Mostrando postagens com marcador Alimentação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Alimentação. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 26 de junho de 2012

Caldinho de feijão e beterraba

Misturar legumes na sopa é um truque clássico para seu filho experimentar um ingrediente novo. Esse caldinho de feijão leva beterraba e nem parece. 
A receita é de Kris Nardini, do blog Cozinhando para Relaxar.

* Ingredientes 
- 3 xícaras de feijão preto 
- 8 xícaras de água fervente 
- 2 beterrabas médias, descascadas e picadas 
- 1 cebola pequena bem picada 
- 2 dentes de alho, amassados 
- 1 fio de azeite 
- 1 galho de salsinha (ou 3 galhinhos de tomilho) 
- Sal a gosto 

* Como fazer
Aqueça a panela de pressão e junte o azeite, o alho e a cebola. Refogue por 2 minutos e acrescente o feijão lavado e escorrido e a beterraba. Refogue por 1 ou 2 minutos, junte a água fervente e tampe a panela. Cozinhe até o feijão ficar macio. Espere esfriar um pouco, transfira o feijão para o liquidificador e bata, junto com a salsinha, até virar um creme. Se ficar muito grosso, junte água filtrada. Volte para a panela, acerte o sal e espere levantar fervura. Sirva como sopa. 



* Dica 
Você também pode ralar a beterraba no ralo fino e, depois do feijão cozido, abrir a panela para engrossar o caldo e servir com o arroz do dia a dia. A beterraba derrete e desaparece.

domingo, 16 de outubro de 2011

Você confia nos industrializados?

Por PAT FELDMAN
Crianças na Cozinha



Eu não confio nem um pouco em produtos alimentícios industrializados, e quem acompanha o site Crianças na Cozinha há tempos, já sabe de inúmeros motivos para toda essa desconfiança.
Essa semana, mais uma notícia desagradável sobre os industrializados, e dessa vez envolvendo crianças, veio à tona! O Toddynho, aquela caixinha pequena e engraçadinha que muitas mães mandam na lancheira dos filhos achando que é saudável (mas não é, podem acreditar), causou queimaduras na boca de diversas crianças.
O motivo dessas queimaduras?
Um pH (índice que determina acidez ou alcalinidade) completamente alterado foi detectado em diversas amostras dos produtos. O pH normal do leite fresco, segundo pesquisei, fica entre 6,5 e 6,7 (neutro com tendência levemente ácida), e nas tais análises do Toddynho o pH ficou em 13,3 (extremamente alcalino). Eu não sei o quanto a pasteurização, a adição de cacau, açúcar e alguns conservantes, aromatizantes, flavorizantes e corantes pode alterar o pH do leite fresco, mas por mais que se altere, duvido que 13,3 seja um pH normal para a tal bebida pronta!
A pergunta que não quer calar é: O QUE CAUSOU ESSA ALCALINIZAÇÃO EXCESSIVA NO TODDYNHO?
Adição de soda cáustica?
Estou aqui tentando pensar em opções…
Desregulagem em equipamentos que adicionam ingredientes?
Será que um dia saberemos a verdade?
Esse caso foi noticiado, divulgado e discutido, mas fico imaginando quantos casos de contaminações em produtos alimentícios industrializados que nem foram descobertos e/ou noticiados. Casos de contaminações que podem ter sido confundidos com uma dor de barriga “normal”, com virose ou qualquer outro incômodo, onde não se pensou em associar o mal com algum produto alimentício consumido.
Eu acho SIM que a solução é evitar os industrialziados, e eu tenho certeza de que isso é perfeitamente possível. 
Na matéria sobre leite já publicada AQUI você pode ler sobre os inúmeros malefícios do leite altamente processado, mas eu arrisco dizer que se você preparar um achocolatado em casa para o seu filho, mesmo usando o tal leite super processado, estará oferecendo coisa muito melhor do que o tal Toddynho que queima a boca (pra não falar dos demais malefícios, mesmo nos Toddynhos “normais”, sem alterações de pH).
Se fosse pra fazer um achocolatado em casa, eu faria da seguinte forma:
RECEITA DE TODDYNHO CASEIRO
Para cada copo de leite (cerca de 200mL), acrescentaria:
- uma colher de chá de cacau em pó,
- uma colher de sopa de mel ou rapadura ralada (acho que a rapadura ralada aqui fica mais gostoso) – e a quantidade pode variar para mais ou para menos, dependendo do paladar do seu filho,
- gotas de extrato natural de baunilha (opcional)
Se a graça do Toddynho para o seu filho está na caixa ou no canudinho (o que eu mais gostava quando criança era furar a caixinha com a ponta do canudo), procure mostrar uma outra diversão e invista em popos coloridos e/ou com formatos diferentes, canudinhos com formatos e cores extravagantes. Hoje o mercado oferece opções incríveis!
Para a lancheira, uma boa garrafa térmica e muitas pedrinhas de gelo misturadas ao achocolatado caseiro, resolvem o problema (já testei com leite puro, que é o que meu filho gosta, e o leite não azeda, só fica um pouco mais ralo quando o gelo derrete)
A minha opção é pelo leite fresco de verdade, tirado da vaca direto para a minha geladeira, mas sei que isso é inviável para a maioria. Se fosse inevitável para mim, optaria pelo leite de saquinho, aquele que precisa de refrigeração e ainda se encontra em algumas padarias e mercados. Esse leite de saquinho é bastante processado sim, mas se você considerar que no preparo do achocolatado estará evitando tantas químicas de corantes, conservantes e outros “antes”, vai concluir que a opção é boa.
Na opção caseira você usa cacau ao invés de achocolatado em pó (já leram o rótulo de um achocolatado pra ver quanta porcaria tem?). Na opção caseira você adoça com mel ou rapadura ralada, que também é doce pra caramba, tanto quanto açúcar branco, mas que contém diversos nutrientes e não é só caloria vazia.
Que tal pensar no assunto e afastar de vez esse industrialziado da vida dos seus filhos?
Aqui em casa eu não tenho esse problema simplesmente porque nunca ofereci Toddynho ao meu filho mais velho (muito menos ao mais novo), e ninguém sente falta daquilo que não ocnhece. ele nos vê muito tomando leite fresco batido com cacau e canela, e mesmo por esse nunca se interessou. Prefere leite purinho e gelado.
Para quem não leu sobre essa notícia, alguns links que leitores do site Crianças na Cozinha me enviaram sobre o assunto. Queridas, obrigada pela colaboração!

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

O Be-a-bá das papinhas II

Veja quando dar a primeira papa, o ingredientes que não podem faltar, os cuidados no preparo e até como congelar
Quando o bebê completa 6 meses, a cozinha se transforma no lugar mais divertido da casa. A partir de agora, seu filho terá a chance de experimentar comida – por enquanto, ele só se alimentou de leite. Por isso, dê bastante atenção a esse início, que vai dos 6 meses aos 3 anos, quando o aprendizado (isso mesmo!) se consolida. Lembre-se sempre de três regras básicas: apresente a comida gradativamente para que a criança e seu organismo tenham tempo de se acostumar com esse novo jeito de comer, ofereça o maior número de sabores e garanta a presença de todos os tipos de alimentos nas refeições. Confira aqui o passo a passo para dar tudo certo:

Antes de começar

Lave bem as mãos. Os legumes, verduras e frutas devem ser lavados em água corrente, para retirar os vestígios de agrotóxicos. Ao cozinhar, evite espirrar, tossir ou falar próximo da comida, para evitar a contaminação de microorganismos pela saliva. Os ingredientes devem ter um aspecto fresco e boa aparência, sem partes danificadas.

Introdução dos alimentos

Escolha um dia e ofereça um suco de laranja-lima no meio da manhã, entre uma mamada e outra – e não perca por nada o rostinho de espanto que o bebê vai fazer ao experimentar o novo sabor. Comece a oferecer as papinhas de frutas depois de três ou quatro dias. Escolha um horário entre as mamadas na parte da tarde e observe se o organismo da criança reage bem. Depois de uma semana, organize o horário das mamadas para oferecer a papinha salgada na hora do almoço. Continue com o suco e a papinha de frutas no lanche. Quando o bebê já estiver habituado, é hora de dar a papinha salgada na hora do jantar também. E papinha de frutas como sobremesa nas duas refeições.

O que não pode faltar na papinha salgada

Precisa ter uma fonte de carboidrato (arroz, macarrão), uma de proteína (carnes em geral), e duas de legumes ou verduras. Não esqueça de usar temperos, que dão um gostinho especial: cebola,alho e azeite; e as ervas, como salsinha, cebolinha, salsão, manjericão, orégano, coentro (muito utilizado no Nordeste). Elas devem ser colocadas em pequena quantidade para não comprometer o sabor natural da refeição. Pimenta e curry são vetados. Nas saladas, use limão – o vinagre pode provocar alergia. Todos os temperos devem ser cortados em pedaços suficientemente pequenos para ser mastigados. E não esqueça: se for acrescentar sal, maneire.

Passo a passo do preparo

Depois de escolhidos os ingredientes que serão usados na papinha, pique-os e coloque-os numa panela para cozinhar. Alguns médicos dizem que muitos nutrientes se perdem quando expostos a temperaturas altas, como na panela de pressão. O melhor é preparar em uma panela comum. Uma dica: o volume de água deve ser o dobro da quantidade de alimentos que estão na panela, para a papinha não ficar rala. Quando os ingredientes estiverem cozidos, amasse-os com o garfo até obter uma consistência de purê ou passe-os por uma peneira. Antes de servir, teste se a temperatura está adequada – nem quente, nem fria – no dorso de sua mão.

Na hora de servir

A papa tem de ser esmagada com garfo ou passada na peneira, nunca (!) batida no liquidificador. Quando você tritura tudo, a criança não exercita a mastigação nem conhece o sabor dos alimentos. Dê um por vez, assim, você vai descobrir o que seu filho mais gosta, o que pode dar alergia etc. A quantidade também é importante. Para você ter uma referência: dos 6 aos 9 meses, de quatro colheres (das de sopa) a uma xícara; dos 10 aos 12 meses, uma xícara cheia; e de 1 a 3 anos, um prato infantil cheio.

Rotina é tudo!

Estabelecer horário para as refeições é um dos princípios fundamentais para a alimentação saudável durante toda a vida. Depois que o bebê experimenta vários alimentos (só depois), é importante criar uma rotina nas refeições. O controle do peso corporal, a melhora do funcionamento intestinal e a prevenção de doenças crônicas são algumas vantagens que ela trará a seu filho. Os horários ficam assim:

- Ao acordar: leite materno ou de fórmula
- Meio da manhã: fruta ou suco de frutas
- Almoço: papinha salgada e fruta
- Lanche da tarde: papa de fruta e/ou leite
- Jantar: papinha salgada e fruta
- Ceia: leite materno ou de fórmula

Outras dicas:


- Deixe-o em um cadeirão na cozinha enquanto você prepara a papinha. Ele notará os cheiros, os barulhos e sua presença. Vai associar o ato de comer com algo bom.
- Tenha paciência com a sujeira. Os bebês gostam de explorar todas as novidades com as mãos.
- Não se ofenda com as recusas da criança. Ela pode estranhar o sabor, não estar com fome ou indisposta. Respeite-a e não a force a comer.

Fonte e foto: Revista Crescer.

O Be-a-bá das papinhas

Como cozinhar a papinha do bebê
O risco de o bebê pegar uma infecção nessa fase inicial é grande. Seu organismo é muito sensível. É fundamental a higiene no preparo e consumo dos alimentos

Antes de começar
- Lave bem as mãos.
- Os legumes, verduras e frutas devem ser lavados em água corrente, para retirar os vestígios de agrotóxicos.
- Ao cozinhar, evite espirrar, tossir ou falar próximo da comida, para evitar a contaminação de microorganismos pela saliva.
- Os ingredientes devem ter um aspecto fresco e boa aparência, sem partes danificadas.


O preparo

- Depois de escolhidos os ingredientes que serão usados na papinha, pique-os e coloque-os numa panela para cozinhar. Uma dica: o volume de água deve ser o dobro da quantidade de alimentos que estão na panela, para a papinha não ficar rala.
- Quando os ingredientes estiverem cozidos, amasse-os com o garfo até obter uma consistência de purê ou passe-os por uma peneira.
- Antes de servir, teste se a temperatura está adequada – nem quente, nem fria – no dorso de sua mão.


A consistência da papinha

Parece pouco, mas é a consistência certa da papinha que vai ajudar o desenvolvimento correto da mastigação, dos dentes e da fala do seu filho. O ideal é começar com uma papinha passada pela peneira – o liquidificador deixa os alimentos quase líquidos, o que não é legal.

Quando o bebê já estiver craque em engolir sem engasgar, experimente oferecer pedaços bem pequenos de legumes e frutas molinhos, como a batata e a banana. Com o treino e a chegada dos dentinhos, a criança vai se acostumar a pedaços maiores, até chegar à consistência normal de cada alimento.

Nesse momento, estimule a mastigação, oferecendo alimentos duros e fibrosos, como cenoura crua, pedaços de carne e maçã.


Papinha pode ser temperada?
Sim. Deve, para ficar mais gostosa. Nos primeiros meses, dê preferência aos temperos mais suaves, como salsão, salsinha, cebolinha. E sal, é claro. Eles são melhores porque não fermentam e não provocam gases no bebê, o que normalmente ocorre com o uso de alho e cebola. A introdução de temperos mais condimentados deve ser gradativa e sempre em pequenas quantidades.


Como congelar papinhas
Não há nenhum problema em congelar papinhas se você não tem disponibilidade para cozinhar todos os dias. Listamos algumas dicas para ajudá-la nesse processo.

Você pode congelar a comida do seu filho desde que os alimentos que componham o prato sejam frescos. Depois que a papa estiver pronta, espere que ela esfrie bem. Se não tiver tempo, faça o processo de redução de temperatura, chamado de branqueamento. O nome é difícil, mas o jeito de fazer, não. Coloque a papa em uma vasilha. Em outro recipiente maior, despeje água e gelo. Ponha a menor sobre a maior, tomando cuidado para que a papa não fique alagada. “Você precisa dar o choque térmico para que o alimento, ainda quente, pare de ser cozinhado”, afirma Yeda Sotelo, nutricionista da Universidade Anhembi Morumbi. Esterilize com água quente os potes que vão ao freezer e divida as porções. Cole em cada pote um adesivo com a data de preparo e os ingredientes usados. Assim, você mantém uma alimentação variada e não corre o risco de servir a mesma sopa em refeições seguidas. Uma dica bacana é fazer três tipos de papa e congelar. Para servir, tire pela manhã do freezer e ponha na geladeira – o descongelamento em temperatura ambiente é propício para a proliferação de bactérias. A papa pode ser mantida por até 30 dias, desde que feita da maneira correta.

Fonte e fotos: Revista Crescer

Falta de apetite das crianças: o que fazer

Uma das coisas que mais preocupam os pais é a inapetência de seus filhos. Depois de preparar a comida com todo o cuidado e amor, é difícil entender por que eles se recusam a comer. Mas, antes de se sentir angustiada e culpada, saiba que na maioria dos casos a falta de apetite é temporária e pode ser contornada com jeitinho.

A primeira coisa a fazer é conversar com o pediatra para descartar eventuais doenças que podem tirar seu apetite, como, por exemplo, anemia. Se nada for constatado e a criança estiver saudável, é preciso adotar certas medidas. A primeira é manter um intervalo em torno de duas horas entre as refeições, para que seu filho esteja com fome na hora de comer. Se ele for almoçar às 11 horas, não deve ingerir nada, até mesmo sucos, a partir das 9 da manhã.

Resfriado, dor de garganta ou de ouvido levam o apetite embora mesmo. Algumas levam até uma semana para restabelecer a rotina de alimentação, mas isso não deve ser motivo de preocupação excessiva, pois o organismo dos pequenos possui uma reserva para enfrentar essas situações. Nesses momentos, é preciso ter muita paciência e tentar estimulá-las a se alimentar. Veja abaixo os principais conselhos dos especialistas.

- Ofereça os alimentos de que a criança mais gosta e sob a forma que aceita melhor. Dê preferência aos de consistência adequada, mais fáceis de engolir.
- Para evitar que ela fique desidratada, ofereça ao longo do dia muito líquido. Pode ser água, suco ou leite.
- Dê quantidades pequenas de comida por refeição e com maior freqüência. Caso a criança queira apenas um tipo de alimento, mantenha esse cardápio até que ela se recupere.
- Seja mais flexível quanto a horários e locais das refeições.
- Não obrigue a criança a comer. Isso a deixará nervosa e reduzirá ainda mais o seu apetite.

Uma boa opção para esse momento de inapetência é uma sopinha de galinha.

Nunca engane seu filho
Outra dica é nunca disfarçar alimentos para enganar a criança se, por exemplo, ela está numa fase de só querer determinada comida. Também não convém oferecer a refeição em lugares pouco convencionais, como no jardim da casa ou na sala de TV. Tais atitudes só pioram o quadro. As refeições devem ser no mesmo local e horário.

Dica!
Para driblar a inapetência da criança, evite dar bebidas durante as refeições, pois reduzem o apetite, e não encha demais o prato dela. O ideal é servir porções menores e esperar que ela queira repetir.

Fonte: Revista Crescer