sexta-feira, 21 de maio de 2010
Parto de Cócoras
É um parto mais rápido, pois é auxiliado pela gravidade, mais cômodo para a mulher e mais saudável para o bebê, pois não se tem mais a compressão de importantes vasos sanguíneos que acontece com a mulher deitada de costas.
Indicado para mulheres que tiveram gravidez saudável e sem problema de pressão, o parto de cócoras só pode ser realizado se o feto estiver na posição cefálica (com a cabeça para baixo).
A participação do companheiro, a ausência de métodos invasivos para alívio da dor, a liberdade de movimentos dada à mulher no momento do nascimento da criança e a recuperação imediata são as principais vantagens do parto de cócoras.
Parto Normal
Não pense que o parto normal é sinônimo de fortes dores, há técnicas hoje que as aliviam. Quando a mamãe chega ao hospital, vários procedimentos de rotina são realizados, como aferição de temperatura, pressão arterial e freqüência cardíaca. Medidas como o enema (lavagem intestinal) e a tricotomia (raspagem dos pêlos pubianos) não são mais procedimentos de rotina.
Durante as contrações, o médico avalia a dilatação do colo do útero. Se as dores forem intensas, normalmente é aplicada uma anestesia peridural. Quando o espaço para o bebê passar for insuficiente, é realizada uma episiotomia, que consiste em um corte cirúrgico feito na região perineal para auxiliar a saída do bebê e evitar ruptura dos tecidos perineais.
Quando o colo do útero estiver dilatado por completo e as contrações tornarem-se muito fortes, as paredes do útero farão pressão sobre o bebê e, em conjunto com o esforço da mãe, impulsionarão a criança para fora.
Após o alívio da expulsão do bebê, há a saída da placenta onde o útero se contrai mais uma vez para expulsá-la.
A sutura da episiotomia quando necessária é feita imediatamente após o parto, cicatrizando em poucos dias.
Indução do parto - Se a gestação já passar de 40 semanas, se há incompatibilidade de Rh, em que a continuidade da gestação expõe a criança aos anticorpos, à diabetes, ao sofrimento da passagem mal-sucedida, ou quando acontece o rompimento prematuro da bolsa d'água, a indução do parto deve ser tentada.
A indução consiste em acelerar o trabalho de parto e pode ser feito através do rompimento precoce da bolsa ou com medicamentos.
Parto Natural - 15 dicas
É o parto onde o médico simplesmente acompanha o parto. É o parto normal sem intervenções como anestesias, episiotomia e indução.
O ritmo e o tempo da mulher e do bebê são respeitados e a mulher tem liberdade para se movimentar e fazer aquilo que seu corpo lhe pede. A recuperação é rápida.
Para o alívio das dores, é importante a mãe aprender no seu curso de gestantes técnicas de respiração e relaxamento e sentir-se segura do que quer.
Parto Cesárea
Quando a cesárea é optada pelo médico a mamãe deixa de ser uma parturiente para ser uma paciente cirúrgica. Os cuidados com assepsia são maiores e as complicações são mais possíveis por se tratar de uma cirurgia de grande porte, os riscos são maiores.
A mamãe recebe a anestesia peridural (em alguns casos, a geral é necessária) e por isso não sentirá dor alguma. É colocada uma tela na região do seu tórax para melhor assepsia e a mamãe não acompanha o parto.
O médico corta sete camadas até chegar ao útero por uma incisão de 10 centímetros feita acima dos pêlos púbicos. Ao alcançar o bebê, o médico irá tirá-lo suavemente. A equipe removerá a placenta e a examinará e o corte será fechado com pontos.
A recuperação da mamãe é bem mais lenta do que em qualquer outro tipo de parto. Ela sente dores ao rir, chorar, ficar de pé ou quando tenta erguer o corpo. Há maior risco de infecção materna e de o bebê ter problemas respiratórios.
Parto na Água
Hoje em dia existem inúmeras opções a considerar quando pensar em formas possíveis para o seu parto. Um parto aquático ou dentro de água é, acima de tudo, símbolo de um parto natural. Seja porque um banho de imersão consegue provocar uma sensação relaxante, ou porque se cria a ideia de que a água é um ambiente mais natural, o que interessa é que descubra se esta forma de dar à luz é a mais indicada para si.
O parto na água é uma forma de dar à luz, onde a mulher fica dentro da água aquecida a 36ºC durante o período expulsivo, de modo que o bebé chegue ao mundo no meio aquático, exactamente como estava no útero.
O recurso a um ambiente “aquático” durante o parto pode ter vantagens, tudo depende do que deseja, e do que é possível fazer no seu parto. Investigações demonstraram que a água tépida pode ajudar a parturiente a relaxar e, em consequência, reduzir a dor e necessidade de anestesia, as contracções ficam menos fortes e o bebé pesa menos sobre o colo do útero. A água também permite uma melhor movimentação da parturiente.
Uma banheira de parto pode ser um ambiente menos clínico e mais relaxante. No entanto, se optar por este tipo de parto saiba que a epidural não é possível, e que a única fonte de diminuição da dor que pode utilizar é o entonox (mistura de gás e ar – oxido nitroso e oxigénio) que pode ser inalado.
Nem todas as grávidas podem recorrer a este tipo de parto, por isso deve informar-se sobre este desejo com o seu médico assistente. Se não tiver uma gravidez de risco, este tipo de parto pode ser apenas um parto natural convencional.
A banheira de parto pode apenas ser utilizada para a fase do trabalho de parto, pois poderá funcionar como relaxante. No momento da expulsão do bebê, poderá sair caso isso seja possível e aconselhado pelo médico assistente.
Considerações diversas a ter em relação ao parto na água:
- Quando entrar na banheira é importante que esteja na fase ativa do trabalho de parto. A sua cervix deve ter pelo menos 5 centímetros de dilatação, pois se entrar na banheira demasiado cedo as contrações poderão abrandar.
- Enquanto estiver na banheira deve beber muita água, para não ficar desidratada ou sofrer um sobreaquecimento.
- Se o trabalho de parto abrandar deve sair da banheira e caminhar um pouco, depois poderá retornar.
- Dentro da banheira poderá necessitar de apoio para mudar de posição, pode experimentar posições como colocar-se gatas, inclinar-se para um lado ou estar de cócoras.
- Se desejar expulsar a placenta naturalmente pode ficar dentro da banheira. Mas se preferir levar uma injecção de ocitocina, esta não deve ser administrada dentro de água.
O bebê e o parto dentro de água
O bebê respirará pela primeira vez quando for trazido à superfície da água. Quando o bebê for exposto ao ar, sentir a alteração da temperatura e o toque vai desencadear a respiração. Desta forma a água da piscina deve ser mantida a 37ºC enquanto o bebê é expulso. Quando o bebê estiver no exterior a mãe ou o médico guiá-lo-á até à superfície, para que ele possa respirar pela primeira vez. Depois de isto acontecer o bebé pode ficar parcialmente dentro de água junto ao corpo da mãe para permanecer quente enquanto a cabeça deve ficar fora de água.
"Esse tipo de parto não é recomendado em trabalho de parto prematuro, presença de mecônio, sofrimento fetal, mulheres com sangramento excessivo, diabetes, HIV positivo, Hepatite-B, Herpes Genital ativo, bebês com mais de 4000g ou que precisem de monitoramento contínuo."
Pode saber mais em: Parto Aquático
domingo, 9 de maio de 2010
Parto Humanizado
"Parto humanizado retoma antigos procedimentos e
devolve à mãe o controle do ritmo do seu corpo na hora de dar à luz."
Grande parte das mulheres passam a gestação preocupadas com a hora do parto, afinal a própria palavra se tornou sinônimo de algo sacrificado, difícil e até mesmo doloroso. Mas será que a hora de receber o bebê aguardado por nove meses deve ser realmente traumática? Para a enfermeira obstetra Andréa Porto da Cruz, não.
Com experiência na área de obstetrícia, a enfermeira é defensora do parto natural humanizado e diz que com este método a mulher pode ter total domínio do momento do nascimento. “O parto natural ou humanizado representa uma retomada do método antigo de dar à luz quando a mulher dita o ritmo do parto, ela escolhe como terá o bebê e quando ele nascerá”, diz Andréa.
A diferença entre Parto Natural Humanizado e o Parto Normal é justamente a maneira como o processo é conduzido. No parto humanizado o atendimento é centrado na mulher, que é tratada com respeito e de forma carinhosa, podendo desfrutar da companhia da família, caminhar, tomar banho de chuveiro ou banheira para aliviar as dores. As intervenções de medicamento, aceleração do parto ou mesmo o tradicional corte vaginal acontece somente quando é estritamente necessário.
“Hoje o parto normal é mesmo um sofrimento. A mãe tem que ficar deitada todo o tempo em que está em trabalho de parto, geralmente com soro que acelera o processo, na hora do parto ela é removida para outra sala e recebe de qualquer forma o corte vaginal. Além de tudo isso ela não pode gritar, andar e muitas vezes fica sozinha durante este processo”, explica a enfermeira.
Alguns hospitais oferecem uma situação mais acolhedora na hora do parto, com quartos que são usados antes, durante e depois do parto, mas a também enfermeira obstetra Karina Fernandes comenta que para isso toda a equipe deve estar preparada e disposta para enfrentar o trabalho de parto no ritmo da mulher.
Karina acompanha partos em casa. Ela diz que a mulher que opta pelo parto natural deve estar disposta e consciente de que terá papel ativo no parto. A enfermeira, quando solicitada para este tipo de parto caseiro, acompanha a gestante desde o início das contrações até o nascimento e deve estar preparada para levar a gestante para o hospital caso o parto natural não seja realmente possível.
O grande medo de toda mulher é a dor. Sobre isso, Andréa explica que ela varia muito de pessoa para pessoa e que ela pode ser aliviada de forma natural, com massagens nas costas, aromaterapia, banhos de chuveiro ou de banheira. O tempo em que a gestante fica em trabalho de parto também pode ser variado. Em geral a primeira gestação leva em torno de 16 horas, já as demais o tempo chega a 12 horas.
Para que os casos de intervenção sejam minimizados existem alguns procedimentos que podem ser feitos antes de se optar pela cesárea. “Colocamos a gestante para fazer alguns exercícios em bola de parto e outros aparelhos para recolocar o bebê em posição para o parto. Vamos monitorando o tempo todo, com o partograma, que é um gráfico para avaliar a evolução do parto e no caso de necessidade de intervenção e em ultimo caso encaminhamos para a Cesárea”, diz Andrea.
Além do fator humano e sentimental o parto natural também oferece uma recuperação mais rápida para a mãe e menos risco para o bebê, isso por que ao nascer de parto natural ele corre menos risco de aspirar liquido e também de infecções.
Hoje no Brasil são realizados 80% de Cesáreas em hospitais particulares. Na rede pública este número cai para 35%, mas o número de nascimentos por parto normal ainda está muito abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde, que estipula uma média de 15% de cesáreas.
Fonte: Por Érica Rizzi no Guia do Bebê dia 10/03/2010