeta pode acarretar. "Nunca existiu um consenso entre os pediatras com relação a esse tema. Por isso, é importante avaliar cada caso individualmente", comenta a pediatra Fernanda Freire. "Na minha opinião, proibir totalmente o uso é muito radical", acrescenta.
O poder calmante
Fernanda Freire explica a razão científica do poder calmante da chupeta: "A sucção permite a liberação da endorfina, hormônio capaz de produzir um efeito que modula sensações, como as de dor, ansiedade, humor etc. E isso causa uma sensação prazerosa, promovendo o bem-estar do bebê". Mas a pediatra também alerta que é preciso observar algumas recomendações, para evitar ou limitar malefícios.
Chupeta x amamentação?
Afinal, a chupeta atrapalha ou não o processo de aleitamento? Embora alguns especialistas inocentem o objeto quanto a isso, a pediatra Fernanda Freire sugere: "É aconselhável que o uso da chupeta seja adiado até que a amamentação esteja bem estabelecida, ou seja, por volta da terceira ou quarta semana. Se introduzida antes, pode dificultar a adesão ao aleitamento materno. E é este que supre todas as necessidades da fase oral. Portanto, a mamãe só deve introduzir o uso da chupeta se realmente for preciso".
A palavra dos dentistas
A odontopediatra Rosana Dutra esclarece que a odontopediatria atual preconiza o não-uso da chupeta, mas que isso também depende da escolha da família.
Rosana informa que uma utilização inadequada pode ocasionar alterações na arcada dentária, como a chamada "mordida aberta", na arcada superior. Ela esclarece ainda que, do mesmo modo, o uso prolongado poderá provocar uma projeção da língua.
Outros problemas
Alguns especialistas também destacam outros possíveis problemas decorrentes: dificuldades na mastigação, prejuízos respiratórios e consequências emocionais. Além de maior chance de desenvolvimento de cáries e de otites de repetição, por exemplo. Porém, somente o pediatra e/ou odontopediatra de seu filho poderão avaliar os resultados do uso da chupeta.
Chupeta x sucção digital
Com a remoção da chupeta, pode surgir a indesejável mania infantil de "chupar o dedinho". Sobre isso, Rosana Dutra relatou: "A sucção digital projeta os dentes para vestibular (para fora), provocando um palato ('céu da boca') profundo, o que deforma toda a arcada superior, bem como a inferior". Contudo, a odontopediatra esclarece que quando há o acompanhamento constante da família, junto ao consultório do dentista e do pediatra, são raros os casos de substituição da chupeta pelo dedo.
O momento certo para a chupeta sair de cena
Para a interrupção do hábito, a pediatra Fernanda Freire aconselha: "Deixe de utilizá-la até os 18 meses, a fim de evitar maiores problemas". Segundo ela, após essa idade fica cada vez mais difícil (para a mamãe) se livrar do objeto, pois as crianças já estão acostumadas ao "mimo" e têm suas artimanhas para conseguirem o que desejam.
Leia agora o depoimento de três mamães a respeito do método que adotaram em casa:
Jackeline Cardoso é mãe da pequena Isadora, de 2 anos e 8 meses. Ela conta a tática que usou para eliminar o "mimo" da rotina da filha: "Eu tirei a chupeta da Isa quando ela tinha 1 ano e 10 meses. Sempre soube que não é muito saudável o uso. Então, comecei a esconder todas as chupetinhas dela. Assim, ela foi se esquecendo aos poucos, pois não via mais as chupetas espalhadas pela casa".
Já a gaúcha Natália Grazziotin - mãe de Gabriel, 11, e Valentina, 1 ano e 7 meses - apostou por mais tempo no objeto mirim: "Manter a chupeta é algo delicado. O Gabriel usou até os quatro anos! Chega um momento em que não é fácil tirar". Natália contou que ela e o marido tiveram que fazer muitas "negociações" com o menino. Mas a mamãe porto-alegrense não deixa de ressaltar a vantagem que vê no uso: "Com tudo isso, agora com a Valentina - quase 10 anos depois -, continuo achando que a chupeta conforta muito o bebê".
Layla Brizola é uma mamãe-entrevistada de ampla experiência. Com quatro filhos - Túlio, Breno, Marina e Miguel -, não lhe faltam boas histórias para contar. Ela diz: "Não existe uma fórmula mágica para se tirar a chupeta. Aqui em casa, foi a Marina (hoje com 11) quem usou por mais tempo: até os 5 anos! Perdi a conta de quantas vezes ofertamos 'o presente' para o Papai Noel ou o Coelhinho da Páscoa. Até que um dia ela simplesmente concluiu que 'já era grande' e largou".
Hoje, Layla deixa que as coisas se resolvam por si só: "Com o meu caçula, que fará 4 anos em agosto, já não tenho estresse; ele ama a 'pepetinha', e eu o deixo usar o quanto queira. Existem algumas regras, como a de não poder levar para a escola, e ele respeita numa boa. Sei que ele não estará usando chupeta na faculdade (risos)".
Cuidados recomendados pelos especialistas
- Evite o uso da chupeta na rotina;
- Não utilize fitas nem outras coisas para prendê-la à roupa da criança. Além de aumentar o número de vezes do uso, isso representa um risco de acidentes graves, como asfixia;
- Uma vez que o bebê cair no sono e largar a chupeta, não volte a colocá-la;
- Não esqueça a higienização da chupeta e a sua frequente substituição;
- Dê preferência às chupetas ortodônticas.
Dicas para a criança "abandonar" a chupeta
Veja as recomendações da odontopediatra Rosana Dutra:
- Ofereça a chupeta à criança cada vez menos durante o dia;
- Não deixe (sempre) a chupeta ao alcance dos pequenos;
- Distraia as crianças durante o dia com brincadeiras, filmes, passeios etc;
- Faça a tal permuta de presentinhos: na "festinha da troca da chupeta", geralmente muito eficaz em datas comemorativas (Natal, aniversário etc.), ou em encontros lúdicos com "ícones infantis" (personificados) prediletos da criança.
No fim das contas, a regra de ouro é uma só: use amor com a sua criança que tudo dará certo!

Por Sayonara Salvioli

Você lê para seu filho?

Ler para os pequenos faz bem para eles!

Oi, leitores! 
Se você respondeu "sim" ao título do post, parabéns! 
Se respondeu "não", ainda está em tempo de entender o quanto isso é importante. Eu explico! 
Uma pesquisa feita pela Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, concluiu que crianças que vivem em um ambiente com mais livros possuem o córtex cerebral mais fino, o que está relacionado com maior inteligência na vida adulta. Outros estudos mostram que 70% de todo o vocabulário que uma criança terá aos 7 anos é construído nos três primeiros anos de vida! Ou seja, além de ser uma delícia, ler para nossos pequenos faz bem para eles!
O tema dos livros não importa. Claro, você não vai ler sobre leis da física esperando despertar curiosidade na criança. Há vários livros infantis escritos com essa função. Basta você conhecer o gosto de seu filho e pronto! Uma boa estória vai render momentos de paz e de intimidade. Aliás, isso é o que mais faz falta pras crianças de hoje, na minha opinião. Os pais saem de casa cedo, voltam tarde e perdem o momento do banho, de colocar na cama pra dormir. Com isso, perdem a intimidade, tão importante na construção do vínculo.
Sei que muita gente não tem tempo. Outros não tem dinheiro para comprar livros. Nada disso é desculpa. Sobre o tempo, basta abrir mão de algo no fim de semana e dedicar alguns minutos para seu filho. Sobre o dinheiro, eu mesma já dei diversas dicas aqui no blog sobre empresas que doam livros e mandam os exemplares pelo Correio na sua casa. Além disso, existem bibliotecas espalhadas pelo Brasil. Ou seja, você pode mostrar um livro novo por dia para seu filho e, assim, despertar nele a vontade de ler mais e mais ao longo da vida.

Por Patrícia Maldonado

terça-feira, 30 de julho de 2013

A verdade sobre trabalhar em casa - Por Daniela Folloni

Quando eu deixava meus filhos meio período na escola e meio com a babá, ficava imaginando como seria se eu tivesse um escritório em casa. E pensava que poderia, a qualquer momento, me enfiar com os pequenos embaixo da coberta e ficar assistindo à televisão.
Também pensava, com certo calafrio, que me sentiria uma profissional sozinha, sem ter muito com quem trocar ideias. Pois bem. Nessas reviravoltas que a vida dá – ou melhor, que a gente dá na vida – o home office tornou-se minha realidade. Há um ano e meio. E o fato é que nem tudo o que fazia parte dos meus devaneios acontece em minha rotina. A começar pela sessão sofá no meio da tarde! Aqui vão algumas verdades sobre trabalhar em casa, baseadas somente na minha experiência:

Tarde no sofá? Só no fim de semana. De segunda a sexta, fico no modo trabalho. Não dá para misturar estações. Ou o rendimento fica aquém do ideal.

Você só fica isolada se quiser (e conseguir). Com Facebook, e-mail, Linkedin, é praticamente impossível não manter contato com as pessoas do seu meio.

Seu dress code muda. Isso significa usar mais legging e sapatilha e menos salto alto e vestidos. O bom é que não enjoo dos meus looks mais lindos.
Você corre, mas é dona do seu tempo. E pode se dar ao luxo de levar as crianças na natação no meio da tarde. Mas talvez tenha que voltar ao computador quando forem para a cama. Se não organizar a rotina, terminará o dia sem ter feito metade do que gostaria.
Os filhos não ficam o tempo todo com você. O maior ganho é, sim, estar mais perto deles. Mas, para não prejudicar seus resultados, você terá de aproveitar o período escolar para render mais. E continuará precisando de ajuda da babá e dos avós. Não dá para ser mãe em tempo integral e profissional produtiva. Portanto, em casa ou no escritório, o desafio é o mesmo para mães modernas: conseguir conciliar maternidade e trabalho!
Daniela Folloni (Foto: Guto Seixas)


Daniela Folloni, mãe de Isabela, 5 anos, e Felipe, 2, é blogueira e jornalista especializada em comportamento feminino e parenting.



E você, também trabalhar em casa? 
Conte-nos como é a sua rotina.