"Durante algum tempo meu filho mais velho passou por sessões com psicóloga, pois ele era inquieto demais, apesar de ser super inteligente e aprender com facilidade as coisas, tinha pouca concentração, não conseguia ficar parado por 1 minuto, somente quando estava no celular ou video game. E durante essas sessões, a profissional realizava alguns testes para diagnosticar algo, e ao longo do processo ela veio me comunicar que meu filho tinha "leve autismo" ((oi? como assim?)), que deveríamos monitorar e procurar ajuda com um Neuro Psicólogo e na Associação de Autistas. Claro que naquele momento fiquei super assustada, mas faríamos o que fosse necessário para o tratamento. Duas semanas após essa conversa, ele teve uma dor de garganta forte e em seu pescoço apareceu uma "bola" abaixo do "pombo de adão". Levei ao PS e lá a pediatra pediu para que eu procurasse com urgência um Endocrinologista Infantil, porque ele estava com quadro de Hipertireoidismo e estava inflamada, ((nossa!!! agora mais essa?!)).
Logo ao chegar em casa fui pesquisar ((claro rss)), e para um alívio de um lado e uma preocupação de outro rss os sintomas que ele vinha apresentando era por causa da tireoide.
Após exames e o retorno ao médico, o tratamento está sendo feito, o doutor falou que é raro em crianças, e que o tratamento é demorado e pode levar uns 3 anos."
💻 ** Pesquisas feitas na internet:
Distúrbios da tireoide nas crianças podem passar despercebidos
Pesquisa revela que um terço dos brasileirinhos nunca tiveram a glândula examinada
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Hipertireoidismo Infantil - Por Vilma Medina
Às vezes pode ser confundido com a hiperatividade infantil. São crianças muito ativas, que não param quietas. Com frequência sofrem de insônia. No entanto, no caso do hipertireoidismo, a culpa tem a ver com a glândula tireoide, que libera mais hormônios tireoidianos do que o normal fazendo com que o metabolismo da criança vá mais depressa.
Por que se produz o hipertireoidismo infantil
O hipertireoidismo em crianças pode acontecer por várias causas. Entre elas, por haver recebido um excesso de iodo, por situação de estresse emocional repentino, por uma inflamação da tireoide ou o mais comum, por um problema no sistema imunológico, que faz com que a glândula tireoide produza um excesso de hormônios tireoidianos. Isso é conhecido como ‘Doença de Graves’.
A verdade é que o hipertireoidismo em crianças não é muito frequente. Acontecem muitos poucos casos antes dos cinco anos. Sua incidência aumenta a partir dos 11 anos. Além disso, trata-se de uma doença que ataca na sua maioria as meninas.
Existem fatores que aumentam o risco de que a criança sofra hipertireoidismo. Entre eles, contar com antecedentes familiares de hipertireoidismo ou ter doenças como o diabetes tipo 1 ou a doença celíaca.
Sintomas do hipertireoidismo em crianças
Como eu sei se o meu filho tem hipertireoidismo? Esses são alguns dos sintomas que podem fazer você suspeitar:
- Fadiga
- Dificuldade para se concentrar
- Irritação nos olhos
- Bócio (em alguns casos)
- Nervosismo, inquietação, tremores
- Aumento do apetite
- Deposições frequentes (inclusive diarréia)
Também pode acontecer uma repentina perda de peso e aumento da sudoração e sensação de calor.
Diagnóstico do hipertireoidismo em crianças
Com sintomas como o nervosismo, a ansiedade, ou a insônia, talvez a gente tenha dúvidas. O melhor para descartar o hipertireoidismo infantil é realizar na criança alguns exames específicos. O médico medirá a pressão arterial da criança (no caso do hipertireoidismo, será alta), analisará a frequência cardíaca, examinará o pescoço da criança e pedirá algumas análises de sangue específicas, que medem os hormônios implicados no hipertireoidismo.
Vagando pela internet achei um artigo super interessante sobre o assunto. Aqui em casa meu filho gosta muito de jogar, tanto no video game quanto no celular, confesso que tenho de dificuldades de impor horários, mas estou montando uma planilha com rotinas para ajustar os horários, logo posto para vocês também. Mas vamos ao artigo rss..
"Você sabia que 82% dos brasileiros jogam videogames? A tendência é que essa porcentagem cresça ainda mais. A indústria de videogames está com toda força, buscando não só o entretenimento, mas também seu crescimento na área inovadora dos jogos virtuais. Você provavelmente já ouviu falar de muitas pesquisas à respeito do assunto, por exemplo: que videogames violentos faz com que a criança se torne agressiva, que afeta o sono e/ou o apetite, prejudica a postura da coluna e muitos outros pontos contra a prática de jogos. Porém as últimas pesquisas parecem estar apontando para os benefícios dos videogames. Quais são eles? Aqui menciono 4: Os jogos ajudam a acelerar o racíocínio lógio, reflexos e coordenação motora; Ajuda o cérebro a pensar em diferentes estratégias para resolver situações; Se for um jogo de esporte ou dança, pode ajudar a queimar calorias; Pode ajudar as crianças a aprender uma nova língua, aprender arquitetura, matemática e até mesmo estruturas químicas! Existem ainda videogames que ajudam a tratar a depressão.
O problema dos videogames - Mesmo com tantos benefícios, ainda existem alguns aspectos negativos com respeito ao assunto, que faz com que muitas mães se preocupem e tenham uma certa resistência na aprovação dos jogos virtuais, e com a devida razão!
1. Há muitos jogos violentos. Acredito que uma de nossas grandes tarefas como mães é proteger as mentes de nossos filhos. Uma revisão de quase uma década de estudos descobriu que a exposição à jogos violentos se torna um “fator de risco” para o aumento da agressividade. Um videogame violento faz que você sinta raiva e acelera os batimentos cardíacos, ou seja, uma experiência virtual que altera a realidade do corpo. Sem contar, que tudo se resolve através de armas ou luta. Toda mãe sabe que crianças copiam comportamentos observados. Talvez isso esteja contribuindo para que a violência atinja 42% das crianças nas escolas hoje!
2. A quantidade de tempo gasta no mundo virtual. Por que é tão fácil jogar horas e horas e tão difícil parar de jogar? Um jogador raramente se sente satisfeito, ele sempre acredita que vai ganhar da próxima vez! As recompensas virtuais são imediatas, alimentam o cérebro com dopamina, que quando em excesso pode desativar o córtex pré-frontal do cérebro (a região ligada às decisões, julgamentos e autocontrole). A criança perde a noção do tempo e simplesmente não consegue parar de jogar. Quem passa horas e horas se realizando nos jogos, seja construindo, vencendo ou conquistando o mundo virtual, pode estar na verdade negligenciando a realidade. A diversão deixa de ser benéfica e passa a ser destrutiva quando não há limites.
3. Pode se tornar um vício, podendo prejudicar relacionamentos, emprego e os estudo… tanto quanto outros vícios. Alguns sinais do vício em jogos: isolamento social, tempo excessivo com jogos, irritabilidade, atitude defensiva quando fala sobre videogame, perda de interesse por hobbies, gosta de passar tempo com os amigos virtuais dos jogos ou negligencia estudo e deveres.
Experiências da vida real Este tipo de problema não afeta apenas as crianças, mas adultos também. Alguns exemplos que ouvi recentemente: um marido que chega em casa e precisa jogar videogame para poder ficar de bom humor. um trabalhador que compromete o emprego porque joga durante o horário de trabalho um empregado que joga até altas horas e não consegue concentrar-se no dia seguinte durante o trabalho. estudantes universitários que não têm um bom desempenho universitário, mas passam pelo menos 4 horas por dia com jogando videogames. Um filho que não dorme bem, porque jogou muito. E a lista continua…
Por experiência pessoal, notei que meu filho nunca se mostrava satisfeito no uso do videogame. Comecei a levar este assunto mais a sério quando notei que ele só conversava sobre o jogo (que era minecraft) e nada mais! Então começou a ficar irritado quando eu avisava que o tempo combinado tinha acabado e brigava mais do que o normal. Ele sempre foi tão brilhante na escola e em casa, que eu sabia que era hora de limitar ainda mais a vida virtual.
Foi daí que surgiu o Plano de reivindicar novamente o brilho do meu filho. Este plano tem sido trabalhado em casa e trouxe nossas conversas de volta. Agora, ele chega da escola e gosta de falar sobre o dia e sobre seus projetos.
O plano é muito simples e funciona: Mostre empatia e lembre-o do seu potencial. Explique as razões do porquê é necessário ter uma mudança de hábitos (jogar menos) e expresse o quanto você entende que os videogames são legais e que às vezes você simplesmente não quer parar de jogar (se você já passou por isso fica ainda mais fácil de demonstrar empatia). Verbalize o que você vê em seu filho, diga do potencial incrível que ele possui e que você não gostaria de ver tanto talento desperdiçado em horas e horas na frente de um jogo. É bom para o entretenimento, mas não como uma maneira de viver. “O tempo é o tesouro dos homens sábios”. Decidam juntos quando e quanto ele vai jogar. Faça este plano muito claro. Por exemplo, decidimos que jogar todos os dias não funciona … por quê? Porque quando o tempo estabelecido acaba, ele ainda não quer parar. Ele quer mais e mais tempo e acabamos brigando. Então …nós decidimos que era melhor jogar por um tempo prolongado, mas agora só às sextas-feiras e sábados (os dias que a nossa família tem várias atividades!!!). Agora, é claro para ele que eu espero que ele estude e encontre outras maneiras de se divertir. Substitua um hábito por outro. Encontre um esporte ou atividade física que ele goste. Existem centenas de opções, você só tem que deixar o seu filho explorar até que ele encontre o que ele gosta. Por exemplo, nós tentamos karatê, basquetebol, futebol, natação … e ele descobriu que a natação era a sua paixão. Outra opção também, é deixar que leiam livros online ou joguem jogos que ensinam programação e matemática. Conheço vários programas e se você tiver interesse, comente abaixo e ficarei feliz de ajudar. Seja consistente! As primeiras 2 semanas serão muito difíceis. Você terá uma sombra (seu filho) te seguindo em casa tentando mudar o plano definido. Não se incomode, após essas 2 semanas, as coisas melhorarão e, depois disso, se a lição de casa e as tarefas foram bem feitas, as vezes você poderá dar um “passe” para jogar naquele dia (percebi que quando o auto-controle volta, é possível ser mais flexível). A melhor parte dessa consistência, é que as conversas e as brincadeiras de crianças aqui voltaram ao normal. O brilho voltou!
Mães não odeiam os videogames, só que sabemos que, se crianças e adolescente adquirirem um doutorado no videogame, eles provavelmente não dominarão outras habilidades maravilhosas para sua vida e seu futuro.
Não somente isso, mas também é importante para as crianças às vezes ficarem quietinhas e terem uma quebra dessa super estimulação do cérebro. E sabe o que mais? Tente jogar com o seu filho, será uma ótima experiência para ambos.
Ataques de raiva fazem parte da vida de todos nós. Aliás, a “raiva” é um personagem importante da nossa personalidade, como bem ilustrou o filme "Divertidamente". "Os adultos aprendem (ou deveriam aprender) a lidar com este sentimento sem explosões, ofensas ou atitudes desnecessárias. Agora as crianças ainda estão na fase de aprender a lidar com esta sensação. E as brincadeiras ajudam na hora da explosão de raiva", explica Patrícia Camargo do Tempojunto.
Já disse o especialista em desenvolvimento infantil, Lino de Macedo, que quanto mais uma criança está irritada mais ela precisa se um adulto leve por perto. Talvez no exato momento da explosão seja complicado brincar, mas logo em seguida é possível sugerir uma brincadeira para ajudar a criança a se acalmar e expressar de outra forma o que está sentindo.
Confira as sugestões do Tempojunto
Ouvir uma música ou cantar
A música ajuda a tirar o foco da raiva, manter a calma para, então, explicar o que está incomodando. Convide seu filho para cantar algo que ele goste. Comece você cantando e peça para ele te acompanhar.
Se cantar está fora de cogitação, experimente colocar a música para tocar e convide a criança a cantarolar com você para se acalmar.
Ler algo atrativo
Mesmo que seu filho saiba ler, a proposta aqui é que você comece a ler algo que seja do interesse dele para tirar o foco do ataque de raiva. Leia mesmo que no início ele não esteja prestando atenção. Use recursos lúdicos para chamar a atenção para o que você está lendo.
Desenhar Aqui já estamos no campo de deixar a criança expressar o que está provocando a raiva (ou somente o sentimento em si) por outras maneiras que não a gritaria ou o chilique. Peça para ele desenhar ou rabiscar. Muitas vezes, só o rabiscar sem sentido pelo papel já ajuda a focar os pensamentos e acalmar. Muitas vezes um início de desenho mais raivoso pode evoluir para traços mais organizados.
Se o desenho não for uma opção, tente com massinha de modelar. Ela pode funcionar da mesma forma, primeiramente proporcionando um “extrator do estresse” do seu filho pela própria manipulação da massinha. Em seguida, a modelagem pode ser outra forma de expressão das causas da raiva.
Montar e destruir torres de blocos
Pegue blocos de montar, ou qualquer outro objeto empilhavel. Podem ser até almofadas. Faça uma torre o mais alto possível e convide seu filho a destruí-la. Refaça e deixe que ele derrube tudo novamente. Na terceira ou quarta vez, incentive como se fosse uma brincadeira, fazendo pilhas mais altas ou baixas. Riam juntos a cada nova destruição.
Brincar no banho
O banho é uma das maneiras mais conhecidas para acalmar. Brincar no banho, então, só pode dar muito certo. Sem pressa, com os brinquedos preferidos, deixe seu filho se divertir e aproveite para brincar também e já conversar sobre o sentimento da raiva.
Cesto da calma
O nome não é lá muito criativo, mas a ideia que eu vi no blog Crayons & Lesson é muito boa. Caso seu filho esteja na fase de muitos ataques de raiva, vale à pena manter um cesto destes sempre por perto. Você precisará de poucas mas úteis coisas. Uma delas é a garrafa calmante feita com glitter, logo postarei o tutorial.
Estas brincadeiras ajudam na hora da raiva, mas mais importante que acalmar é você entender o que está provocando o ataque de raiva. Estimule seu filho a expressar como ele está se sentindo e o que pode ter sido o estopim de tudo. Até para os bebês é possível e importante explicar os sentimentos. Se você não conhece, o Tempojunto tem um Livro de Expressões Familiares que apóia no ensinamento de sentimentos como raiva, alegria e tristeza para seu bebê.
Você pode nunca ter ouvido falar da melatonina, mas depende dela todas as noites para dormir, assim como o seu filho. Conhecida como hormônio do sono, essa substância é produzida pelo próprio organismo, mas também pode ser encontrada à venda em potinhos, na forma de comprimido, gotas, cápsulas ou balas. No Brasil, a comercialização de melatonina é proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mas muitos pais e mães têm adquirido o hormônio em lojas de conveniência e supermercados dos Estados Unidos, onde não há necessidade de receita. Outros compram em lojas virtuais americanas e recebem o produto em casa.
Segundo relatos médicos, cada vez mais famílias brasileiras chegam ao consultório pediátrico pedindo informações sobre a substância, com o objetivo de fazer o filho dormir – seja porque viram na internet ou porque algum conhecido toma. Isso quando não ministram a melatonina para a criança por conta própria, achando que se trata de algo “natural”, e só depois perguntam a opinião do pediatra.
Não há dados no Brasil, mas, nos Estados Unidos, onde o produto tem sido obtido, os números são surpreendentes. Um levantamento do Nutrition Business Journal revelou que as vendas de melatonina aumentaram 500% de 2003 a 2014 (de US$ 62 milhões para US$ 378 milhões). Embora esse valor seja do consumo em geral e não especificamente infantil, o crescimento continua sendo considerável. Mesmo porque, as prateleiras estão cheias de opções de melatonina com sabores, cores e formatos voltados para as crianças. Em lojas virtuais, é possível encontrar o hormônio produzido por uma infinidade de marcas, em diferentes dosagens e por preços variados. Um vidro com 30 comprimidos pode custar de US$ 1,80 a US$ 10.
TODO CUIDADO É POUCO
“O uso deve ser feito com muita cautela e sempre sob orientação médica. Existem poucos estudos científicos sobre o efeito do consumo contínuo da melatonina em crianças”, afirma a pediatra Simone Chaves Fagondes, presidente do Departamento Científico de Medicina do Sono da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). A falta de evidências consistentes é um dos principais fatores que trazem dúvidas aos especialistas.
Uma revisão de estudos realizada pela Sociedade Canadense de Pediatria concluiu que todas as pesquisas feitas não conseguem garantir a plena segurança do uso em crianças saudáveis justamente porque não foram testados os efeitos e a eficácia da substância no longo prazo. Já experimentos com ratos revelam que a melatonina sintética pode alterar o sistema metabólico, cardiovascular e reprodutivo, conforme mostram estudos de diferentes instituições, como a Universidade da Carolina do Norte (EUA) e a Universidade de Genebra (Suíça). Simone explica que, hoje, o hormônio sintético é considerado relativamente seguro apenas para os casos em que há indicação médica, mas alguns efeitos adversos têm sido descritos (em especial se a dosagem é elevada), como desconforto abdominal, pesadelos, agressividade, perda de apetite e puberdade tardia ou precoce. Por isso, deve-se recorrer ao produto somente em situações bem específicas.
Os pais que ministram melatonina aos filhos sem o devido respaldo médico devem entender a gravidade do que estão fazendo. “Isso é uma barbaridade. A melatonina é um hormônio e ninguém toma hormônio sem consultar o médico. Será que dariam testosterona ao filho sem indicação? Não é porque a melatonina é vendida nos Estados Unidos sem receita que o uso pode ser indiscriminado. Há uma série de cautelas que o paciente precisa ter, como a dosagem e o horário em que toma”, ressalta José Cipolla Neto, médico e pesquisador da melatonina há quase 40 anos no Instituto de Ciências Biomédicas da USP.
UMA FORCINHA PARA DORMIR
O fotógrafo Guto Seixas, 42 anos, é adepto damelatonina há mais de um ano. Ele ministra a substância esporadicamente à filha Anita, 3 anos e 10 meses. “Não é algo regular. Ela só toma quando está muito agitada. Por exemplo, a gente viaja muito, geralmente à noite. Às vezes, quando chegamos no destino, de madrugada, ela está pilhada e querendo brincar. Então, decidimos buscar uma alternativa. O meu pai toma melatonina para dormir há bastante tempo e eu descobri que tinha versão para criança também. Pesquisei a menor dose disponível e pedi para uns amigos trazerem dos Estados Unidos. Percebi que ela dá um sono gradual. O homeopata da minha filha disse que o ideal é não tomar nada, mas que de vez em quando não tem problema”, conta Seixas.
Segundo o pediatra e neonatologista Nelson Douglas Ejzenbaum, membro da SBP, antes de utilizar a melatonina é preciso passar por avaliação com um especialista em sono. “Crianças saudáveis e que não apresentam dificuldade para dormir não devem usar. Muitas vezes, a questão é apenas comportamental e não requer medicamento”, comenta o médico. Ele diz ainda que, antes de recorrer à melatonina, é indicado observar a rotina para corrigir eventuais hábitos que possam estar dificultando o sono da criança.
ESTRATÉGIA TEMPORÁRIA
Na casa da nutricionista Patrícia Cruz Smith, 44 anos, a hora de colocar o filho na cama costumava ser um pequeno caos. Adan, 5, tinha dificuldade para aquietar o corpo e a mente antes de dormir. Isso se intensificou na fase em que precisou enfrentar a transição da cama compartilhada com os pais para o sono sozinho em seu próprio quarto. “Tentamos de tudo, inclusive técnicas de ioga e medicina chinesa para relaxar. Eu contava histórias e ele sempre pedia mais uma. Também expliquei a importância do sono, para ele poder crescer e ter energia para brincar. Nada funcionava. Então, comecei a pesquisar na internet e encontrei alguns artigos sobre a melatonina”, lembra Patrícia.
Porém, antes de recorrer à substância, a mãe levou a questão das noites mal dormidas à psicóloga. “Ela me disse que o meu filho estava habituado a dormir com a gente e não gostava de ficar sozinho. Então, tive a ideia de usar a melatonina temporariamente, apenas para ele entender a importância do sono e se habituar a dormir no próprio quarto”, relata. Mas o plano só foi colocado em prática com o aval do pediatra. “O médico disse que tudo bem, e que o filho dele também usava”, conta. Em uma viagem aos Estados Unidos, no último mês de novembro, Patrícia optou por comprar a melatonina em forma de comprimido mastigável. “No começo, fiquei com medo por estar induzindo o sono do meu filho, mas pareceu espontâneo: depois de usar a melatonina, ele conseguia dormir na metade da história que eu contava. Dei o comprimido por uma semana, toda noite. Notei que ele começou a ter mais sonhos e pesadelos. Então, fomos diminuindo a dose gradualmente até parar. Agora ele consegue dormir sozinho”, relata
a mãe.
QUANDO É INDISPENSÁVEL
O uso do hormônio do sono só é realmente indicado pelos médicos para aqueles casos em que o corpo da criança não produz melatonina ou produz em pouca quantidade. Nessas situações, que não são frequentes, a substância faz toda a diferença na vida das famílias. “A indicação acontece quando a criança tem autismo, cegueira total, lesão neurológica, doença grave ou algum problema cerebral importante”, esclarece Gustavo Antônio Moreira, pediatra especialista em Medicina do Sono e membro da Associação Brasileira do Sono (ABS).
Felipe, 3 anos e 9 meses, se encaixa exatamente em uma dessas situações. Filho da dona de casa Marcela Gomes, 34 anos, o menino passava a noite acordado numa boa. Quando dormia, era durante o dia e apenas por curtos períodos. “Ele sempre passava a noite como se fosse dia. Quando tinha 1 ano e 8 meses, levamos a um neuropediatra. Além de não dormir, o meu filho ainda não sabia dizer mamãe e papai. O diagnóstico do autismo veio logo e uma especialista descobriu que ele não produz melatonina”, relembra Marcela. Hoje, Felipe usa o hormônio toda noite na forma de pastilha mastigável e dorme de oito a nove horas consecutivas. “Funcionou muito bem. Foi o que nos salvou”, comemora a mãe.
UM CASO RARO
Mãe de três meninos, a fisioterapeuta Vivian Paola da Costa, 33 anos, não descansou até descobrir o motivo de seu caçula não dormir. “Desde bebê, o Allan não dormia bem. Conforme ele crescia, tentamos de tudo. Era exaustivo. Ele acordava a noite toda, nunca dormia horas seguidas. O pediatra chegou a receitar doses altas de um remédio que o apagava. Era horrível e já não estava fazendo tanto efeito. Foi então que ele fez um exame bastante específico e descobrimos uma síndrome genética rara, chamada Smith-Magenis, que causa alteração de
humor, problemas cardíacos,atraso na fala e na coordenação motora e, principalmente, o distúrbio do sono”, declara ela.
Após consulta com uma neurologista especialista em sono, Vivian compreendeu que a falta de melatonina era o que causava todo o transtorno na hora de dormir. Hoje, Allan tem 6 anos e consegue dormir à noite graças ao uso contínuo da substância que seu corpo não produz. “Ele já toma há dois anos e não notei efeitos colaterais”, conta Vivian. “Para o meu filho, a melatonina
é uma questão de qualidade de vida. Agora que dorme, ele evoluiu. Progrediu em todos os aspectos.”
Então, fica o recado dos pediatras: se a criança não tem nenhum problema específico, ela não precisa da melatonina, e sim de mudanças de hábito e rotina (além de muita paciência dos pais).
COMO FUNCIONA?
A melatonina é um hormônio produzido pela glândula pineal, que fica bem no centro do cérebro. Segundo o médico e pesquisador da Universidade de São Paulo, José Cipolla Neto, cerca de 0,1 mg da substância é liberada no organismo toda noite, quando o ambiente começa a escurecer. Ela sinaliza ao corpo que está chegando a hora de dormir. Apenas em casos específicos e pouco frequentes (como cegueira total, autismo ou lesões neurológicas, entre outros) não acontece a produção desse hormônio e, então, é preciso fazer uso da melatonina sintética de acordo com a indicação médica.
PARECE DOCE, MAS É REMÉDIO
É comum encontrar potes de melatonina no exterior que trazem a substância na forma de balas mastigáveis, com cores e sabores que atraem as crianças. Até em formato de ursinho existe. Embora isso possa facilitar o momento de ministrar o medicamento, os pais devem lembrar que, apesar da aparência, ela não é uma simples balinha. E as crianças também precisam saber disso.
O ideal é optar pela melatonina em formatos que pareçam mais medicamento do que doce – recomendação que, aliás, vale para qualquer remédio. “A criança pode achar que é
comida e ingerir o pote inteiro. Isso é um perigo. Remédio é remédio”, alerta Rosana Cardoso Alves, neuropediatra da Associação Brasileira do Sono (ABS).
É NATURAL?
Natural mesmo, para acalmar e ajudar crianças saudáveis a cair no sono, só suco de maracujá ou chá de ervas como camomila, jasmim e erva-doce. Os médicos afirmam que embora isso seja de conhecimento muito mais empírico do que científico, não há problema em oferecer àAlgumas embalagens de melatonina sintética dizem que o produto é “uma ajuda natural para o sono das crianças”. Mas, não se engane: trata-se de mero marketing para vender mais. Nesses mesmos potes, em letras miúdas, vem escrito que tal sentença não tem o aval do FDA (órgão americano similar à Anvisa). A própria Tired Teddies, uma empresa que fabrica a melatonina na
forma de ursinhos mastigáveis, alerta em seu site: “antes de ministrar a substância a qualquer criança, consulte a opinião de um pediatra”.
criança, por não haver efeitos colaterais.
POR QUE NÃO VENDE NO BRASIL?
Em nota à CRESCER, a Anvisa informou que o comércio da melatonina é proibido no país porque “nenhuma empresa solicitou o registro de um medicamento com esta substância. No entanto, a legislação garante que pacientes que tenham a indicação de uso feita por um profissional médico possam importar, seja via bagagem de mão ou pela internet. As autoridades sanitárias podem solicitar a receita na entrada do produto no país”. Em resumo: não é possível comprar em território nacional, mas tudo bem trazer o produto de fora, desde que você tenha a prescrição de um médico.
OUTRAS TÁTICAS
Outra técnica popular são os livros infantis que prometem fazer a criança adormecer. O mais famoso dos últimos tempos éO Coelhinho que Queria Dormir, do psicólogo sueco Carl-Johan Forssén Ehrlin. Traduzida para sete idiomas, a obra tem sido sucesso de vendas e é recomendada dos 2 aos 8 anos. O truque está na leitura lenta, repetições de palavras e bocejos pontuais ao longo do enredo, o que ajudaria a criança a relaxar. Se dá certo ou não, cada família é que deve dizer. A única certeza é que mal não faz, já que a leitura é sempre muito bem-vinda.Especialmente em viagens, alguns pais dão aos filhos um remédio para evitar enjoos, cujo princípio ativo é o dimenidrinato. Ele pode causar sonolência e, não raro, as famílias ministram a substância justamente para fazer a criança dormir. Mas tal prática é desaconselhada pelos médicos. Em primeiro lugar, porque o medicamento deve ser prescrito por um pediatra para fins específicos. Depois, é preciso lembrar que “o efeito do sono que ele traz é temporário. Usar o dimenidrinato com essa finalidade não é uma indicação formal e, por isso, é desaconselhado”, esclarece a neuropediatra Rosana Cardoso Alves, da Associação Brasileira do Sono.
Não vou negar, apesar de eu moderar o uso, meu filho mais velho de 6 anos usa tablet, vídeo game e televisão, até o caçula de 1 ano e 7 meses assiste desenhos no celular. Quais seriam as complicações?
A Academia Americana de Pediatria (AAP) anunciou este mês que pretende mudar suas recomendações sobre o uso de telas para crianças. Entram nessa conta o computador, o tablet, a televisão e o celular. O foco da Academia agora é orientar os pais em relação à maneira como esses aparelhos tecnológicos vêm sendo utilizados e não mais determinar uma idade mínima ou a quantidade de horas máxima.
Anteriormente, a instrução da Academia era para que crianças abaixo de 2 anos não tivessem “tempo de tela” em sua rotina. As maiores deveriam ficar no máximo duas horas por dia na frente dos aparelhos. “Em um mundo em que ‘tempo de tela’ está se tornando simplesmente ‘tempo’, nossas políticas devem evoluir ou ficar obsoletas”, lê-se na nota divulgada pela AAP para justificar as mudanças.
Um dado levantado pela Common Sense e utilizado no documento aponta que 30% das crianças norte-americanas utilizam um aparelho móvel pela primeira vez antes de completar 2 anos. Essa realidade mostra que os pequenos estão se conectando cada vez mais cedo e que essa é uma tendência que, aparentemente, não será revertida tão cedo.
Novas recomendações
O documento completo com as novas recomendações da Academia Americana de Pediatria será divulgado apenas no começo de 2016, mas a instituição já adiantou alguns tópicos centrais para garantir o uso benéfico e saudável de telas para crianças:
Seja o pai e o modelo – As regras que se aplicam às crianças em ambientes virtuais ou reais são as mesmas. Brinque com os filhos e estabeleça limites. Envolva-se com o que seu filho está fazendo. É importante também controlar o seu próprio uso de aparelhos eletrônicos, já que a interação face a face continua essencial.
Nós aprendemos uns com os outros – Bebês aprendem melhor por meio da comunicação com outra pessoa. Conversar com a criança é fundamental para seu desenvolvimento linguístico. Assistir a vídeos não faz com que o bebê desenvolva a fala.
O conteúdo é importante – A qualidade do conteúdo é mais importante do que a plataforma ou do que o tempo gasto com o aparelho. Dê mais importância à maneira com que seu filho utiliza o tempo em vez de simplesmente cronometrá-lo.
Envolver-se é essencial - Jogue um videogame com seu filho. Sua perspectiva influencia a maneira como a criança entenderá a experiência. Para pais de bebês, estar envolvido quando ocorre o uso de telas é essencial.
Crie zonas livres de tecnologia – Preserve as refeições em família. Carregue os aparelhos eletrônicos fora do quarto das crianças. Essas ações estimulam o tempo em família e hábitos mais saudáveis de alimentação e sono.
Tecnologia como aliada
Segundo Luciana Almeida, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia, não há razão para proibir as crianças de usar as telas, porém, a idade mínima de 2 anos deveria ser mantida. “Antes disso, a fase em que o bebê está ainda é muito oral, então é possível que ele não consiga interagir direito com os aparelhos tecnológicos”, afirma. “A partir daí, já existem diversos programas desenvolvidos para crianças pequenas que estimulam o aprendizado e o raciocínio”, diz.
Um estudo divulgado recentemente pela Universidade de Chicago comprovou a eficiência de um aplicativo criado para desenvolver o raciocínio matemático em alunos do ensino fundamental. O desempenho de 587 crianças de diferentes classes sociais foi analisado por um ano. As crianças que usaram o aplicativo de matemática pelo menos duas vezes por semana melhoraram suas notas ao longo do período. A melhora, porém, não está diretamente ligada ao tempo de uso do aplicativo. Os alunos que usaram a ferramenta mais do que duas vezes por semana não tiveram ganho no desempenho maior do que os que utilizaram apenas duas vezes.
O bom senso é a melhor medida
Apesar de ter potencial para ajudar a criança a se desenvolver em diversos aspectos, o uso contínuo de aparelhos eletrônicos representa uma ameaça já conhecida da ciência. De acordo com Christian Müller, do Departamento de Comportamento e Desenvolvimento da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), os problemas relacionados ao excesso de exposição aos gadgets podem envolver tanto questões físicas quanto comportamentais. “As crianças podem apresentar dores musculares, articulares, má postura, dores de cabeça, alteração visual e alteração de sono” afirma. “Podem ainda ter sintomas de ansiedade, irritabilidade, agressividade, queda do desempenho escolar e isolamento”, completa.
Por conta dos problemas que os eletrônicos podem trazer, o pediatra acredita que a antiga recomendação de até 2 horas por dia continua válida, mas o importante é que seja respeitada a realidade de cada família e o bom senso dos pais. “O ideal é que o período que a criança fica exposta a telas não seja ininterrupto, mas intercalado com outras atividades de rotina, como estudo, leitura, brincadeiras e atividades ao ar livre”, defende.
A experiência da criança longe dos gadgets continua sendo essencial para o desenvolvimento. É brincando com objetos e por meio da interação direta com outras pessoas que ela desenvolverá a capacidade de imaginar e fantasiar, o que permite um maior desenvolvimento emocional. Quando se substitui o concreto pelo virtual, a etapa da simbolização, que possibilita todos esses avanços, é extinta.
A criança só quer ficar na frente do computador. E agora?
Depois que a criança se torna dependente dos aparelhos eletrônicos, é mais difícil reverter a situação. Luciana atende frequentemente crianças que enfrentam esse problema. “Quanto mais usa o recurso tecnológico, mais a criança se afasta do social”, explica a médica. “No ambiente virtual, existem programas, como os jogos, que funcionam por meio de estímulos de recompensa. Isso acaba criando um mecanismo parecido com o do vício. Se você corta abruptamente, a criança passa por períodos de abstinência e pode ficar muito ansiosa”, diz.
Para ela, a melhor maneira de redirecionar uma criança que só quer ficar na frente do computador, celular ou tablet é apresentar outras formas de brincar e se divertir e estar presente nessas novas atividades. A preferência deve ser dada a experiências às quais a criança não esteja acostumada, como um piquenique no parque ou um acampamento improvisado na sala. É importante também diminuir o tempo de tela gradativamente, para que o processo seja menos doloroso, tanto para os pais quanto para os filhos.
Vamos falar sobre desfralde? Um assunto que deixa mamães e papais de cabelo em pé, não é mesmo? Aqui em casa estou pensando em colocar em prática com meu caçula, hoje com 1 ano e 7 meses. Com meu primogênito, não tive problemas, pois ele praticamente desfraldou sozinho rsss...
Mas vamos lá, segue algumas dicas, que para iniciar ajudaram bastante.
Antes de tudo
Os especialistas recomendam que a fralda não seja tirada muito antes dos 2 anos, pois a criança ainda não está preparada – você vai se frustrar à toa e pode criar traumas em seu filho. Não adianta forçar a natureza.
Quando tirar
Só a partir do segundo ano de vida o bebê sai da fase oral e entra na anal, em que se dá conta de que produz xixi e cocô. No geral, por volta dos 2 anos e meio, ele emite sinais claros disso.
O que observar
Observe a capacidade de controle dos esfíncteres da criança. Em outras palavras: repare se ela se queixa quando está com a fralda suja e se avisa que vai fazer necessidades. Algumas se escondem em um canto da casa e se abaixam quando querem fazer cocô, mostrando que têm consciência de suas eliminações e estão prontas para começar o desfralde.
Como tirar
Primeiro, deve acontecer o desfralde diurno, em um período tranquilo da vida da criança – evite épocas de grandes mudanças. Escolha uma estação quente para iniciar o processo, pois os escapes de xixi deixam a criança molhada e desconfortável. Deixe seu filho de cueca ou de calcinha e com roupas leves, para facilitar. Explique que ele deve avisar quando quiser usar o banheiro e esteja presente. Use um penico ou redutor de assento com apoio para os pés (isso favorece a prensa abdominal, posição que estimula a evacuação). Comemore quando a criança avisar a tempo de usar o banheiro, mas, se escapar, não brigue. Apenas diga que acontece e que, da próxima vez, ela deve avisar um pouco antes.
Fique de olho para entender a rotina de seu filho. Muitas vezes, ver irmãos e primos mais velhos usando o banheiro é um estímulo para a criança, que deseja copiar os maiores e entende o processo como natural. A escola, com o exemplo dos outros alunos, também ajuda nessa questão.
O tempo de desfralde varia: leva poucos dias para uma criança ou mais de um mês para outra. Quando perceber que o processo está estabilizado e seu filho já controla bem o xixi e o cocô durante o dia, parta para o desfralde noturno. Mas não se assuste se demorar mais – os médicos dizem que é normal e a fralda da noite pode ser necessária para algumas crianças até os 4 ou 5 anos. Comece diminuindo a ingestão de líquido do seu filho durante a noite. E importante: diariamente, antes de colocá-lo na cama, diga para fazer xixi. Nas primeiras madrugadas, o ideal é levá-lo a cada duas horas ao banheiro e tente descobrir em que horário, aproximadamente, ele costuma urinar. Então, procure acordar toda noite nesse horário para colocá-lo no vaso e, mais para frente, ensiná-lo a ir sozinho quando precisar.
Quando pedir ajuda
A fralda diurna não costuma representar problemas para os pais, mas a noturna é mais desafiadora: pode levar de seis meses a dois anos para que seu filho adquira o controle. O caso só preocupa os médicos quando a criança tem mais de 5 anos e ainda faz xixi na cama diariamente ou mais de uma vez por noite, o que pode ser caracterizado como enurese noturna, que requer avaliação médica para ser diagnosticada e tratada.
Post da blogueira Marisa Abeid do "Ah! Essas Criança"... super interessante!
"Fui, recentemente, a um salão de festas, num evento particular voltado ao público infantil e vi uma menina que me chamou a atenção: ela deveria ter a idade de meu Pedro e estava mais maquiada do que eu! Batom vermelho, blush... fiquei perturbada com a imagem mas deixei pra lá; afinal, tenho 02 meninos e não menina." disse Marisa.
Isso é nada perto de cada coisa que vemos na TV, nos filmes, revistas, gibis etc. Crianças falando em sexo, tesão, beijo na boca...com menos de 06 anos de idade! Outdoors com meninas vestidas de 'pijaminhas' curtinhos...
Tanta exposição a sexualidade!
Tanto apelo!
Tanto material para os pedófilos!
Qual o limite da vaidade?
Será que essa erotização e adultização precoce não podem ser prejudiciais?
Penso em meus filhos, inocentes ainda, não sabem o que é namoro, sexo, brincam com brinquedos apropriados à idade deles, assistem programas condizentes com a idade...e colaboramos também: não assistimos novelas, programas 'de domingo', filmes inapropriados, não ouvimos rádio FM, não vemos telejornais etc.; qualquer informação nossa vem pela internet enquanto as crianças estão na escola. Para quê colocar dentro da minha casa informações desnecessárias, que nada acrescentam à nossa vida?
Se a educação começa em casa...
Ouvi uma mãe falar de uma reunião de escola, onde outra mãe disse que a filha, de menos de 02 anos de idade, dançava como 'as bailarinas do Faustão', gabando-se disso! Que a menina adora novelas e canta músicas 'atuais'. Atuais e imorais!
Sei que não há como criar os filhos numa redoma de vidro e nem quero isso!
Sou a favor da criança viver como criança: sem pular etapas e curtir a infância a cada momento de sua vida. Brincar, fantasiar, se sujar, correr, pular, ralar o joelho...tudo isso faz parte da infância, algo que nossas crianças estão perdendo por serem precoces demais!
Pais, fiquem atentos: deixem seus filhos serem crianças!
Não antecipem o amadurecimento deles!
Tudo tem seu tempo.
O mundo adulto vai chegar até elas...
Quem concorda?
Comente, compartilhe, juntas vamos tentar mudar essa história!