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sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Hipertireoidismo Infantil


Categoria #ACONTECEUCOMIGO
 Tempo de leitura - 3 minutos
"Durante algum tempo meu filho mais velho passou por sessões com psicóloga, pois ele era inquieto demais, apesar de ser super inteligente e aprender com facilidade as coisas, tinha pouca concentração, não conseguia ficar parado por 1 minuto, somente quando estava no celular ou video game. E durante essas sessões, a profissional realizava alguns testes para diagnosticar algo, e ao longo do processo ela veio me comunicar que meu filho tinha "leve autismo" ((oi? como assim?)), que deveríamos monitorar e procurar ajuda com um Neuro Psicólogo e na Associação de Autistas. Claro que naquele momento fiquei super assustada, mas faríamos o que fosse necessário para o tratamento. Duas semanas após essa conversa, ele teve uma dor de garganta forte e em seu pescoço apareceu uma "bola" abaixo do "pombo de adão". Levei ao PS e lá a pediatra pediu para que eu procurasse com urgência um Endocrinologista Infantil, porque ele estava com quadro de Hipertireoidismo e estava inflamada, ((nossa!!! agora mais essa?!)).
Logo ao chegar em casa fui pesquisar ((claro rss)), e para um alívio de um lado e uma preocupação de outro rss os sintomas que ele vinha apresentando era por causa da tireoide.
Após exames e o retorno ao médico, o tratamento está sendo feito, o doutor falou que é raro em crianças, e que o tratamento é demorado e pode levar uns 3 anos."

💻 ** Pesquisas feitas na internet:
Distúrbios da tireoide nas crianças podem passar despercebidos
Pesquisa revela que um terço dos brasileirinhos nunca tiveram a glândula examinada
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Hipertireoidismo Infantil - Por Vilma Medina
Às vezes pode ser confundido com a hiperatividade infantil. São crianças muito ativas, que não param quietas. Com frequência sofrem de insônia. No entanto, no caso do hipertireoidismo, a culpa tem a ver com a glândula tireoide, que libera mais hormônios tireoidianos do que o normal fazendo com que o metabolismo da criança vá mais depressa.
Por que se produz o hipertireoidismo infantil
O hipertireoidismo em crianças pode acontecer por várias causas. Entre elas, por haver recebido um excesso de iodo, por situação de estresse emocional repentino, por uma inflamação da tireoide ou o mais comum, por um problema no sistema imunológico, que faz com que a glândula tireoide produza um excesso de hormônios tireoidianos. Isso é conhecido como ‘Doença de Graves’.
A verdade é que o hipertireoidismo em crianças não é muito frequente. Acontecem muitos poucos casos antes dos cinco anos. Sua incidência aumenta a partir dos 11 anos. Além disso, trata-se de uma doença que ataca na sua maioria as meninas.
Existem fatores que aumentam o risco de que a criança sofra hipertireoidismo. Entre eles, contar com antecedentes familiares de hipertireoidismo ou ter doenças como o diabetes tipo 1 ou a doença celíaca.
Sintomas do hipertireoidismo em crianças
Como eu sei se o meu filho tem hipertireoidismo? Esses são alguns dos sintomas que podem fazer você suspeitar:
- Fadiga
- Dificuldade para se concentrar
- Irritação nos olhos
- Bócio (em alguns casos)
- Nervosismo, inquietação, tremores
- Aumento do apetite
- Deposições frequentes (inclusive diarréia)
Também pode acontecer uma repentina perda de peso e aumento da sudoração e sensação de calor.
Diagnóstico do hipertireoidismo em crianças
Com sintomas como o nervosismo, a ansiedade, ou a insônia, talvez a gente tenha dúvidas. O melhor para descartar o hipertireoidismo infantil é realizar na criança alguns exames específicos. O médico medirá a pressão arterial da criança (no caso do hipertireoidismo, será alta), analisará a frequência cardíaca, examinará o pescoço da criança e pedirá algumas análises de sangue específicas, que medem os hormônios implicados no hipertireoidismo.

Fanpage: Mamãe faz tudo

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Sono: "bala" de melatonina para fazer a criança dormir?

Nos Estados Unidos, onde a melatonina é comercializada livremente, um vidro com 30 comprimidos pode custar de US$ 1,80 a US$ 10 (Foto: Guto Seixas / Editora Globo)
Você pode nunca ter ouvido falar da melatonina, mas depende dela todas as noites para dormir, assim como o seu filho. Conhecida como hormônio do sono, essa substância é produzida pelo próprio organismo, mas também pode ser encontrada à venda em potinhos, na forma de comprimido, gotas, cápsulas ou balas. No Brasil, a comercialização de melatonina é proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mas muitos pais e mães têm adquirido o hormônio em lojas de conveniência e supermercados dos Estados Unidos, onde não há necessidade de receita. Outros compram em lojas virtuais americanas e recebem o produto em casa.
Segundo relatos médicos, cada vez mais famílias brasileiras chegam ao consultório pediátrico pedindo informações sobre a substância, com o objetivo de fazer o filho dormir – seja porque viram na internet ou porque algum conhecido toma. Isso quando não ministram a melatonina para a criança por conta própria, achando que se trata de algo “natural”, e só depois perguntam a opinião do pediatra.
Não há dados no Brasil, mas, nos Estados Unidos, onde o produto tem sido obtido, os números são surpreendentes. Um levantamento do Nutrition Business Journal revelou que as vendas de melatonina aumentaram 500% de 2003 a 2014 (de US$ 62 milhões para US$ 378 milhões). Embora esse valor seja do consumo em geral e não especificamente infantil, o crescimento continua sendo considerável. Mesmo porque, as prateleiras estão cheias de opções de melatonina com sabores, cores e formatos voltados para as crianças. Em lojas virtuais, é possível encontrar o hormônio produzido por uma infinidade de marcas, em diferentes dosagens e por preços variados. Um vidro com 30 comprimidos pode custar de US$ 1,80 a US$ 10.
TODO CUIDADO É POUCO

“O uso deve ser feito com muita cautela e sempre sob orientação médica. Existem poucos estudos científicos sobre o efeito do consumo contínuo da melatonina em crianças”, afirma a pediatra Simone Chaves Fagondes, presidente do Departamento Científico de Medicina do Sono da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). A falta de evidências consistentes é um dos principais fatores que trazem dúvidas aos especialistas.
Uma revisão de estudos realizada pela Sociedade Canadense de Pediatria concluiu que todas as pesquisas feitas não conseguem garantir a plena segurança do uso em crianças saudáveis justamente porque não foram testados os efeitos e a eficácia da substância no longo prazo. Já experimentos com ratos revelam que a melatonina sintética pode alterar o sistema metabólico, cardiovascular e reprodutivo, conforme mostram estudos de diferentes instituições, como a  Universidade da Carolina do Norte (EUA) e a Universidade de Genebra (Suíça). Simone explica que, hoje, o hormônio sintético é considerado relativamente seguro apenas para os casos em que há indicação médica, mas alguns efeitos adversos têm sido descritos (em especial se a dosagem é elevada), como desconforto abdominal, pesadelos, agressividade, perda de apetite e puberdade tardia ou precoce. Por isso, deve-se recorrer ao produto somente em situações bem específicas.
Os pais que ministram melatonina aos filhos sem o devido respaldo médico devem entender a gravidade do que estão fazendo. “Isso é uma barbaridade. A melatonina é um hormônio e ninguém toma hormônio sem consultar o médico. Será que dariam testosterona ao filho sem indicação? Não é porque a melatonina é vendida nos Estados Unidos sem receita que o uso pode ser indiscriminado. Há uma série de cautelas que o paciente precisa ter, como a dosagem e o horário em que toma”, ressalta José Cipolla Neto, médico e pesquisador da melatonina há quase 40 anos no Instituto de Ciências Biomédicas da USP.
UMA FORCINHA PARA DORMIR
 (Foto:  )
O fotógrafo Guto Seixas, 42 anos, é adepto damelatonina há mais de um ano. Ele ministra a substância esporadicamente à filha Anita, 3 anos e 10 meses. “Não é algo regular. Ela só toma quando está muito agitada. Por exemplo, a gente viaja muito, geralmente à noite. Às vezes, quando chegamos no destino, de madrugada, ela está pilhada e querendo brincar. Então, decidimos buscar uma alternativa. O meu pai toma melatonina para dormir há bastante tempo e eu descobri que tinha versão para criança também. Pesquisei a menor dose disponível e pedi para uns amigos trazerem dos Estados Unidos. Percebi que ela dá um sono gradual. O  homeopata da minha filha disse que o ideal é não tomar nada, mas que de vez em quando não tem problema”, conta Seixas.
Segundo o pediatra e neonatologista Nelson Douglas Ejzenbaum, membro da SBP, antes de utilizar a melatonina é preciso passar por avaliação com um especialista em sono. “Crianças saudáveis e que não apresentam dificuldade para dormir não devem usar. Muitas vezes, a questão é apenas comportamental e não requer medicamento”, comenta o médico. Ele diz ainda que, antes de recorrer à melatonina, é indicado observar a rotina para corrigir eventuais hábitos que possam estar dificultando o sono da criança.
ESTRATÉGIA TEMPORÁRIA
Na casa da nutricionista Patrícia Cruz Smith, 44 anos, a hora de colocar o filho na cama costumava ser um pequeno caos. Adan, 5, tinha dificuldade para aquietar o corpo e a mente antes de dormir. Isso se intensificou na fase em que precisou enfrentar a transição da cama compartilhada com os pais para o sono sozinho em seu próprio quarto. “Tentamos de tudo, inclusive técnicas de ioga e medicina chinesa para relaxar. Eu contava histórias e ele sempre pedia mais uma. Também expliquei a importância do sono, para ele poder crescer e ter energia para brincar. Nada funcionava. Então, comecei a pesquisar na internet e encontrei alguns artigos sobre a melatonina”, lembra Patrícia.
Porém, antes de recorrer à substância, a mãe levou a questão das noites mal dormidas à psicóloga. “Ela me disse que o meu filho estava habituado a dormir com a gente e não gostava de ficar sozinho. Então, tive a ideia de usar a melatonina temporariamente, apenas para ele entender a importância do sono e se habituar a dormir no próprio quarto”, relata. Mas o plano só foi colocado em prática com o aval do pediatra. “O médico disse que tudo bem, e que o filho dele também usava”, conta. Em uma viagem aos Estados Unidos, no último mês de novembro,  Patrícia optou por comprar a melatonina em forma de comprimido mastigável. “No começo, fiquei com medo por estar induzindo o sono do meu filho, mas pareceu espontâneo: depois de usar a melatonina, ele conseguia dormir na metade da história que eu contava. Dei o comprimido por uma semana, toda noite. Notei que ele começou a ter mais sonhos e pesadelos. Então, fomos diminuindo a dose gradualmente até parar. Agora ele consegue dormir sozinho”, relata
a mãe.
QUANDO É INDISPENSÁVEL
O uso do hormônio do sono só é realmente indicado pelos médicos para aqueles casos em que o corpo da criança não produz melatonina ou produz em pouca quantidade. Nessas situações, que não são frequentes, a substância faz toda a diferença na vida das famílias. “A indicação acontece quando a criança tem autismo, cegueira total, lesão neurológica, doença grave ou algum problema cerebral importante”, esclarece Gustavo Antônio Moreira, pediatra especialista em Medicina do Sono e membro da Associação Brasileira do Sono (ABS).
Felipe, 3 anos e 9 meses, se encaixa exatamente em uma dessas situações. Filho da dona de casa Marcela Gomes, 34 anos, o menino passava a noite acordado numa boa. Quando dormia, era durante o dia e apenas por curtos períodos. “Ele sempre passava a noite como se fosse dia. Quando tinha 1 ano e 8 meses, levamos a um neuropediatra. Além de não dormir, o meu filho  ainda não sabia dizer mamãe e papai. O diagnóstico do autismo veio logo e uma especialista descobriu que ele não produz melatonina”, relembra Marcela. Hoje, Felipe usa o hormônio toda noite na forma de pastilha mastigável e dorme de oito a nove horas consecutivas. “Funcionou muito bem. Foi o que nos salvou”, comemora a mãe.
UM CASO RARO
 (Foto:  )
Mãe de três meninos, a fisioterapeuta Vivian Paola da Costa, 33 anos, não descansou até  descobrir o motivo de seu caçula não dormir. “Desde bebê, o Allan não dormia bem. Conforme ele crescia, tentamos de tudo. Era exaustivo. Ele acordava a noite toda, nunca dormia horas seguidas. O pediatra chegou a receitar doses altas de um remédio que o apagava. Era horrível e já não estava fazendo tanto efeito. Foi então que ele fez um exame bastante específico e descobrimos uma síndrome genética rara, chamada Smith-Magenis, que causa alteração de
humor, problemas cardíacos,atraso na fala e na coordenação motora e, principalmente, o  distúrbio do sono”, declara ela.
Após consulta com uma neurologista especialista em sono, Vivian compreendeu que a falta de melatonina era o que causava todo o transtorno na hora de dormir. Hoje, Allan tem 6 anos e consegue dormir à noite graças ao uso contínuo da substância que seu corpo não produz. “Ele já toma há dois anos e não notei efeitos colaterais”, conta Vivian. “Para o meu filho, a melatonina
é uma questão de qualidade de vida. Agora que dorme, ele evoluiu. Progrediu em todos os  aspectos.”
Então, fica o recado dos pediatras: se a criança não tem nenhum problema específico, ela não precisa da melatonina, e sim de mudanças de hábito e rotina (além de muita paciência dos pais).
COMO FUNCIONA?
A melatonina é um hormônio produzido pela glândula pineal, que fica bem no centro do cérebro. Segundo o médico e pesquisador da Universidade de São Paulo, José Cipolla Neto, cerca de 0,1 mg da substância é liberada no organismo toda noite, quando o ambiente começa a escurecer. Ela sinaliza ao corpo que está chegando a hora de dormir. Apenas em casos específicos e pouco frequentes (como cegueira total, autismo ou lesões neurológicas, entre outros) não acontece a produção desse hormônio e, então, é preciso fazer uso da melatonina sintética de acordo com a indicação médica.
 (Foto:  )
PARECE DOCE, MAS É REMÉDIO
É comum encontrar potes de melatonina no exterior que trazem a substância na forma de balas mastigáveis, com cores e sabores que atraem as crianças. Até em formato de ursinho existe. Embora isso possa facilitar o momento de ministrar o medicamento, os pais devem lembrar que, apesar da aparência, ela não é uma simples balinha. E as crianças também precisam saber disso.
O ideal é optar pela melatonina em formatos que pareçam mais medicamento do que doce – recomendação que, aliás, vale para qualquer remédio. “A criança pode achar que é
comida e ingerir o pote inteiro. Isso é um perigo. Remédio é remédio”, alerta Rosana Cardoso Alves, neuropediatra da Associação Brasileira do Sono (ABS).
É NATURAL?

Natural mesmo, para acalmar e ajudar crianças saudáveis a cair no sono, só suco de maracujá ou chá de ervas como camomila, jasmim e erva-doce. Os médicos afirmam que embora isso seja de conhecimento muito mais empírico do que científico, não há problema em oferecer à
Algumas embalagens de melatonina sintética dizem que o produto é “uma ajuda natural para o sono das crianças”. Mas, não se engane: trata-se de mero marketing para vender mais. Nesses mesmos potes, em letras miúdas, vem escrito que tal sentença não tem o aval do FDA (órgão americano similar à Anvisa). A própria Tired Teddies, uma empresa que fabrica a melatonina na
forma de ursinhos mastigáveis, alerta em seu site: “antes de ministrar a substância a qualquer criança, consulte a opinião de um pediatra”.
criança, por não haver efeitos colaterais.

POR QUE NÃO VENDE NO BRASIL?


Em nota à CRESCER, a Anvisa informou que o comércio da melatonina é proibido no país  porque “nenhuma empresa solicitou o registro de um medicamento com esta substância. No entanto, a legislação garante que pacientes que tenham a indicação de uso feita por um  profissional médico possam importar, seja via bagagem de mão ou pela internet. As autoridades sanitárias podem solicitar a receita na entrada do produto no país”. Em resumo: não é possível comprar em território nacional, mas tudo bem trazer o produto de fora, desde que você tenha a prescrição de um médico.
OUTRAS TÁTICAS


Outra técnica popular são os livros infantis que prometem fazer a criança adormecer. O mais famoso dos últimos tempos é O Coelhinho que Queria Dormir, do psicólogo sueco Carl-Johan Forssén Ehrlin. Traduzida para sete idiomas, a obra tem sido sucesso de vendas e é recomendada dos 2 aos 8 anos. O truque está na leitura lenta, repetições de palavras e bocejos pontuais ao longo do enredo, o que ajudaria a criança a relaxar. Se dá certo ou não, cada família é que deve dizer. A única certeza é que mal não faz, já que a leitura é sempre muito bem-vinda.Especialmente em viagens, alguns pais dão aos filhos um remédio para evitar enjoos, cujo princípio ativo é o dimenidrinato. Ele pode causar sonolência e, não raro, as famílias ministram a substância justamente para fazer a criança dormir. Mas tal prática é desaconselhada pelos médicos. Em primeiro lugar, porque o medicamento deve ser prescrito por um pediatra para fins específicos. Depois, é preciso lembrar que “o efeito do sono que ele traz é temporário. Usar o dimenidrinato com essa finalidade não é uma indicação formal e, por isso, é desaconselhado”, esclarece a neuropediatra Rosana Cardoso Alves, da Associação Brasileira do Sono.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Icterícia - Já ouviu falar?


Você já ouviu falar sobre icterícia? E sobre amarelão? 
Pois bem, são duas formas de se falar a mesma coisa. Cerca de 60% dos recém nascidos apresentam icterícia, por isso é importante saber o que é e como tratar.
O diagnóstico é feito pela avaliação da cor da pele e da mucosa dos bebês. A pele fica amarelada e a parte branca dos olhos também, daí o nome icterícia ou amarelão. Isto ocorre devido a uma substância chamada bilirrubina, quando se encontra em concentrações altas na corrente sanguínea.
Geralmente a intensidade da cor amarela é mais forte na cabeça e no tronco, diminuindo após a cintura. Para sabermos qual é o valor da bilirrubina no sangue são realizados alguns exames. Pode-se dosar a bilirrubina diretamente no sangue, ou atualmente existem aparelhos para que esta leitura seja feita na pele. O aparelho se chama bilirrubinômetro.
Segundo o Doutor Marcos Petrini, do Hospital Santa Cruz “No berçário da maternidade do Hospital Santa Cruz usamos o da marca Bilicheck. Isto evita picar o bebê para coleta de sangue e agiliza o atendimento, porque o resultado do exame é imediato, e é tão fiel quanto o exame de sangue”.
A icterícia é uma doença considerada patológica quando ocorre de forma acentuada dentro das primeiras 24 horas de vida. Ocorre por vários fatores, o mais comum é o rompimento das células vermelhas (hemáceas) de forma muita rápida, o que libera muita bilirrubina na circulação.
É comum nos casos de incompatibilidade sanguínea entre mãe e bebê. Se nesta fase os níveis de bilirrubina no sangue forem muito elevados, há risco de impregnação do sistema nervoso central e causar lesões graves que cursam com retardo mental irreversível como: surdez, alteração da formação dentária e convulsões. Essa doença chama-se Kernicterus. O doutor Petrini explica que para evitar que isso ocorra “é feito um procedimento chamado de exosangüíneo transfusão (troca-se o sangue do bebê, por sangue de banco de sangue) e coloca-se o recém nascido em banho de luz (fototerapia)”.
Após as 24 horas de vida a maior parte dos casos de icterícia ocorre porque o fígado dos recém nascidos neste período tem dificuldade para captar, conjugar (metabolizar) e secretar a bilirrubina produzida no organismo. Por isso quando o bebê fica amarelo após essas 24 horas, a icterícia é chamada de fisiológica e geralmente não acarreta riscos à sua saúde.
O tratamento é feito expondo o recém nascido à radiação ultravioleta (fototerapia). Antigamente eram usadas lâmpadas de luz fria onde o bebê ficava exposto sem roupa e, somente com proteção ocular para a luz. Hoje quando há indicação, usam-se aparelhos de fototerapia com produção de luz ultravioleta específica para reagir com bilirrubina da pele, sem que haja produção de calor excessivo. “No HSC usamos este tipo de aparelho e ele chama-se Biliberço.
O bebê fica exposto à radiação ultravioleta de alta intensidade, mais adequada que os berços comuns. Com isso, o tempo de fototerapia fica reduzido”, cometa Petrini. O tratamento na maioria dos casos dura em torno de 24-36 horas de exposição à luz. É realizado no quarto, com o acompanhamento dos pais e o bebê pode mamar normalmente nos seus horários habituais. É importante lembrar que geralmente não deixa seqüelas, exceto nos casos não tratados nas primeiras 24 horas de vida.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Conheça os principais tipos e saiba como agir em cada caso.


Tosse purulenta: além do nariz obstruído, a criança tem muito catarro e pode apresentar febre. Esses sintomas podem indicar sinusite. Se confirmada, é preciso tratar com antibiótico e fazer lavagens com soro. 


Tosse de cachorro: é a mais estridente. São dois tipos. A primeira é aquela que a criança fica rouca e acorda de madrugada com falta de ar. Se isso acontecer, abra a janela do quarto e deixe-a respirar o ar frio, que ajuda a descongestionar. Se o sintoma não aparecer, leve-a ao pronto-socorro. Outra possibilidade é ela acordar com tosse apenas. Inalação costuma funcionar neste caso. 


Seca: não há catarro, mas o nariz não para de escorrer. Pode ter sido causada por resfriado e incomoda mais à noite. Lave as narinas com soro e, se persistir, o médico pode indicar um inibidor. 


Importante: se a febre persistir por 48h ou a falta de ar não passar logo, ligue para o pediatra.

Fonte: Revista Crescer

terça-feira, 26 de junho de 2012

Fezes do Bebê


Eu sempre fico atenta e acho muito importante todo o cuidado com o bebê.
As cores (não são as exatas, mas muito parecidas), foram tiradas de uma caderneta de criança.
Para ficar mais fácil e não precisar olhar sempre na tabela de cores, é só lembrar que SUSPEITAS: SÃO AS CORES MUITO CLARAS!!
Se o seu bebê está fazendo aquele verde escuro, ou tons escuro da cor mostarda, está nas cores normais!

Fonte: Doula Nádia

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Bronquiolite


O QUE É A BRONQUIOLITE?

A bronquiolite é uma inflamação dos bronquíolos que acomete crianças menores de 2 anos, ocorrendo principalmente dos 4 aos 6 meses de vida.
A doença apresenta inicialmente sintomas como coriza e obstrução nasal, progredindo posteriormente para tosse, dificuldade respiratória e chieira.
É muito comum que ocorra confusão e uma certa dificuldade na diferenciação da bronquiolite com o primeiro ataque de asma apresentado pela criança.

O QUE CAUSA?

A principal causa da bronquiolite é a infecção por um vírus, denominado vírus sincicial respiratório. Existem tipos diferentes desse vírus, mas todos estão muito relacionados entre si e se comportam da mesma maneira quando causam a doença.
O vírus sincicial respiratório pode causar infecção em qualquer idade, mas o seu maior impacto ocorre em crianças menores de um ano, podendo causar bronquiolite e também pneumonia.
A bronquiolite pode ser causada por outros vírus e algumas bactérias, mas isso ocorre com uma freqüência relativamente baixa.
As infecções causadas pelos vírus no trato respiratório deprimem os fatores de defesa da criança, podendo abrir caminho para uma posterior infecção causada por bactérias, como uma pneumonia, sendo essas mais graves.

QUANDO E EM QUEM OCORRE A BRONQUIOLITE?

O vírus sincicial respiratório possui o pico de incidência nos períodos de temperaturas baixas.
A bronquiolite parece ser mais comum e também mais grave nas crianças do sexo masculino.
Crianças que freqüentam creches podem contrair o vírus mais facilmente, pois estão em contato próximo em um ambiente fechado, com outras crianças que podem estar contaminadas.

COMO OCORRE A BRONQUIOLITE?

O vírus sincicial respiratório possui uma grande afinidade pela parede que reveste internamente os bronquíolos, podendo assim, causar um distúrbio respiratório importante.
O vírus penetra no organismo através da mucosa nasal, camada que reveste o nariz internamente, e após um período de cerca de 4 a 5 dias a criança começa a apresentar sintomas como secreção e congestão nasal. Geralmente a infecção se resolve espontaneamente a partir desse ponto.
As células epiteliais lesadas dos bronquíolos estimulam a migração de células de defesa, como leucócitos e macrófagos para o local, favorecendo uma resposta inflamatória. O interior dos bronquíolos contém secreções que são em parte responsáveis pela obstrução das vias respiratórias, consistindo em obstáculo ao fluxo de ar.

COMO É O QUADRO CLÍNICO?

A doença em lactentes menores de quatro meses pode se apresentar com sintomas inespecíficos ou mesmo a parada da respiração, que pode ser causa de morte súbita. Apenas lactentes maiores de quatro meses apresentam as manifestações clinicas típicas da doença.
A maioria dos pacientes apresenta sintomas leves. A presença de cianose, que ocorre quando as extremidades dos dedos e os lábios ficam arroxeados, indica falta de oxigênio grave.
À ausculta dos pulmões pelo médico é percebido ruídos generalizados acompanhados de chieira.

QUAIS SÃO AS ALTERAÇÕES AO RX?

As alterações são inespecíficas e incluem excesso de ar nos pulmões que se tornam aumentados de volume com alargamento dos espaços intercostais. O músculo diafragma se apresenta rebaixado e retificado.
Freqüentemente é difícil diferenciar pelo raio-x de tórax uma bronquiolite e uma pneumonia viral.
O raio-x de tórax pode ser de grande valor em pacientes hospitalizados, podendo mostrar a presença de algumas complicações como uma infecção bacteriana.
Sugere-se o uso do raio-x quando é necessário um tratamento médico intensivo, quando ocorre piora súbita da condição respiratória ou quando existem doenças pulmonares ou cardíacas previas.

DE QUAIS DOENÇAS A BRONQUIOLITE DEVE SER DIFERENCIADA?

A principal diferenciação que devemos fazer da bronquiolite é a asma, que em crianças pequenas pode ser confundida com bronquiolite, considerando que os vírus são os maiores precipitantes de ataques de asma nessa idade. Deve-se lembrar que a asma é, caracteristicamente, recorrente, e responde freqüentemente aos broncodilatadores (medicamentos utilizados na crise asmática), mas o mesmo não ocorre com a bronquiolite.

COMO É O TRATAMENTO?

Não existe tratamento específico para a bronquiolite. Para pacientes que não apresentam fatores de risco, ela é auto-limitada, ou seja, melhora espontaneamente.
A maioria dos pacientes é tratada sem internação, com a utilização somente de medidas de sustentação. São elas: repouso, hidratação oral, aleitamento materno, banhos mornos e antitérmicos em caso de febre.
A internação está indicada quando há esforço respiratório intenso (dificuldade em respirar), alteração de consciência, cianose (extremidades arroxeadas), baixa-idade (1-4 meses) ou alguma doença grave associada.
Fonte: www.medicina.ufmg.br
Bronquiolite
bronquiolite é uma infecção viral contagiosa das vias respiratórias que afecta os bebés e as crianças pequenas e provoca dificuldade ao respirar, sobretudo ao expirar.
Vários vírus podem provocar bronquiolite, inclusivamente o vírus sincicial (Ver secção 23, capítulo 260) respiratório e os vírus parainfluenza. A bronquiolite costuma manifestar-se em epidemias, sobretudo em crianças com menos de 18 meses de idade e, com maior frequência, nos bebés com menos de 6 meses. Durante o primeiro ano de vida, a bronquiolite afecta aproximadamente 11 em cada 100 crianças.

SINTOMAS E DIAGNÓSTICO

A bronquiolite costuma aparecer depois de uma constipação, que é uma infecção das vias respiratórias altas. Começa com uma repentina dificuldade respiratória, sobretudo ao expirar, seguida de uma respiração rápida, uma frequência cardíaca acelerada e tosse seca. A criança costuma ter muito sono e também febre, cansa-se e começa a respirar de forma pouco profunda e ineficaz. Os vómitos ou uma menor ingestão de líquidos podem conduzir à desidratação. O diagnóstico baseia-se nos sintomas.

PROGNÓSTICO E TRATAMENTO

A maioria das crianças recupera em casa, num período de 3 a 5 dias. Durante o processo podem-se dar líquidos com frequência. A crescente dificuldade em respirar, a coloração azulada da pele, a fadiga e a desidratação indicam que a criança deve ser hospitalizada. As crianças que sofrem de qualquer doença cardíaca ou cuja imunidade seja deficiente podem ser hospitalizadas até antes. Com um cuidado apropriado, a probabilidade de morrer de bronquiolite grave é inferior a 1 %.
Já no hospital, são controlados os valores de oxigénio e de anidrido carbónico no sangue. O oxigénio é normalmente administrado numa câmara de oxigénio ou com uma máscara. Pode ser necessário recorrer a um respirador artificial para ajudar a respiração. É possível utilizar um nebulizador de ultra-sons para dilatar as vias respiratórias e fluidificar as secreções e podem ser administrados líquidos intravenosos. Aos bebés prematuros ou afectados por outras doenças que os expõem a um alto risco é administrado o fármaco antiviral ribavirina.
Fonte: www.manualmerck.net

domingo, 16 de outubro de 2011

Você confia nos industrializados?

Por PAT FELDMAN
Crianças na Cozinha



Eu não confio nem um pouco em produtos alimentícios industrializados, e quem acompanha o site Crianças na Cozinha há tempos, já sabe de inúmeros motivos para toda essa desconfiança.
Essa semana, mais uma notícia desagradável sobre os industrializados, e dessa vez envolvendo crianças, veio à tona! O Toddynho, aquela caixinha pequena e engraçadinha que muitas mães mandam na lancheira dos filhos achando que é saudável (mas não é, podem acreditar), causou queimaduras na boca de diversas crianças.
O motivo dessas queimaduras?
Um pH (índice que determina acidez ou alcalinidade) completamente alterado foi detectado em diversas amostras dos produtos. O pH normal do leite fresco, segundo pesquisei, fica entre 6,5 e 6,7 (neutro com tendência levemente ácida), e nas tais análises do Toddynho o pH ficou em 13,3 (extremamente alcalino). Eu não sei o quanto a pasteurização, a adição de cacau, açúcar e alguns conservantes, aromatizantes, flavorizantes e corantes pode alterar o pH do leite fresco, mas por mais que se altere, duvido que 13,3 seja um pH normal para a tal bebida pronta!
A pergunta que não quer calar é: O QUE CAUSOU ESSA ALCALINIZAÇÃO EXCESSIVA NO TODDYNHO?
Adição de soda cáustica?
Estou aqui tentando pensar em opções…
Desregulagem em equipamentos que adicionam ingredientes?
Será que um dia saberemos a verdade?
Esse caso foi noticiado, divulgado e discutido, mas fico imaginando quantos casos de contaminações em produtos alimentícios industrializados que nem foram descobertos e/ou noticiados. Casos de contaminações que podem ter sido confundidos com uma dor de barriga “normal”, com virose ou qualquer outro incômodo, onde não se pensou em associar o mal com algum produto alimentício consumido.
Eu acho SIM que a solução é evitar os industrialziados, e eu tenho certeza de que isso é perfeitamente possível. 
Na matéria sobre leite já publicada AQUI você pode ler sobre os inúmeros malefícios do leite altamente processado, mas eu arrisco dizer que se você preparar um achocolatado em casa para o seu filho, mesmo usando o tal leite super processado, estará oferecendo coisa muito melhor do que o tal Toddynho que queima a boca (pra não falar dos demais malefícios, mesmo nos Toddynhos “normais”, sem alterações de pH).
Se fosse pra fazer um achocolatado em casa, eu faria da seguinte forma:
RECEITA DE TODDYNHO CASEIRO
Para cada copo de leite (cerca de 200mL), acrescentaria:
- uma colher de chá de cacau em pó,
- uma colher de sopa de mel ou rapadura ralada (acho que a rapadura ralada aqui fica mais gostoso) – e a quantidade pode variar para mais ou para menos, dependendo do paladar do seu filho,
- gotas de extrato natural de baunilha (opcional)
Se a graça do Toddynho para o seu filho está na caixa ou no canudinho (o que eu mais gostava quando criança era furar a caixinha com a ponta do canudo), procure mostrar uma outra diversão e invista em popos coloridos e/ou com formatos diferentes, canudinhos com formatos e cores extravagantes. Hoje o mercado oferece opções incríveis!
Para a lancheira, uma boa garrafa térmica e muitas pedrinhas de gelo misturadas ao achocolatado caseiro, resolvem o problema (já testei com leite puro, que é o que meu filho gosta, e o leite não azeda, só fica um pouco mais ralo quando o gelo derrete)
A minha opção é pelo leite fresco de verdade, tirado da vaca direto para a minha geladeira, mas sei que isso é inviável para a maioria. Se fosse inevitável para mim, optaria pelo leite de saquinho, aquele que precisa de refrigeração e ainda se encontra em algumas padarias e mercados. Esse leite de saquinho é bastante processado sim, mas se você considerar que no preparo do achocolatado estará evitando tantas químicas de corantes, conservantes e outros “antes”, vai concluir que a opção é boa.
Na opção caseira você usa cacau ao invés de achocolatado em pó (já leram o rótulo de um achocolatado pra ver quanta porcaria tem?). Na opção caseira você adoça com mel ou rapadura ralada, que também é doce pra caramba, tanto quanto açúcar branco, mas que contém diversos nutrientes e não é só caloria vazia.
Que tal pensar no assunto e afastar de vez esse industrialziado da vida dos seus filhos?
Aqui em casa eu não tenho esse problema simplesmente porque nunca ofereci Toddynho ao meu filho mais velho (muito menos ao mais novo), e ninguém sente falta daquilo que não ocnhece. ele nos vê muito tomando leite fresco batido com cacau e canela, e mesmo por esse nunca se interessou. Prefere leite purinho e gelado.
Para quem não leu sobre essa notícia, alguns links que leitores do site Crianças na Cozinha me enviaram sobre o assunto. Queridas, obrigada pela colaboração!

Lavar as mãos protege contra doenças


Esse simples hábito evita inúmeras doenças infectocontagiosas
Ana Paula Pontes e Bruna Menegueço


Simples e eficaz. Lavar as mãos com água e sabão é uma das formas de evitar o contágio de doenças infectocontagiosas. Para alertar sobre a importância desse hábito, foi instituído, em 2008, o Dia Mundial de Lavar as Mãos, comemorado neste sábado (15). A data é uma iniciativa de vários órgãos do governo, instituições internacionais, ONGs e empresas privadas e pessoas espalhadas por todo o mundo. Aqui no Brasil, o Ministério da Saúde criou um website para divulgar a campanha em escolas.
Segundo a Unicef, no Brasil, lavar as mãos, principalmente após usar o banheiro, antes de comer e depois de brincar ao ar livre, ajuda a reduzir em mais de 40% os casos de doenças diarreicas, e em quase 25% os casos de infecções respiratórias

Para deixar esse momento com as crianças diverto, a Organização Mundial de Saúde (OMS) dá uma dica. Seguindo as orientações abaixo, cante duas vezes a música “Parabéns a você” junto com o seu filho. Esse é o tempo que deve durar o passo a passo abaixo: 

1. Molhe as mãos com água. 
2. Aplique a quantidade suficiente de sabonete para ensaboar as mãos. 
3. Ensaboe as palmas das mãos esfregando-as entre si. 
4. Esfregue a palma da mão direita contra o dorso da mão esquerda, entrelaçando os dedos, e vice-versa 
5. Entrelace os dedos e esfregue os espaços entre eles. 
6. Encaixe as mãos em forma de meia concha e faça movimentos de vai e vem segurando os dedos. Troque a posição das mãos e faça o mesmo movimento. 
7. Esfregue o polegar esquerdo, com movimentos circulares, com o auxílio da palma da mão direita e vice-versa. 
8. Esfregue as pontas dos dedos e unhas contra a palma da mão fazendo movimentos circulares e depois faça o mesmo na outra mão. 
9. Enxágue bem as mãos com água. 
10. Segue as mãos com papel descartável. 
11. Utilize o papel para fechar a torneira e depois jogue no lixo.



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Fonte: Revista Crescer