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sexta-feira, 21 de maio de 2010

O que a grávida deve fazer quando a bolsa estourar?

"A primeira coisa é manter a calma."
Com a proximidade do parto, as futuras mães temem que a bolsa d’água estoure subitamente em público. A cena é comum em novelas, mas não na vida real. Na maioria dos casos, isso ocorre quando a mulher está na maternidade, em pleno trabalho de parto. "Apenas 10% das grávidas em final da gestação têm a bolsa rompida antes do início do trabalho de parto, que em geral começa com as contrações", explica o obstetra Jorge Kuhn, professor da Universidade Federal de São Paulo.

A bolsa d’água, que envolve o bebê no útero, é formada por duas membranas e preenchida pelo líquido amniótico. Tem a função de proteger o bebê contra traumas e infecções. Depois que ela se rompe, o parto ocorre, no máximo, nas 48 horas seguintes. Alguns obstetras, no entanto, optam por induzir o nascimento com medicamentos em seguida, a fim de evitar infecções.

Como saber se a bolsa estourou de verdade? "Não é difícil identificar, já que a perda de água é intensa e, ao contrário da urina, a gestante não consegue controlar", diz o obstetra Luciano Gibran, do Hospital e Maternidade São Camilo. O líquido amniótico tem cor clara, quase transparente, e cheiro de água sanitária. Em alguns casos, porém, o rompimento se dá sutilmente, gotejando aos poucos.

E o que a grávida deve fazer quando a bolsa estoura? A primeira coisa é manter a calma. O estouro da bolsa não significa que o bebê irá nascer imediatamente. Se o líquido for transparente, você não precisa ter pressa. Ligue para o seu companheiro e o seu médico, tome um banho, arrume as coisas e vá para a maternidade. Se junto com o líquido sair uma secreção de coloração escura, siga para o hospital rapidamente. Quando adquire cor, pode indicar, por exemplo, que houve o descolamento de placenta.

Se a bolsa romper antes do fim da gestação, vá para a maternidade e ligue para seu obstetra. Há casos em que o médico consegue adiar o parto para que o bebê se desenvolva um pouco mais. Como o líquido continua a ser produzido pela placenta, a mulher deve ficar em repouso para mantê-lo.


Fonte: Revista Crescer

Parto Normal - Posições para o alivio da dor

Durante o trabalho de parto existem posições que podem contribuir para o alivio das dores durante as contrações e consequentemente ajudar a grávida a sentir-se mais confortável...
O importante é que a grávida não fique durante todo o trabalho de parto parada e deitada de costas, pois isso alem de tornar o
trabalho de parto mais doloroso, não contribui para o avanço do mesmo,a grávida deve mexer-se e procurar uma posição em que se sinta mais confortável!
Ficam aqui algumas sugestões:

Ajoelhar-se
Use uma bola de parto ou faça um monte com almofadas e encoste-se a ele.
É uma boa posição para aliviar e relaxar.
No hospital, levante a cabeça da cama e ajoelhe-se na parte mais baixa da cama e descanse os braços e tronco na parte alta da cama(cabeceira).

Inclinar-se para a frente
Seja sentada numa cadeira ou apoiada na cama do hospital.
Esta posição pode aliviar as dores nas costas e é boa para o acompanhante ou a doula fazerem uma massagem no fundo das costas.

Balançar
Balance-se para a frente e para trás, para os lados, pode usar uma cadeira, uma bola de parto, estar de pé,como preferir!

De cócoras
Esta posição como abre mais a pélvis, facilita a descida do bebé para o canal de parto.
Use uma cadeira, uma parede, ou então peça ao seu companheiro ou doula para se sentarem numa cadeira e assim a apoiarem e ajudarem a suster o seu peso quando está de cócoras virada para eles.
Esta posição também é muito boa para o período expulsivo.

Uma perna elevada
Coloque o pé em cima de uma cadeira e durante a contracção incline-se suavemente para a frente.

Dançar
Apoie-se no seu companheiro ou doula, ponha os seus braços à volta do pescoço dele,encoste a cabeça no seu peito de forma a que o acompanhante ajude a suster o seu peso e dance, baloice-se, faça oitos com a anca,seja imaginativa e procure o ritmo que a alivia durante as contracções.
Também é boa para enquanto alguém a segura, outra pessoa fazer massagens nas costas.

Deitada de lado
Se estiver cansada esta pode ser uma boa posição para descansar.
Deite-se de lado com uma almofada entre as pernas e relaxe.

De gatas
Esta posição pode ajudar a aliviar as dores nas costas devido ao peso exercido pelo bebé e ajuda o bebê a girar-se e a posicionar-se melhor para o parto.
É uma boa posição para o período expulsivo.

Se no período expulsivo não puder estar noutra posição esta é uma boa alternativa.
Sente-se, pode pedir ao seu companheiro ou doula que se sentem por detrás de si e a apoiem, incline-se para a frente e puxe os seus joelhos atrás.

Lembre-se, o importante é estar confortável seja em que posição for,
experimente as posições que quiser e mude de posição sempre que puder.

Parto de Cócoras

O parto de cócoras é realizado da mesma forma que o natural mudando a posição da mãe, que, em vez de ficar na posição ginecológica normal, mantém-se de cócoras.

É um parto mais rápido, pois é auxiliado pela gravidade, mais cômodo para a mulher e mais saudável para o bebê, pois não se tem mais a compressão de importantes vasos sanguíneos que acontece com a mulher deitada de costas.

Indicado para mulheres que tiveram gravidez saudável e sem problema de pressão, o parto de cócoras só pode ser realizado se o feto estiver na posição cefálica (com a cabeça para baixo).

A participação do companheiro, a ausência de métodos invasivos para alívio da dor, a liberdade de movimentos dada à mulher no momento do nascimento da criança e a recuperação imediata são as principais vantagens do parto de cócoras.

Parto Normal

O parto normal ou vaginal por ser mais parecido com o fisiológico (parto natural) e tem vantagens sobre a cesariana. O corpo da mulher foi preparado para isso, a recuperação é muito mais rápida, há menor chance de hematomas ou infecções, menor risco de complicações para a mãe e menor chance de dor pélvica crônica.

Não pense que o parto normal é sinônimo de fortes dores, há técnicas hoje que as aliviam. Quando a mamãe chega ao hospital, vários procedimentos de rotina são realizados, como aferição de temperatura, pressão arterial e freqüência cardíaca. Medidas como o enema (lavagem intestinal) e a tricotomia (raspagem dos pêlos pubianos) não são mais procedimentos de rotina.

Durante as
contrações, o médico avalia a dilatação do colo do útero. Se as dores forem intensas, normalmente é aplicada uma anestesia peridural. Quando o espaço para o bebê passar for insuficiente, é realizada uma episiotomia, que consiste em um corte cirúrgico feito na região perineal para auxiliar a saída do bebê e evitar ruptura dos tecidos perineais.

Quando o colo do útero estiver dilatado por completo e as contrações tornarem-se muito fortes, as paredes do útero farão pressão sobre o bebê e, em conjunto com o esforço da mãe, impulsionarão a criança para fora.

Após o alívio da expulsão do bebê, há a saída da placenta onde o útero se contrai mais uma vez para expulsá-la.

A sutura da episiotomia quando necessária é feita imediatamente após o parto, cicatrizando em poucos dias.

Indução do parto - Se a gestação já passar de 40 semanas, se há incompatibilidade de Rh, em que a continuidade da gestação expõe a criança aos anticorpos, à diabetes, ao sofrimento da passagem mal-sucedida, ou quando acontece o rompimento prematuro da bolsa d'água, a indução do parto deve ser tentada.

A indução consiste em acelerar o trabalho de parto e pode ser feito através do rompimento precoce da bolsa ou com medicamentos.

Parto Natural - 15 dicas

O que é um Parto Natural?
É o parto onde o médico simplesmente acompanha o parto. É o parto normal sem intervenções como anestesias, episiotomia e indução.
O ritmo e o tempo da mulher e do bebê são respeitados e a mulher tem liberdade para se movimentar e fazer aquilo que seu corpo lhe pede. A recuperação é rápida.
Para o alívio das dores, é importante a mãe aprender no seu curso de gestantes técnicas de respiração e relaxamento e sentir-se segura do que quer.

Dicas:
1- Escolha um local de acordo com as suas preferências relativamente ao parto. O local pode ser um hospital ou uma clínica, ou mesmo em casa se o desejar e se tal for possível, é algo que se deve aconselhar com o médico assistente. Cada local tem as suas vantagens e desvantagens, informe-se sobre elas.

2- Ao escolher um profissional que vá assistir ao parto - como um médico obstetra - deve existir uma conversa prévia com o médico que acompanha a gravidez no sentido de lhe explicar que pretende um parto o mais natural possível.

3- Faça aulas de yoga pré-natal; estas aulas irão ajudar a controlar a dor e a compreender melhor o seu corpo.

4- Fale com o seu médico assistente e veja qual a sua probabilidade de ter um parto natural sem grandes complicações. Se prefere um parto natural deve recomendar ao médico que faça outro tipo de intervenção no parto só no caso de esta ser realmente necessária.

5- Pratique movimentos Kegels diariamente para a ajudar a tomar ter um maior conhecimento do seu corpo.

6- Escolha um local que permita o parto natural. Enquanto estiver em trabalho de parto, deverá ter total mobilidade. A posição de parto também é bastante importante, a posição deve permitir uma descida do bebê fluida; uma posição mais verticalizada pode ser a melhor alternativa. Essa posição deve e pode mudar de acordo com as dores sentidas e de acordo com o maior conforto da mulher. Pode experimentar agachar-se, mexer-se, andar, tudo isto dependendo da fase em que o parto se encontra.

7- Durante o parto deve optar por ter ao seu lado uma parteira, ou médico especialista em partos naturais. Saiba que existe sempre o risco de surgirem complicações, e quem o acompanha deve ter o conhecimento e meios necessários de sobreaviso, que visem a segurança da mãe e do bebé.

8- Peça que para quando monitorizarem o batimento cardíaco do bebé, o façam de forma a não limitar os seus movimentos.

9- Pode beber ou até comer durante o parto se o seu corpo pedir; isto parece estranho mas é importante para manter os níveis de energia e evitar a desidratação. Num parto comum, se estiver em trabalho de parto activo o médico aconselha a evitar a ingestão de qualquer coisa, excepto pequenos goles de líquido, cubos de gelo ou preparações para humedecer a boca e os lábios.

10- Inscreva-se em aulas de Lamaze (método Lamaze-Bradley) de preparação para o parto, certamente irá compreender melhor a lógica de um parto natural. Este método ensina a tolerar melhor a dor através de técnicas de orientação, suporte, toque, relaxamento, respiração, compassada e enfoque mental – a equipa médica que acompanha o parto deve ter conhecimento de que frequentou estas aulas para que a abordagem durante o parto seja de acordo com o mesmo.

11- Use métodos de diminuição da dor naturais em vez de fármacos usados para o efeito. Um banho morno por vezes ajuda a diminuir a dor. Pode usar bolas de parto, massagens, aromaterapia, compressas quentes e frias, e medidas deste género - tradicionais do método Lamaze. Vá praticando, preparando-se adequadamente para o parto.

12- Não dê à luz de costas como usualmente se faz na maioria dos hospitais. Sentar-se, agachar-se, estar de pé ou deitada de lado são posições mais naturais, que aumentam a eficácia das contracções e ajudam no parto como factor gravidade. Só faça força quando o seu corpo pedir, e não permita que as pessoas que a rodeiam lhe digam para fazer força se não sentir que o deve fazer. Não se deve fazer contagens, nem puxar sem que sinta que o corpo o pede. Um parto natural é um parto que implica deixar o corpo fazer tudo naturalmente.

13- Pense sempre positivamente. Enquanto estiver em trabalho de parto imagine o bebê a descer e a sair suavemente do seu corpo. Durante as contracções imagine estar num local paradisíaco ou imagine em detalhe como vai ser pegar ao colo o seu bebê pela primeira vez. Imagine que o parto vai correr muito bem e que tudo está a correr lindamente. Mantendo os pensamentos negativos longe de si também diminuirá a ansiedade, o que lhe vai permitir um parto mais relaxado.

14- No fim do parto, o bebê deve estar em contato consigo; deve ter a sua pele em contacto com a dele para o manter quente, ajudando assim o seu bebê a regular o batimento cardíaco.

15- Faça sempre questões sobre este método ao seu médico assistente. Questione sempre os riscos e os benefícios desta opção. Saiba que nem sempre é possível tomar este caminho, mesmo que previsto previamente, pois, na ocasião do parto pode ter que mudar e deixar para trás o sonho do parto natural, para evitar riscos para si ou para o bebê.

Parto Cesárea

Esse tipo de parto é cirúrgico e deve haver motivos clínicos para a realização deste como desproporção do tamanho do bebê em relação à pelve, infecção herpética ativa, gestantes diabéticas, posição do bebê invertida e difícil ou ainda se o trabalho de parto não estiver progredindo normalmente.

Quando a cesárea é optada pelo médico a mamãe deixa de ser uma parturiente para ser uma paciente cirúrgica. Os cuidados com assepsia são maiores e as complicações são mais possíveis por se tratar de uma cirurgia de grande porte, os riscos são maiores.

A mamãe recebe a anestesia peridural (em alguns casos, a geral é necessária) e por isso não sentirá dor alguma. É colocada uma tela na região do seu tórax para melhor assepsia e a mamãe não acompanha o parto.

O médico corta sete camadas até chegar ao útero por uma incisão de 10 centímetros feita acima dos pêlos púbicos. Ao alcançar o bebê, o médico irá tirá-lo suavemente. A equipe removerá a placenta e a examinará e o corte será fechado com pontos.

A recuperação da mamãe é bem mais lenta do que em qualquer outro tipo de parto. Ela sente dores ao rir, chorar, ficar de pé ou quando tenta erguer o corpo. Há maior risco de infecção materna e de o bebê ter problemas respiratórios.

Parto na Água


Hoje em dia existem inúmeras opções a considerar quando pensar em formas possíveis para o seu parto. Um parto aquático ou dentro de água é, acima de tudo, símbolo de um parto natural. Seja porque um banho de imersão consegue provocar uma sensação relaxante, ou porque se cria a ideia de que a água é um ambiente mais natural, o que interessa é que descubra se esta forma de dar à luz é a mais indicada para si.

O parto na água é uma forma de dar à luz, onde a mulher fica dentro da água aquecida a 36ºC durante o período expulsivo, de modo que o bebé chegue ao mundo no meio aquático, exactamente como estava no útero.

O recurso a um ambiente “aquático” durante o parto pode ter vantagens, tudo depende do que deseja, e do que é possível fazer no seu parto. Investigações demonstraram que a água tépida pode ajudar a parturiente a relaxar e, em consequência, reduzir a dor e necessidade de anestesia, as contracções ficam menos fortes e o bebé pesa menos sobre o colo do útero. A água também permite uma melhor movimentação da parturiente.

Uma banheira de parto pode ser um ambiente menos clínico e mais relaxante. No entanto, se optar por este tipo de parto saiba que a epidural não é possível, e que a única fonte de diminuição da dor que pode utilizar é o entonox (mistura de gás e ar – oxido nitroso e oxigénio) que pode ser inalado.

Nem todas as grávidas podem recorrer a este tipo de parto, por isso deve informar-se sobre este desejo com o seu médico assistente. Se não tiver uma gravidez de risco, este tipo de parto pode ser apenas um parto natural convencional.

A banheira de parto pode apenas ser utilizada para a fase do trabalho de parto, pois poderá funcionar como relaxante. No momento da expulsão do bebê, poderá sair caso isso seja possível e aconselhado pelo médico assistente.

Considerações diversas a ter em relação ao parto na água:
- Quando entrar na banheira é importante que esteja na fase ativa do trabalho de parto. A sua cervix deve ter pelo menos 5 centímetros de dilatação, pois se entrar na banheira demasiado cedo as contrações poderão abrandar.
- Enquanto estiver na banheira deve beber muita água, para não ficar desidratada ou sofrer um sobreaquecimento.
- Se o trabalho de parto abrandar deve sair da banheira e caminhar um pouco, depois poderá retornar.
- Dentro da banheira poderá necessitar de apoio para mudar de posição, pode experimentar posições como colocar-se gatas, inclinar-se para um lado ou estar de cócoras.
- Se desejar expulsar a placenta naturalmente pode ficar dentro da banheira. Mas se preferir levar uma injecção de ocitocina, esta não deve ser administrada dentro de água.

O bebê e o parto dentro de água
O bebê respirará pela primeira vez quando for trazido à superfície da água. Quando o bebê for exposto ao ar, sentir a alteração da temperatura e o toque vai desencadear a respiração. Desta forma a água da piscina deve ser mantida a 37ºC enquanto o bebê é expulso. Quando o bebê estiver no exterior a mãe ou o médico guiá-lo-á até à superfície, para que ele possa respirar pela primeira vez. Depois de isto acontecer o bebé pode ficar parcialmente dentro de água junto ao corpo da mãe para permanecer quente enquanto a cabeça deve ficar fora de água.

"Esse tipo de parto não é recomendado em trabalho de parto prematuro, presença de mecônio, sofrimento fetal, mulheres com sangramento excessivo, diabetes, HIV positivo, Hepatite-B, Herpes Genital ativo, bebês com mais de 4000g ou que precisem de monitoramento contínuo."

Pode saber mais em:
Parto Aquático

Anestesia Epidural - O que é?

A epidural é o tipo de anestesia mais popular para aliviar as dores do parto. A maioria das grávidas opta por uma epidural em prol de outros métodos de alívio das dores.
À medida que se vai preparando para o dia do parto, informe-se e aprenda acerca das soluções para o alívio da dor, e vá formando a sua decisão acerca da experiência que pretende ter com o parto. Descubra o que é, como é aplicada e quais os benéficos e riscos que envolve a anestesia epidural.

O que é a anestesia epidural?
A anestesia epidural é uma anestesia local que bloqueia a dor numa região específica do corpo. O objetivo da epidural é aliviar a dor, em vez de fazer com que se perca a sensibilidade total, tal como acontece com as anestesias locais ou gerais. Numa anestesia geral, o anestésico é injetado na circulação sanguínea, atravessando a placenta e atingindo o bebé. Na anestesia epidural isso não acontece, pois apenas bloqueia os impulsos nervosos da espinal medula inferior resultando numa diminuição da sensação na parte inferior do corpo.

Em que consiste a epidural?
A epidural consiste na colocação de um cateter fino, conduzido através de uma agulha condutora, num espaço entre duas membranas: epidural e dura-máter, duas das três membranas que rodeiam o tubo neural onde se encontra a espinal medula. O médico, anestesista, apercebe-se do espaço epidural através da criação de uma pressão negativa resultante do empurrar da agulha condutora junto da segunda membrana, o que de seguida o faz colocar o cateter neste espaço. Este procedimento tem como objetivo bloquear as vias sensitivas, através da injeção de um anestésico neste espaço, junto das inserções neuronais, ao nível das vértebras L3 e L4 (ou mais acima). A medicação administrada inclui anestésicos locais, sendo muitas vezes combinada com doses de opioides para diminuir a quantidade da anestesia local. Desta forma, o alívio da dor é conseguido com os mínimos efeitos secundários possíveis.

Como é administrada uma epidural?
Fluidos intravenosos poderão ser administrados antes do trabalho de parto ativo iniciar e antes sequer do procedimento da administração da epidural. A epidural será administrada por um anestesiologista: ser-lhe-á pedido para arquear as costas e para permanecer imóvel deitada no seu lado esquerdo ou sentada; esta posição é vital para prevenir problemas e aumentar a eficácia da própria epidural. Uma substância anticética será utilizada para limpar a linha da cintura diminuindo a hipótese de infeção. Uma pequena parte das suas costas será injetada com um pouco de anestesia local para ser adormecida. De seguida, na parte inferior das costas, será inserida uma agulha na área dormente. Um pequeno tubo ou cateter é inserido, enrolando-o à volta da agulha até ao espaço epidural. A agulha é cuidadosamente removida deixando o cateter no local para que a medicação seja ministrada através de injeções periódicas ou através da infusão contínua. O cateter será fixado às suas costas com adesivo, para impedir a sua remoção.

Benefícios da anestesia epidural
- Permite que consiga descansar caso o seu parto seja prolongado.
- Alivia o desconforto do parto, e especialmente para algumas mulheres, torna a experiência do parto mais positiva.
- A maioria das vezes a epidural permite uma participação da mulher ativa no parto.
- Se tiver um parto por cesariana, uma epidural permitir-lhe-á ficar acordada, e no recobro, ajudará no alívio da dor.
- Quando outro tipo de mecanismos ou técnicas já não forem suficientes para ajudar a aliviar as dores do parto, ou forem capazes de combater a exaustão, a epidural poderá permitir que descanse, relaxe e se mantenha focalizada.
- O uso da epidural durante o trabalho de parto está continuamente a ser aperfeiçoado, e muito do seu sucesso depende do cuidado com que é administrada.

Desvantagens da anestesia epidural
- A epidural poderá fazer com que a sua pressão sanguínea desça subitamente. Por este motivo a sua pressão sanguínea é verificada diversas vezes para se confirmar que existe um fluxo sanguíneo adequado para o bebé. Se isto acontecer poderá ter de ser tratada com fluido intravenoso, medicação e oxigénio.
- Poderá experienciar uma dor de cabeça severa devida a uma fuga do fluido espinal. Menos de 1% das mulheres pode experienciar este efeito secundário, e se persistir poderá ser-lhe administrada uma injeção do seu sangue no espaço epidural, para aliviar a dor de cabeça.
- Depois de a epidural ser aplicada terá de deitar-se alternadamente de um lado e do outro e ter monitorizações contínuas para verificar o batimento cardíaco do bebé. Se apenas estiver deitada numa posição poderá diminuir o trabalho de parto.
- Poderá experienciar os seguintes efeitos secundários: tremores, zumbidos na audição, dores de costas, dor no local onde a agulha estiver inserida, náusea ou dificuldade em urinar.
- A epidural poderá dificultar a força que tem de fazer para conseguir expulsar o bebé, podendo ter de ser usados métodos alternativos para ajudar o bebé a ser expulso.
- Durante algumas horas depois do parto poderá sentir a parte inferior do corpo dormente, e poderá não conseguir andar sem ajuda.
- Em casos muito raros, poderão surgir danos ao nível nervoso no local onde o cateter foi inserido.


Esclareça algumas dúvidas sobre a Anestesia Epidural.

Dúvidas Esclarecidas - Anestesia Epidural

Apesar da Anestesia Epidural ser um dos métodos mais populares para aliviar as dores de um parto, existem algumas dúvidas que muitas mulheres colocam. Ficam aqui algumas delas esclarecidas.

Quando é que a epidural é administrada?
A epidural é administrada quando a cerviz estiver dilatada cerca de 4-5 centímetros e estiver em trabalho de parto ativo.

A administração da epidural é dolorosa?
Algumas mulheres experienciam algum desconforto na área das costas que foi anestesiada e sentem uma pressão quando o pequeno cateter é colocado. Contudo este tipo de sensações poderá ser descrito com doloroso ou apenas desconfortável, tudo depende da mulher que o experienciou.

O que se sente depois de a epidural ter sido administrada?
Os nervos do útero começam a adormecer alguns minutos depois da primeira dose. A parturiente sentirá o efeito total cerca de 10 a 20 minutos depois. À medida que a dose da anestesia começar a desaparecer, outras doses serão administradas. Dependendo da dose administrada, poderá ter de estar confinada à cama e nem sequer ser autorizada a levantar-se ou a mexer-se. Se o parto continuar durante várias horas, poderá necessitar de um cateter urinário, pois o seu abdómen estará anestesiado tornando difícil o ato de urinar. Depois de o bebé nascer o cateter é removido, e os efeitos da anestesia usualmente desaparecem, por completo, dentro de 1 a 2 horas.

Como pode a epidural afetar o parto?
A epidural poderá tornar o trabalho de parto mais lento e as contrações mais fracas. Se isto acontecer será administrado um medicamento para acelerar o trabalho de parto.

Como é que a epidural poderá afetar o bebê?
A pesquisa acerca dos efeitos da epidural nos recém-nascidos é um pouco ambígua. A quantidade de efeitos que este tipo de medicamentos provocará no recém-nascido é difícil de avaliar e poderá variar com a dosagem, com o tempo do parto e com o próprio bebé. As dosagens e os medicamentos administrados variam muito, por isso a informação não pode ser acurada para conseguir-se chegar a conclusões específicas. Estudos revelam que o bebé poderá eventualmente ter mais dificuldade em “pegar na mama” entre outras contrariedades na amamentação; no útero, o bebé poderá tornar-se letárgico e ter mais dificuldade em colocar-se na posição para o parto. Estes medicamentos também são conhecidos por causar depressão respiratória e diminuição do batimento cardíaco fetal nos recém-nascidos. Embora a medicação não prejudique diretamente o bebé, ele poderá experienciar efeitos como os mencionados previamente.

Conseguirei fazer força para expulsar o bebê?
Devido à anestesia epidural poderá sentir que não tem contrações. Se não conseguir sentir as contrações, então fazer força para expulsar o bebé será difícil de controlar. Por esta razão poderá necessitar de ajuda adicional para o bebé passar pelo canal de nascença. Poderá ser necessário aplicar pressão no seu abdómen no topo do útero, ou usar fórceps para puxar o bebé.

A epidural funciona sempre?
Na maioria dos casos a epidural é eficaz em aliviar a dor do parto. Contudo existem algumas mulheres que se queixam de ter sentido dor, ou que a anestesia funcionou melhor num dos lados do corpo do que no outro.

- O que deve perguntar ao seu médico acerca da epidural?
- Como é que a anestesia poderá afetar o meu bebê?
- Que medicamentos me serão administrados?
- Ser-me-á possível levantar-me ou mexer-me?
- Que tipo de líquidos ou sólidos poderei ingerir?

Uma epidural não deve ser administrada se:
- Se não estiver pelo menos dilatada 4 centímetros
- Estiver a sofrer uma hemorragia ou estiver em estado de choque
- Utilizar diluentes do sangue como corticoides
- Tiver uma infeção sanguínea
- Tiver uma contagem baixa de plaquetas
- Tiver uma infeção no local onde será aplicada a anestesia
- Se o espaço onde a epidural vai ser administrada não for encontrado pelo médico que a vai aplicar
- Se o parto estiver a ocorrer tão depressa que não existem condições para a anestesia ser administrada

O que é - Contrações Braxton Hicks?

Ouve-se mais o termo contrações associado ao trabalho de parto. Mas as contrações Braxton Hicks não são as contrações do trabalho de parto. As contrações Braxton Hicks são comuns durante o terceiro trimestre de gravidez, podendo surgir menos frequentemente durante o segundo.

Sintomas das contrações Braxton Hicks:
Ao contrário das contrações do trabalho de parto, as contrações Braxton Hicks não são ritmadas, sendo imprevisíveis. As contrações do trabalho de parto são previsíveis porque são ritmadas e aumentam a sua intensidade e a sua ocorrência com o passar do tempo. Os principais sintomas das contrações Braxton Hicks são:

- São contrações desconfortáveis, mas não são dolorosas;
- Quando sentir contrações Braxton Hicks, na maioria das vezes poderá andar ou continuar o que está a fazer ao oposto das contrações do parto;
- Não aumentam em intensidade;
- Desaparecem com o movimento do corpo;
- Não são ritmadas;
- Não permanecem.

As contrações têm uma função: preparar o seu corpo para o parto - elas servem para ajudá-la a dilatar, e a alargar o canal do parto; as contrações Braxton Hicks não servem estas funções. À medida que o dia do parto se aproxima, as contrações Braxton Hicks vão sendo mais comuns e mais intensas, podendo por vezes parecer que está a entrar em trabalho de parto, não o estando de facto. Estas contrações podem ocorrer durante algum tempo, por vezes dias ou de vez em quando. Na realidade, poderá ter uma pequena visão do seu futuro parto através destas amostras. No entanto, se estiver atenta aos sinais, perceberá se de fato está a entrar em trabalho de parto ou se é apenas o seu corpo a preparar-se para ele.

domingo, 9 de maio de 2010

Sinais de trabalho de parto

Chegou a hora de nascer?

Um enorme ponto de interrogação invade a cabeça da mamãe momentos antes de o nenê surgir definitivamente ao mundo.

A razão é simples: a insegurança de saber quando realmente chegou a hora de ter o bebê em seus braços é imensa, principalmente com as mamães de primeira viagem. Como saber se as contrações que sente são verdadeiras?

O corpo da mamãe se prepara para o parto algumas semanas antes do dia previsto para o nascimento do bebê. Aparecem algumas contrações consideradas falsas, chamadas de Contrações Braxton Hicks. São indolores, irregulares e não mais que quatro contrações por hora durante o descanso. Fique atenta se esse número for maior, pois pode ser o indício de trabalho de parto prematuro.

Alguns sintomas podem aparecer para avisar que a hora do trabalho de parto está chegando. O bebê se posiciona mais para baixo, o que dá uma sensação de compressão no baixo ventre que pode ser acompanhada de uma dor lombar e perdas vaginais mais intensas. O abdome endurece.

O tampão mucoso que bloqueia o colo do útero sairá da vagina (parece uma geléia rosada) e isso pode acontecer até 72 horas antes do começo do trabalho de parto. É a dilatação do útero que se inicia.

As contrações geralmente começam depois do rompimento da bolsa de água. Quando a bolsa estourar, ligue imediatamente para o seu médico ou parteira que geralmente te orientará ir para a maternidade.

Novatas - Em uma mulher primípara (que terá seu primeiro filho), o trabalho de parto dura em média de 12 a 14 horas. Para as mamães que já tiveram filho, o tempo médio é de 6 a 8 horas de duração.

No início do trabalho de parto, as contrações aparecem regulares com intervalos de cinco a dez minutos. Ao final, a mamãe deve senti-las a cada dois ou três minutos com duração de 30 a 45 segundos. Como uma onda, crescem aos poucos, atingem um ponto máximo e depois começam a diminuir.

O papel das contrações é o de abrir o colo do útero em 10cm ou mais para que forme um canal permitindo a passagem do bebê. Uma boa dica é se movimentar, andando durante o trabalho de parto, pois isso ajuda o bebê a descer e diminuir as dores das contrações. Técnicas de respiração e relaxamento também são importantes para aliviar as dores.

Não esqueça de:
- Comer para ter energia para o parto.
- Urinar, pois deixará mais espaço para o bebê passar.
- Beber líquidos pois é importante manter-se hidratada – fases mais adiantadas do parto podem levar à desidratação.


Como lidar com as dores do parto

O parto faz obviamente parte de uma gravidez e as dores fazem naturalmente parte do parto, por isso antes de acontecer, mais tarde ou mais cedo irá começar a ter de pensar nele: Por que tipo de parto optar? Que género de parto me proporcionará menos dor?… São dúvidas que surgem numa mãe expectante. A experiência que já teve, ou pensa ter, como parturiente, irá ser determinante para a sua decisão. Ficam aqui algumas explicações acerca do parto e da gestão da dor para a ajudar a fundamentar ou a gerir as suas expectativas e decisões.

Se é uma grávida à espera do primeiro parto, então certamente que a sua curiosidade já brotou… provavelmente já deu por si a ver imagens ou cenas de filmes de mulheres em trabalho de parto; talvez já tenha escutado testemunhos de outras mulheres: umas que lhe disseram que o parto nada custa e outras que se queixaram das inúmeras dores, umas aconselharam-na a optar pela epidural, outras nem pensar em fazê-lo. Saiba que vai existir dor, isso é inevitável, mas tudo varia de mulher para mulher; por isso ficam aqui algumas opções para a ajudar a decidir como lidar com as dores do parto.

Optar por epidural
Existem diversas vantagens em optar por uma epidural para a ajudar a aliviar as dores do parto. Depois de uma epidural ser administrada a uma mulher em trabalho de parto, ela será capaz de relaxar. Continuará a conseguir movimentar as pernas, não perdendo a força, isto porque a dose de anestesia administrada através do cateter da epidural é apenas a suficiente para aliviar as dores das contrações. A anestesia não atravessa a placenta e por isso não afeta o bebé. Não existe efeito sedativo nem na mãe nem no feto. Isto permite à parturiente relaxar ou até receber carinho do parceiro, caso ele esteja presente.
Outra das vantagens da epidural é que permite à mulher fazer força quando lhe é pedido. Não diminui a capacidade de fazer força para expelir o bebé. A anestesia epidural também não aumenta a necessidade de cesariana, e terminado o parto, permite à mãe segurar logo no bebé e começar a criar laços afetivos.
Contudo a epidural, como qualquer procedimento médico tem riscos, que embora raros podem englobar: infeção, sangramento e danos nervosos.

Se considera recorrer a uma epidural então deverá considerar que:
Decida previamente se pretende uma anestesia epidural durante o parto. Se, durante o parto, esperar muito tempo antes de decidir receber uma, poderá ser difícil de administrar. Muitas vezes poderá até ser tarde demais. A administração de uma epidural necessita de calma e cooperação da parte da mulher: se estiver inquieta por causa das dores das contrações, com o decorrer do tempo torna-se cada vez mais difícil de conseguir administrar.

Tenha expectativas realísticas acerca da anestesia epidural, pois continuará a sentir a pressão das contrações, apenas não sentirá dor ou fraqueza.

Logo no início do parto, comunique ao seu obstetra e anestesiologista acerca de qual é o seu grau de tolerância à dor. Isto ajudará a decidir quando é que receberá a epidural.

Informe-se acerca do que esperar durante a administração da epidural – a melhor posição para o fazer, a anestesia local para adormecer a área, a pressão sentida enquanto a agulha é inserida…

Caso esteja muito ansiosa acerca do trabalho de parto e acerca da gestão da dor, converse acerca das suas opções com o anestesiologista; pode sempre marcar uma consulta com um médico anestesiologista para conversar acerca deste assunto, ficando esclarecida e mais descansada.

Optar por respiração profunda e relaxamento
Para quem preferir um parto sem recorrer ao uso de medicamentos, existem técnicas de
relaxamento e massagens as quais poderá recorrer. Isto também significa que terá de frequentar aulas de aprendizagem destas técnicas. O útero é um músculo que necessita de oxigénio para conseguir contrair-se efetivamente. Padrões de boa respiração significam que a mãe e o bebé recebem o oxigénio necessário para funcionarem eficazmente durante o parto.
A respiração profunda também suprime as hormonas do stress (adrenalina e cortisol) e ajuda as fibras uterinas a contraírem-se mais eficazmente. Um parto sem recurso a medicamentos para evitar a dor permite à futura mãe movimentar-se mais e adotar posições mais fáceis para o parto e para fazer o bebé sair mais rapidamente. Estas posições incluem colocar-se de joelhos caso os ombros do bebé estejam presos, ou agachar-se, se o ritmo cardíaco do bebé desacelerar e necessitar de nascer rapidamente.
É muito importante que dedique bastante tempo de pesquisa acerca da sua anatomia, para perceber o que se vai passar e praticar as práticas de parto. O dia do parto será um dia muito marcante na sua vida e na do seu bebé, por isso reconheça essa unicidade e tente torná-lo o mais especial possível.

Optar por um parto natural
Existem muitas mulheres que optam por não recorrer à anestesia durante o parto, podendo optar por exercícios de respiração profunda, focalizando a mente nas contrações. Contudo deverá conversar com o seu médico acerca deste tipo de decisão.
Cada pessoa tem um nível diferente de tolerância à dor - o que pode ser uma dor excruciante para uma mulher poderá ser algo perfeitamente tolerável para outra. Contudo, mesmo que opte por um
parto natural, a epidural poderá ser requerida em algumas circunstâncias, pois a epidural ajuda a baixar a pressão sanguínea alta da gravidez; ou caso tenha de se recorrer a uma cesariana. Muitas mulheres iniciam o parto decididas a não utilizarem anestesia, e durante o trabalho de parto mudam de opinião, pois o nível de dor aumenta.

Optar por uma parteira
Algumas mulheres decidem recorrer a uma parteira para assistência no parto, auxiliando a controlar o nível de dor. Uma parteira, quer seja em casa ou no hospital, tem como missão providenciar os cuidados necessários à parturiente, não utilizando medicamentos ou drogas para aliviar as dores; permitindo à mãe escolher as melhores posições para dar à luz. Uma parteira deve ser capaz de verificar se existe algum problema durante o parto e pós-parto, e se assim for re-encaminhar a mulher para um hospital.

Independentemente de optar por um parto natural ou com anestesia, deve conversar estas hipóteses com o seu médico, e certificar-se que a sua gravidez não é de risco. Considere que o parto irá ser um momento especial independentemente de como acontecer; ele fará parte da sua memória e da vida do seu bebé, para sempre.

Parto Humanizado

"Parto humanizado retoma antigos procedimentos e
devolve à mãe o controle do ritmo do seu corpo na hora de dar à luz."

Grande parte das mulheres passam a gestação preocupadas com a hora do parto, afinal a própria palavra se tornou sinônimo de algo sacrificado, difícil e até mesmo doloroso. Mas será que a hora de receber o bebê aguardado por nove meses deve ser realmente traumática? Para a enfermeira obstetra Andréa Porto da Cruz, não.


Com experiência na área de obstetrícia, a enfermeira é defensora do parto natural humanizado e diz que com este método a mulher pode ter total domínio do momento do nascimento. “O parto natural ou humanizado representa uma retomada do método antigo de dar à luz quando a mulher dita o ritmo do parto, ela escolhe como terá o bebê e quando ele nascerá”, diz Andréa.

A diferença entre Parto Natural Humanizado e o Parto Normal é justamente a maneira como o processo é conduzido. No parto humanizado o atendimento é centrado na mulher, que é tratada com respeito e de forma carinhosa, podendo desfrutar da companhia da família, caminhar, tomar banho de chuveiro ou banheira para aliviar as dores. As intervenções de medicamento, aceleração do parto ou mesmo o tradicional corte vaginal acontece somente quando é estritamente necessário.

“Hoje o parto normal é mesmo um sofrimento. A mãe tem que ficar deitada todo o tempo em que está em trabalho de parto, geralmente com soro que acelera o processo, na hora do parto ela é removida para outra sala e recebe de qualquer forma o corte vaginal. Além de tudo isso ela não pode gritar, andar e muitas vezes fica sozinha durante este processo”, explica a enfermeira.

Alguns hospitais oferecem uma situação mais acolhedora na hora do parto, com quartos que são usados antes, durante e depois do parto, mas a também enfermeira obstetra Karina Fernandes comenta que para isso toda a equipe deve estar preparada e disposta para enfrentar o trabalho de parto no ritmo da mulher.

Karina acompanha partos em casa. Ela diz que a mulher que opta pelo parto natural deve estar disposta e consciente de que terá papel ativo no parto. A enfermeira, quando solicitada para este tipo de parto caseiro, acompanha a gestante desde o início das contrações até o nascimento e deve estar preparada para levar a gestante para o hospital caso o parto natural não seja realmente possível.

O grande medo de toda mulher é a dor. Sobre isso, Andréa explica que ela varia muito de pessoa para pessoa e que ela pode ser aliviada de forma natural, com massagens nas costas, aromaterapia, banhos de chuveiro ou de banheira. O tempo em que a gestante fica em trabalho de parto também pode ser variado. Em geral a primeira gestação leva em torno de 16 horas, já as demais o tempo chega a 12 horas.

Para que os casos de intervenção sejam minimizados existem alguns procedimentos que podem ser feitos antes de se optar pela cesárea. “Colocamos a gestante para fazer alguns exercícios em bola de parto e outros aparelhos para recolocar o bebê em posição para o parto. Vamos monitorando o tempo todo, com o partograma, que é um gráfico para avaliar a evolução do parto e no caso de necessidade de intervenção e em ultimo caso encaminhamos para a Cesárea”, diz Andrea.

Além do fator humano e sentimental o parto natural também oferece uma recuperação mais rápida para a mãe e menos risco para o bebê, isso por que ao nascer de parto natural ele corre menos risco de aspirar liquido e também de infecções.

Hoje no Brasil são realizados 80% de Cesáreas em hospitais particulares. Na rede pública este número cai para 35%, mas o número de nascimentos por parto normal ainda está muito abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde, que estipula uma média de 15% de cesáreas.

Fonte: Por Érica Rizzi no Guia do Bebê dia 10/03/2010

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Exercícios na hora do parto reduz a chance de cesáreas e dor

Praticar exercí­cios fisioterápicos durante o parto aumenta a tolerência à dor, reduz o uso de fármacos e diminui o tempo até o nascimento do bebê, conclui um estudo feito no Hospital Universitário da USP. Entre as grávidas que fizeram as atividades, o í­ndice de cesarianas ficou em 11%. A média, na instituição, é de 20%.

Na pesquisa, foram avaliadas 132 gestantes do primeiro filho, com gravidez a termo: 70 foram acompanhadas por fisioterapeuta e fizeram os exercí­cios preconizados no trabalho de parto e outras 62 tiveram acompanhamento obstétrico normal, sem os exercí­cios. As gestantes do estudo foram orientadas a ficar em várias posições, fazer movimentos articulares e pélvicos, relaxamento do perí­neo e coordenação do diafragma. A fisioterapeuta Eliane Bio, autora do estudo, diz que, além da redução do número de cesáreas, os exercí­cios diminui­ram a dor e a duração do trabalho de parto -de 11 para 5 horas. “Nenhuma parturiente do nosso grupo precisou de analgésico.” No grupo controle, 62% usaram drogas de analgesia.

No Brasil, exercí­cios no trabalho de parto estão restritos aos poucos centros médicos que incentivam o parto normal, mas, em paí­ses como a Inglaterra e a Alemanha, vigoram há mais de 40 anos. Na França, toda grávida é orientada a fazer ao menos 12 consultas com o fisioterapeuta no pré-natal.

* Clique aqui e veja os exercícios

Fonte: Folha Online

Parto Harmonizado



Magia e encantamento

Não existe um momento tão mágico e tão sublime na vida de uma mulher, como o do nascimento de um filho, e na verdade, pouco importa se é do primeiro, do segundo ou do terceiro. A emoção pode ser maior ou menor em cada nascimento, mas o momento será sempre de muita expectativa e muito valor.
O parto pode ser Normal, Natural, Fórceps, Cócoras, aquático, Leboyer ou Cesárea, tanto faz, o que importa, além da saúde da mãe e do bebê, é a maneira como se acolhe esta criança no momento de sua chegada ao mundo. O parto deve ser calmo e sem traumas, algo emocionante e alegre que proporcione lembranças agradáveis para o resto da vida do casal.


HARMONIZANDO O NASCIMENTO - Uma equipe especial

O PARTO HARMONIZADO significa dar total assistência à mãe e ao bebê da forma mais natural e acolhedora possível. É necessário procurar atender às necessidades individuais e os desejos de cada gestante, e dar a ela o tipo de assistência de que necessita. Não podemos, jamais, abrir mão das medidas de segurança, aprendidas ao longo dos anos, que previnem complicações. Não podemos nos esquecer dos benefícios que a ciência oferece hoje, pois outrora, gestantes e bebês sofriam complicações irreversíveis.

É fundamental para o Parto Harmonizado:

Atender ao pedido da gestante quanto ao tipo de parto que pretende ter, não se esquecendo jamais de garantir segurança e o bem estar da mãe e do bebê.
Incentivar o parto normal criando um ambiente físico e emocional propício à sua realização.
Garantir um pré-natal que deixe a gestante sempre bem informada sobre os sintomas comuns e as preocupações de cada fase do desenvolvimento do bebê. A grávida deverá ter liberdade para poder esclarecer quaisquer dúvidas, e deverá realizar todos os exames necessários não só para o seu bem estar, como também para o bem estar do bebê. Estes exames são determinados pelo obstetra ou pela equipe responsável.
A gestante ser preparada para entender e encarar as "dores do parto" como uma coisa NATURAL, que pode ser SUPORTADA e AMENIZADA por meios farmacológicos. É importante, também, que obtenha conhecimento da evolução da gravidez, através de leitura, de informações da equipe médica e de cursos especializados para gestantes (incentivo ao parto normal). Além disso, é preciso que conheça detalhes sobre a anestesia precoce (analgesia de parto).
Tanto no momento do trabalho de parto, como da internação ter por perto o marido ou alguém da família que a faça se sentir mais segura e confiante.
Contar, durante o trabalho de parto, com uma obstetriz especializada que possa, com exclusividade, dar a ela atenção psicológica individualizada que a encoraje nos momentos mais difíceis. Um anestesista experiente deve estar presente para o atendimento.
Garantir medidas que facilitem a evolução do trabalho de parto (indução das contrações), amenizem o desconforto das dores das contrações (analgésicos e analgesia) e evitem seqüelas futuras (episiotomia).
Garantir, durante a evolução do trabalho de parto, um ambiente agradável que pode ser obtido através de recursos descritos a seguir.


ASSISTÊNCIA AO PARTO - Um ambiente ideal

APOIO
É fundamental que neste momento marido, companheiro, obstetriz responsável e médico obstetra estejam em perfeita sintonia e transmitam, à gestante, total confiança e disponibilidade para ajudar durante o trabalho de parto. A grávida neste momento tende a sentir-se solitária, e necessita de cuidados médicos, além de massagens, carinho e informações sobre o processo que está vivenciando. A confiança que deposita naqueles que estão ao seu redor deve ser a máxima possível. Deve haver competência, compreensão, e respeito para com ritmo e os tempos que precedem o parto normal.


SILÊNCIO, ILUMINAÇÃO E AMBIENTE ACOLHEDOR
Devem ser evitadas conversas paralelas desinteressantes, vozes de comando alteradas e sons que possam perturbar o bem estar da gestante. Ruídos de ambientes vizinhos e, o entra e sai de pessoas, o tempo todo podem perturbar o clima de paz. A iluminação à meia luz, ou a penumbra podem melhorar ainda mais o relaxamento. O uso de abajures, lâmpadas fracas, ou simplesmente o fechar das cortinas, tornam o cenário mais acolhedor e íntimo.

MÚSICA
Para algumas mamães é relaxante e inspiradora.

POSICIONAMENTO
Algumas posições melhoram o fluxo sanguíneo do útero, e podem dar mais conforto à gestante. A posição preferencial é a do corpo virado para o lado esquerdo.

MOVIMENTAÇÃO
Se for possível, procurar evitar que a mulher fique o tempo todo deitada. A mobilidade auxilia o movimento dos ossos da bacia e ajuda a diminuir o tempo do trabalho de parto.

MASSAGENS
A sensação desagradável das contrações diminui com as massagens, pois estas competem com as mensagens de dor enviadas ao cérebro pelas contrações uterinas do trabalho de parto. Estas massagens devem ser aplicadas por profissionais competentes, nas costas (durante as contrações) e nos ombros e pescoço (entre as contrações), pois ajudam a relaxar. A massagem suave na barriga, braços e pernas dão a sensação de apoio físico e companheirismo. Todas elas são de grande valor.

RESPIRAÇÃO
Entre as contrações a respiração deve ser calma e profunda proporcionando um maior relaxamento. Durante a contração deve ser mais acelerada, começando lentamente e tornando-se mais curta em seu auge (como cachorinho), e voltando a ficar longa conforme a contração vai diminuindo a intensidade. Este tipo de respiração aumenta a oxigenação do bebê e proporciona um agradável relaxamento durante o intervalo das contrações.

USO DA ÁGUA
O chuveiro sobre as costas é relaxante e pode diminuir a sensação desagradável das contrações. Água muito quente pode causar queda de pressão.


RELAXAMENTO
A tensão exagerada durante as contrações de trabalho de parto pode representar uma força contrária à evolução das contrações e da dilatação, o que leva ao aumento da dor. O relaxamento ameniza a sensação angustiante das contrações e faz com que a gestante se desligue das preocupações do mundo exterior, o que diminui o tempo entre o início das contrações e o nascimento do bebê.

BANHO DO BEBÊ LOGO APÓS O PARTO -O primeiro sentimento de ser pai

Para muitos homens o verdadeiro sentimento da paternidade surge com o nascimento do bebê. Durante o pré-natal o seu papel foi de um importante coadjuvante que ajudou sua mulher sentir-se protegida e segura. Logo após o momento mágico do nascimento, com o primeiro contato físico com seu filho, inicia-se a verdadeira carreira de pai. Nesta hora, com ajuda de uma obstetriz experiente, os braços do homem dão apoio e segurança para que seu filho comece a explorar seu corpinho dentro d'água. Na água, flutuando, o bebê é capaz de perceber-se como gente, sentindo seus braços e pernas em um ambiente semelhante ao da bolsa amniótica que ele acabou de deixar porém muito mais livre e solto. Esta rica experiência que marca o início dos laços familiares, faz com que o pai estreite o vínculo com seu filho, que agora é alguém pelo qual se sentirá responsável.

A PRIMEIRA MAMADA - O primeiro contato físico com seu filho

Não existe recompensa maior para uma mãe, depois de nove meses de espera, do que ser capaz de nutrir seu filho. E, nada mais reconfortante para o bebê, do que ser alimentado por sua mãe.
O vínculo emocional que se forma neste processo é altamente gratificante para ambos. A mãe sente-se plena e capaz de proteger e cuidar de seu rebento e, ao bebê, é garantido um alicerce seguro para seu desenvolvimento psico-físico-emocional.
Uma maneira de a mãe perceber a importância da amamentação é colocar o bebê para mamar logo após o nascimento. Este momento de esplendor deve estar harmonizado com um ambiente adequado para chegada do bebê. O ideal é que a claridade não seja tão intensa e, o som das vozes mais baixo para que o bebê sinta um clima de paz e harmonia. Logo ao nascer o bebê é colocado sobre o corpo da mãe, num contato pele com pele. Este contato inicial é tão intenso para ambos, que regulará a freqüência respiratória e os batimentos cardíacos do bebê acalmando-o, e isto estimulará os hormônios responsáveis pela lactação, despertando no bebê o instinto de ir em busca do seio materno. É um momento de pura emoção. Amamentar é um ato de carinho. É um direito da mãe e uma benção para o bebê.


Fonte: Guia do bebe por Dr. Arnaldo Schizzi Cambiaghi