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quarta-feira, 26 de maio de 2010

Durma bem durante a gravidez

"Ter uma boa noite de sono parece ser coisa do passado?
Para ajudar você, a revista CRESCER preparou um guia com os problemas mais comuns na hora de dormir em cada trimestre da gestação e a solução para todos eles."

Todo mundo fala sobre a velha máxima de que grávidas sentem mais sono e que é preciso aproveitar para descansar durante a gestação porque, depois que o bebê nascer, você vai dar adeus às noites bem dormidas. Mas ninguém conta que você pode ter, sim, dificuldade para dormir na gravidez, ainda que nunca tenha sofrido com isso. Um estudo da Faculdade Norte-Americana de Obstetrícia e Ginecologia, de Chicago, que avaliou o sono de 189 gestantes, mostrou que os problemas na hora de dormir podem piorar com o passar dos meses de gestação. A ansiedade, somada às mudanças hormonais e físicas, é a grande vilã.

Com a ajuda de especialistas, CRESCER selecionou as situações que mais tiram o sono das grávidas e traz soluções práticas para cada uma delas. Para facilitar ainda mais, dividimos as dicas por trimestre. E, se os sonhos são parte das suas queixas, agora você vai entender o que eles significam. Nós também adiantamos a solução para o próximo desafio: o “quarto trimestre”, quando você vai reaprender a dormir com um bebê em casa.

:: Primeiro trimestre: muito sono durante o dia
O início da gravidez é marcado mais por mudanças hormonais do que por físicas, já que o bebê ainda é menor que um grão de feijão, e seu corpo trabalha a mil para garantir o bom desenvolvimento do feto. Esse esforço extra pode deixar você cansada e sonolenta, enquanto a brusca variação hormonal vai trazer insegurança e ansiedade, o que pode prejudicar – e muito – as suas noites de sono.

Enjoo
Não, eles não são comuns apenas pela manhã. Podem aparecer à noite também. O principal culpado é o hormônio progesterona, que desacelera os movimentos gastrointestinais. A comida permanece no estômago por mais tempo e se move lentamente pelo sistema digestivo.

Solução: Faça uma refeição leve para facilitar a digestão e jante mais cedo. Se você comia às 21 horas, adiante para as 19h30. Deixe os alimentos gordurosos ou muito temperados de lado. Chocolates podem causar refluxo. Pouco antes de dormir, se tiver fome, coma bolachas salgadas. Deixe mais algumas no criado-mudo, ao lado da cama, caso você acorde enjoada.

Ronco
A retenção de líquido (e o inchaço) pode dificultar a respiração. As narinas ficam mais inchadas e o espaço para o ar diminui. Essa mudança pode causar ronco durante a noite.

Solução: Beba muita água durante o dia para melhorar a circulação e ponha menos sal na comida. Assim você evita a retenção de líquido e, por consequência, o inchaço. Outra indicação – que é boa para a vida toda – é fazer drenagem linfática duas vezes por semana. Converse antes com o seu obstetra.

Medos
Os que aperecem no começo da gravidez, como sofrer um aborto espontâneo, são os responsáveis pela falta de sono à noite. Mesmo quem fica muito sonolenta de dia (neste caso, tire uma soneca, se for possível), pode sofrer de insônia mais tarde.

Solução: Faça uma atividade física logo pela manhã. Ela ajuda a despertar durante o dia. E, à noite, procure relaxar. Escute uma música que você goste bastante e que traga boas lembranças, tome um banho morno, deite e leia um livro ou veja um filme – romances, nada de drama ou tragédia.

:: Segundo trimestre: equilíbrio hormonal
Você vai se sentir melhor. A fase crítica dos enjoos e azias já passou e a produção de hormônios se estabilizou. Aquela ansiedade sem fim que você tinha também diminui porque agora você sente o bebê mexer e sabe, por meio de exames, que ele está crescendo e se desenvolvendo com saúde.

Câimbra
Infelizmente, elas começam agora e aumentam progressivamente até o fim da gravidez. As causas são a falta de minerais, como cálcio e potássio, e o comprometimento da circulação. É comum ter crises durante a noite, como dor na panturrilha.

Solução: Inclua alimentos ricos em cálcio e potássio na sua dieta, como leite, e derivados, tomate e, claro, bananas. Anote essa receita do suco anticâimbra: bata duas fatias de melão no liquidificador, junte meia banana e bata mais um pouco até ficar cremoso.

"Se você não consegue deitar sem tomar uma bebida quente,
faça um chá, como de erva-doce ou camomila –
é delicioso e tem propriedades relaxantes".

Falta de ar
Como o bebê está crescendo, o aumento do tamanho da barriga e do útero podem comprimir a região do diafragma e causar dificuldade para respirar. E deitada é ainda maior.

Solução: Não existe um método infalível. O segredo é manter a calma e controlar a respiração. Quando sentir falta de ar, sente-se na cama, respire devagar pelo nariz e solte o ar pela boca. Faça isso por cinco minutos. Se for preciso, dê uma volta pela casa, abra uma janela e inspire o ar.

Síndrome das pernas inquietas
É uma sensação incômoda que provoca uma irresistível vontade de mexê-las. Os sintomas vão se acentuar durante a noite, quando você estiver deitada. A síndrome está ligada à ansiedade e, na maioria das vezes, costuma passar depois do parto.

Solução: O segredo é relaxar antes de dormir. Faça uma automassagem nas pernas, com movimentos verticais do peito do pé em direção ao quadril. Use um creme ou óleo para a mão escorregar com mais facilidade.

:: Terceiro trimestre: noite interrompida
Esses são os meses mais difíceis. Achar uma posição para dormir vai exigir paciência e as dores nas costas aumentarão. Em compensação, começou a contagem regressiva para ter seu bebê nos braços.

Falta de posição para dormir
É como um jogo. Deitar de bruços não dá mais, com a barriga para cima a sensação de falta de ar é frequente e do lado direito os médicos não indicam porque você pode comprimir a veia cava, principal responsável pela circulação de sangue do corpo.

Solução: Deixe a veia cava livre para trabalhar e se acostume a deitar do lado esquerdo. A circulação flui melhor e evita o ronco. Use travesseiros a seu favor. Coloque um entre as pernas, outro fininho embaixo da barriga para apoiá-la e mais um nas costas – pedir ajuda para montar esse esquema é providencial.

Dor nas costas
É preciso apelar para a física para explicar por que suas costas podem doer! O que acontece é uma mudança do centro de equilíbrio do corpo. Conforme o útero se amplia, as costas são projetadas para trás e a barriga, para frente.

Solução: Tome um banho longo e deixe a água morna escorrer bastante pelas costas. Acupuntura pode minimizar os sintomas também. Mas primeiro converse com seu médico e procure um profissional credenciado à Associação Brasileira de Acupuntura.

Idas ao banheiro
Quem corria para o banheiro muitas vezes vai ter que ir ainda mais. O peso do útero sobre a bexiga provoca muita vontade de fazer xixi, e ela não desaparece à noite...

Solução: Evite tomar líquido duas horas antes de dormir e, quando for ao banheiro, segure a base da barriga e dê uma leve levantada para permitir que toda a bexiga esvazie. Como agora a regra é quanto mais perto do banheiro, melhor, se for preciso troque de lugar com seu companheiro na cama. Feche as portas dos armários e tire objetos do caminho. Vale-tudo para não tropeçar no escuro durante a madrugada.



Fonte: Por Bruna Menegueço na revista Crescer

sexta-feira, 21 de maio de 2010

As emoções do pai durante a gestação, como encarar?

"Saiba lidar com os nove meses e o pós-parto dele e tirar proveito das dificuldades para melhorar a relação"

* Não é fácil: a gravidez é algo que acontece concretamente para a mulher e apenas emocionalmente para o homem. E o bebê, por mais que ele troque fraldas, necessita muito mais da mãe. Por isso, o primeiro passo para que ele participe mais dessas duas fases é você realmente querer isso. E dar espaço.

* Outro passo importante é saber, desde já, que a maneira dele fazer as coisas será diferente da sua. Desde a forma de encarar os nove meses até o jeito de dar banho. E não está errado, é apenas diferente. Isso será muito bom para o seu filho. Ele aprenderá desde cedo que existem várias formas de se viver.

* Ir nas consultas, acompanhar os ultrassons, saber o que você está sentindo. É assim que ele pode ficar mais perto
durante os nove meses. Fique aberta para escutar também o que ele pensa, mesmo que seja muito diferente. Assim, os dois mantêm um canal de comunicação.

* Deixe ele tocar, conversar, massagear sua barriga. E não fique com receio dele não gostar do seu novo corpo. Os homens aceitam muito mais as transformações da gravidez do que as mulheres.

* Sexo pode não ser algo tão importante para você nessa fase. Mas vai continuar sendo para ele. Vocês terão de conversar e achar um meio-termo. E depois que o bebê nascer, acredite, o ato pode ficar até melhor, já que vocês terão muito mais intimidade. O segredo é se organizar, não deixar a sexualidade desaparecer da relação e aproveitar as brechas de tempo.

* É ele quem vai lembrá-la que existe uma vida além de você e o bebê. Aceite as propostas de saírem um pouco de casa, de verem os amigos, de falarem sobre outros assuntos que não sejam crianças.

* Filhos trarão muitas, muitas mudanças na relação de vocês. Vai mudar a rotina da casa, o jeito de fazer as coisas, os programas, o vínculo com as pessoas. Conversas e sinceridade são as melhores formas de passar por isso e fortalecer a família.


Fonte: Por Mônica Brandrão na Revista Crescer

O que a grávida deve fazer quando a bolsa estourar?

"A primeira coisa é manter a calma."
Com a proximidade do parto, as futuras mães temem que a bolsa d’água estoure subitamente em público. A cena é comum em novelas, mas não na vida real. Na maioria dos casos, isso ocorre quando a mulher está na maternidade, em pleno trabalho de parto. "Apenas 10% das grávidas em final da gestação têm a bolsa rompida antes do início do trabalho de parto, que em geral começa com as contrações", explica o obstetra Jorge Kuhn, professor da Universidade Federal de São Paulo.

A bolsa d’água, que envolve o bebê no útero, é formada por duas membranas e preenchida pelo líquido amniótico. Tem a função de proteger o bebê contra traumas e infecções. Depois que ela se rompe, o parto ocorre, no máximo, nas 48 horas seguintes. Alguns obstetras, no entanto, optam por induzir o nascimento com medicamentos em seguida, a fim de evitar infecções.

Como saber se a bolsa estourou de verdade? "Não é difícil identificar, já que a perda de água é intensa e, ao contrário da urina, a gestante não consegue controlar", diz o obstetra Luciano Gibran, do Hospital e Maternidade São Camilo. O líquido amniótico tem cor clara, quase transparente, e cheiro de água sanitária. Em alguns casos, porém, o rompimento se dá sutilmente, gotejando aos poucos.

E o que a grávida deve fazer quando a bolsa estoura? A primeira coisa é manter a calma. O estouro da bolsa não significa que o bebê irá nascer imediatamente. Se o líquido for transparente, você não precisa ter pressa. Ligue para o seu companheiro e o seu médico, tome um banho, arrume as coisas e vá para a maternidade. Se junto com o líquido sair uma secreção de coloração escura, siga para o hospital rapidamente. Quando adquire cor, pode indicar, por exemplo, que houve o descolamento de placenta.

Se a bolsa romper antes do fim da gestação, vá para a maternidade e ligue para seu obstetra. Há casos em que o médico consegue adiar o parto para que o bebê se desenvolva um pouco mais. Como o líquido continua a ser produzido pela placenta, a mulher deve ficar em repouso para mantê-lo.


Fonte: Revista Crescer

Diminua o consumo de alguns refrigerantes na gravidez

Se você está grávida e adora tomar refrigerante à base de cola, repense esse hábito.

Segundo o estudo do Instituto Nacional de Saúde da Criança, da Inglaterra, gestantes que tomam mais de 1 litro dessa bebida por semana tem 20% mais chances de desenvolver diabetes gestacional do que grávidas que tomam só um copo por mês. Os cientistas estudaram um grupo de mais de 13 mil mulheres por dez anos, levando em consideração outros fatores de risco como idade, prática de exercícios, diabetes na família etc.

Vale enfatizar que o resultado só é válido para refrigerantes à base de cola que levam corante caramelo, rico em substâncias que podem aumentar a resistência à insulina (responsável pela “queima” do açúcar que ingerimos).


Aqui vão dicas para driblar a vontade do refrigerante:

-> Esprema um limão e misture com água com gás e bastante gelo
-> Opte por sucos naturais que não precisam ser adoçados, como laranja
-> Escolha um refrigerante que não tenha cola, como guaraná, por exemplo

Fonte: Por Bruna Menegueço na Revista Crescer

"Geladinho" para amenizar mal-estar durante a gravidez

"Mãe britânica inventou uma forma saborosa e natural de melhorar problemas como náuseas e desidratação"

Grávidas que sentem alguns incômodos diários, como náuseas, podem comemorar a novidade. Uma mãe britânica inventou uma espécie de “gelinho” para amenizar esse mal-estar durante a gravidez, chamado de lillipop iced soothie.

Segundo informou ao Daily Mail, Denise Soden teve a idéia durante sua primeira gravidez. Ela sofria muito com náuseas e vômitos, desidratação, além da falta de apetite no início da gestação – um quadro comum entre as grávidas, que os médicos chamam de “hiperemese gravídica”. No meio do caminho, ela descobriu que, por alguma razão, o gelo a ajudava a se sentir melhor. Foi aí que decidiu criar seu próprios gelinhos com sabor. E, segundo ela, deu certo.
O produto está à venda pela internet e garante não conter corantes ou aromatizantes artificiais. Está disponível nos sabores limão & menta, grapefruit & tangerina, gengibre, lima & baunilha, e camomila & laranja. Uma caixa com 20 “gelinhos”, nos cinco sabores, custa $7,25 euros (cerca de R$20).



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Minha dica - Também sofri com esse problema.
Aqui no brasil, temos aqueles famosos "geladinhos, chup-chup, sacolé, etc...", até mesmo pedrinhas de gelo puro, que eu experimentei no começo da gravidez e também me aliviou bastante, e é muito mais barato... rsrs



Fonte: Por Aline Moraes na Revista Crescer

Benefícios da gravidez contra o Câncer de Mama


A mulher grávida, além de curtir o desenvolvimento de um serzinho dentro de si mesma e se realizar mãe, pode estar se prevenindo contra o câncer de mama. Isso mesmo!

Segundo uma pesquisa do Centro para Doenças Imunológicas e Microbianas no Departamento de Obstetrícia, Ginecologia e Ciências Reprodutivas do Colégio Médico Albany, em Nova York, os hormônios produzidos durante a gravidez podem prevenir esse temível câncer para as mulheres.
Isso porque hormônios como o estrogênio, progesterona e a gonadotrofina coriônica humana induzem a produção de uma proteína produzida pelo fígado e vesícula que inibe o crescimento do câncer de mama.
A proteína produzida pelo fígado é a alfa-fetoproteína (AFP) e tem a função de envolver e nutrir o feto nas primeiras semanas da gestação da futura mamãe.
Herbert Jacobson, pesquisador que conduziu o estudo, diz que o corpo tem defesas naturais contra as células cancerígenas e é preciso desenvolver algo a partir dessa proteína que possa prevenir as mulheres do câncer de mama.
A pesquisa foi realizada em ratas que estavam com células cancerígenas, sendo oferecido aos bichinhos hormônios da gravidez para verificar se haveria produção da AFP e assim o combate ao câncer.
A conclusão foi de que os hormônios estrogênio, progesterona e a gonadotrofina coriônica humana reduzem os casos de câncer de mama nas ratas.
Embora o resultado seja animador para o combate desse vilão à saúde da mulher, ainda é prematuro apontar uma solução definitiva. Esse estudo pode ser o início do caminho para a prevenção ou até a cura para o câncer de mama. Com ou sem filho, o ideal é continuar se precavendo contra esse tipo de câncer. Se cuide!


Dicas
- A prevenção do câncer é sempre o melhor aliado. Consultas e exames periódicos são fundamentais para descobrir o câncer precocemente.
- Aprenda e realize o auto-exame sempre.
- Caso sinta algo diferente nas suas mamas, procure imediatamente um médico da usa confiança.

Fonte: Por Bruno Rodrigues no Guia do Bebê em: 18/05/2010.

Anestesia Epidural - O que é?

A epidural é o tipo de anestesia mais popular para aliviar as dores do parto. A maioria das grávidas opta por uma epidural em prol de outros métodos de alívio das dores.
À medida que se vai preparando para o dia do parto, informe-se e aprenda acerca das soluções para o alívio da dor, e vá formando a sua decisão acerca da experiência que pretende ter com o parto. Descubra o que é, como é aplicada e quais os benéficos e riscos que envolve a anestesia epidural.

O que é a anestesia epidural?
A anestesia epidural é uma anestesia local que bloqueia a dor numa região específica do corpo. O objetivo da epidural é aliviar a dor, em vez de fazer com que se perca a sensibilidade total, tal como acontece com as anestesias locais ou gerais. Numa anestesia geral, o anestésico é injetado na circulação sanguínea, atravessando a placenta e atingindo o bebé. Na anestesia epidural isso não acontece, pois apenas bloqueia os impulsos nervosos da espinal medula inferior resultando numa diminuição da sensação na parte inferior do corpo.

Em que consiste a epidural?
A epidural consiste na colocação de um cateter fino, conduzido através de uma agulha condutora, num espaço entre duas membranas: epidural e dura-máter, duas das três membranas que rodeiam o tubo neural onde se encontra a espinal medula. O médico, anestesista, apercebe-se do espaço epidural através da criação de uma pressão negativa resultante do empurrar da agulha condutora junto da segunda membrana, o que de seguida o faz colocar o cateter neste espaço. Este procedimento tem como objetivo bloquear as vias sensitivas, através da injeção de um anestésico neste espaço, junto das inserções neuronais, ao nível das vértebras L3 e L4 (ou mais acima). A medicação administrada inclui anestésicos locais, sendo muitas vezes combinada com doses de opioides para diminuir a quantidade da anestesia local. Desta forma, o alívio da dor é conseguido com os mínimos efeitos secundários possíveis.

Como é administrada uma epidural?
Fluidos intravenosos poderão ser administrados antes do trabalho de parto ativo iniciar e antes sequer do procedimento da administração da epidural. A epidural será administrada por um anestesiologista: ser-lhe-á pedido para arquear as costas e para permanecer imóvel deitada no seu lado esquerdo ou sentada; esta posição é vital para prevenir problemas e aumentar a eficácia da própria epidural. Uma substância anticética será utilizada para limpar a linha da cintura diminuindo a hipótese de infeção. Uma pequena parte das suas costas será injetada com um pouco de anestesia local para ser adormecida. De seguida, na parte inferior das costas, será inserida uma agulha na área dormente. Um pequeno tubo ou cateter é inserido, enrolando-o à volta da agulha até ao espaço epidural. A agulha é cuidadosamente removida deixando o cateter no local para que a medicação seja ministrada através de injeções periódicas ou através da infusão contínua. O cateter será fixado às suas costas com adesivo, para impedir a sua remoção.

Benefícios da anestesia epidural
- Permite que consiga descansar caso o seu parto seja prolongado.
- Alivia o desconforto do parto, e especialmente para algumas mulheres, torna a experiência do parto mais positiva.
- A maioria das vezes a epidural permite uma participação da mulher ativa no parto.
- Se tiver um parto por cesariana, uma epidural permitir-lhe-á ficar acordada, e no recobro, ajudará no alívio da dor.
- Quando outro tipo de mecanismos ou técnicas já não forem suficientes para ajudar a aliviar as dores do parto, ou forem capazes de combater a exaustão, a epidural poderá permitir que descanse, relaxe e se mantenha focalizada.
- O uso da epidural durante o trabalho de parto está continuamente a ser aperfeiçoado, e muito do seu sucesso depende do cuidado com que é administrada.

Desvantagens da anestesia epidural
- A epidural poderá fazer com que a sua pressão sanguínea desça subitamente. Por este motivo a sua pressão sanguínea é verificada diversas vezes para se confirmar que existe um fluxo sanguíneo adequado para o bebé. Se isto acontecer poderá ter de ser tratada com fluido intravenoso, medicação e oxigénio.
- Poderá experienciar uma dor de cabeça severa devida a uma fuga do fluido espinal. Menos de 1% das mulheres pode experienciar este efeito secundário, e se persistir poderá ser-lhe administrada uma injeção do seu sangue no espaço epidural, para aliviar a dor de cabeça.
- Depois de a epidural ser aplicada terá de deitar-se alternadamente de um lado e do outro e ter monitorizações contínuas para verificar o batimento cardíaco do bebé. Se apenas estiver deitada numa posição poderá diminuir o trabalho de parto.
- Poderá experienciar os seguintes efeitos secundários: tremores, zumbidos na audição, dores de costas, dor no local onde a agulha estiver inserida, náusea ou dificuldade em urinar.
- A epidural poderá dificultar a força que tem de fazer para conseguir expulsar o bebé, podendo ter de ser usados métodos alternativos para ajudar o bebé a ser expulso.
- Durante algumas horas depois do parto poderá sentir a parte inferior do corpo dormente, e poderá não conseguir andar sem ajuda.
- Em casos muito raros, poderão surgir danos ao nível nervoso no local onde o cateter foi inserido.


Esclareça algumas dúvidas sobre a Anestesia Epidural.

Dúvidas Esclarecidas - Anestesia Epidural

Apesar da Anestesia Epidural ser um dos métodos mais populares para aliviar as dores de um parto, existem algumas dúvidas que muitas mulheres colocam. Ficam aqui algumas delas esclarecidas.

Quando é que a epidural é administrada?
A epidural é administrada quando a cerviz estiver dilatada cerca de 4-5 centímetros e estiver em trabalho de parto ativo.

A administração da epidural é dolorosa?
Algumas mulheres experienciam algum desconforto na área das costas que foi anestesiada e sentem uma pressão quando o pequeno cateter é colocado. Contudo este tipo de sensações poderá ser descrito com doloroso ou apenas desconfortável, tudo depende da mulher que o experienciou.

O que se sente depois de a epidural ter sido administrada?
Os nervos do útero começam a adormecer alguns minutos depois da primeira dose. A parturiente sentirá o efeito total cerca de 10 a 20 minutos depois. À medida que a dose da anestesia começar a desaparecer, outras doses serão administradas. Dependendo da dose administrada, poderá ter de estar confinada à cama e nem sequer ser autorizada a levantar-se ou a mexer-se. Se o parto continuar durante várias horas, poderá necessitar de um cateter urinário, pois o seu abdómen estará anestesiado tornando difícil o ato de urinar. Depois de o bebé nascer o cateter é removido, e os efeitos da anestesia usualmente desaparecem, por completo, dentro de 1 a 2 horas.

Como pode a epidural afetar o parto?
A epidural poderá tornar o trabalho de parto mais lento e as contrações mais fracas. Se isto acontecer será administrado um medicamento para acelerar o trabalho de parto.

Como é que a epidural poderá afetar o bebê?
A pesquisa acerca dos efeitos da epidural nos recém-nascidos é um pouco ambígua. A quantidade de efeitos que este tipo de medicamentos provocará no recém-nascido é difícil de avaliar e poderá variar com a dosagem, com o tempo do parto e com o próprio bebé. As dosagens e os medicamentos administrados variam muito, por isso a informação não pode ser acurada para conseguir-se chegar a conclusões específicas. Estudos revelam que o bebé poderá eventualmente ter mais dificuldade em “pegar na mama” entre outras contrariedades na amamentação; no útero, o bebé poderá tornar-se letárgico e ter mais dificuldade em colocar-se na posição para o parto. Estes medicamentos também são conhecidos por causar depressão respiratória e diminuição do batimento cardíaco fetal nos recém-nascidos. Embora a medicação não prejudique diretamente o bebé, ele poderá experienciar efeitos como os mencionados previamente.

Conseguirei fazer força para expulsar o bebê?
Devido à anestesia epidural poderá sentir que não tem contrações. Se não conseguir sentir as contrações, então fazer força para expulsar o bebé será difícil de controlar. Por esta razão poderá necessitar de ajuda adicional para o bebé passar pelo canal de nascença. Poderá ser necessário aplicar pressão no seu abdómen no topo do útero, ou usar fórceps para puxar o bebé.

A epidural funciona sempre?
Na maioria dos casos a epidural é eficaz em aliviar a dor do parto. Contudo existem algumas mulheres que se queixam de ter sentido dor, ou que a anestesia funcionou melhor num dos lados do corpo do que no outro.

- O que deve perguntar ao seu médico acerca da epidural?
- Como é que a anestesia poderá afetar o meu bebê?
- Que medicamentos me serão administrados?
- Ser-me-á possível levantar-me ou mexer-me?
- Que tipo de líquidos ou sólidos poderei ingerir?

Uma epidural não deve ser administrada se:
- Se não estiver pelo menos dilatada 4 centímetros
- Estiver a sofrer uma hemorragia ou estiver em estado de choque
- Utilizar diluentes do sangue como corticoides
- Tiver uma infeção sanguínea
- Tiver uma contagem baixa de plaquetas
- Tiver uma infeção no local onde será aplicada a anestesia
- Se o espaço onde a epidural vai ser administrada não for encontrado pelo médico que a vai aplicar
- Se o parto estiver a ocorrer tão depressa que não existem condições para a anestesia ser administrada

O que é - Contrações Braxton Hicks?

Ouve-se mais o termo contrações associado ao trabalho de parto. Mas as contrações Braxton Hicks não são as contrações do trabalho de parto. As contrações Braxton Hicks são comuns durante o terceiro trimestre de gravidez, podendo surgir menos frequentemente durante o segundo.

Sintomas das contrações Braxton Hicks:
Ao contrário das contrações do trabalho de parto, as contrações Braxton Hicks não são ritmadas, sendo imprevisíveis. As contrações do trabalho de parto são previsíveis porque são ritmadas e aumentam a sua intensidade e a sua ocorrência com o passar do tempo. Os principais sintomas das contrações Braxton Hicks são:

- São contrações desconfortáveis, mas não são dolorosas;
- Quando sentir contrações Braxton Hicks, na maioria das vezes poderá andar ou continuar o que está a fazer ao oposto das contrações do parto;
- Não aumentam em intensidade;
- Desaparecem com o movimento do corpo;
- Não são ritmadas;
- Não permanecem.

As contrações têm uma função: preparar o seu corpo para o parto - elas servem para ajudá-la a dilatar, e a alargar o canal do parto; as contrações Braxton Hicks não servem estas funções. À medida que o dia do parto se aproxima, as contrações Braxton Hicks vão sendo mais comuns e mais intensas, podendo por vezes parecer que está a entrar em trabalho de parto, não o estando de facto. Estas contrações podem ocorrer durante algum tempo, por vezes dias ou de vez em quando. Na realidade, poderá ter uma pequena visão do seu futuro parto através destas amostras. No entanto, se estiver atenta aos sinais, perceberá se de fato está a entrar em trabalho de parto ou se é apenas o seu corpo a preparar-se para ele.

Comer por dois - Verdade ou Mentira?

"Ah, Fulana pode comer mais um pouco, ela está grávida. Tem que comer por dois!
Ouve-se tanto isso por aí, mas será uma verdade ou apenas crendice popular?"

Mesmo que a mulher grávida deva se alimentar bem o suficiente para atender a todas as necessidades nutricionais de seu bebê e as suas próprias, suas necessidades energéticas aumentam muito pouco durante a gravidez. Comer melhor por 2, sim, mas não comer 2 vezes mais!

Para garantir a qualidade de sua alimentação, tente consumir TODOS OS DIAS:
- produtos integrais;
- legumes coloridos (verdes, amarelos, laranja, vermelhos); - laticínios;
- carne, peixe, leguminosas, ovos ou nozes;

Escolha alimentos frescos e varie sua alimentação o máximo possível! Se lhe faltar conhecimento em nutrição, você deve pedir ajuda a seu obstetra ou consultar um nutricionista.

No 1º trimestre: o bebê passa do estágio de embrião ao de feto. A formação de esse pequeno ser completo demanda um mínimo de energia. Então, as necessidades energéticas da grávida não aumentam durante os três primeiros meses.

No 2º trimestre: o crescimento do bebê vai de vento em popa. As necessidades energéticas aumentam, então, de 340 calorias por dia. Uma laranja antes do meio-dia, meio sanduba (sanduiche) de queijo durante a tarde e um copo de leite à noite… Pronto! O bebê está de barriguinha cheia!

No 3º trimestre: seu bebê cresce numa velocidade incrível! Há pelo menos 7 meses, ele pesa pouco mais de 1 quilo e vai chegar a uns 3 a 4 quilos no nascimento. Seu organismo de grávida precisa então de 450 calorias a mais por dia que no início da gravidez. Isso quer dizer umas 20 uvas (125ml ou meia xícara) como lanche da manhã, 60 ml de frutas secas à tarde e um copão de leite à noite. Nada mais!

Viu como é fácil não comer por 2?
Difícil mesmo pode ser driblar a fome…
Mas, é tudo uma questão de controlar a ansiedade, não acha?


Créditos da Imagem - Nutrimos

Desejos de grávidas


Os famosos desejos de grávida são muito comuns, sendo relatados por muitas grávidas. Pelo menos 50% das grávidas irão experimentar um estranho desejo por algum alimento ou por algum tipo de comida pouco usual. Existem alguns desejos mais populares como alimentos muito doces ou muito salgados, podendo também passar por alimentos muito condimentados.

Causas dos desejos durante a gravidez
Não se sabe ao certo o porquê de surgirem desejos durante a gravidez, no entanto sabe-se que esta situação é mais uma regra do que uma excepção. Especula-se que seja pelo facto do corpo necessitar de trabalhar a dobrar para produzir um bebé saudável, por isso os desejos podem apenas significar a necessidade de ingerir mais calorias. No entanto, existem alguns tipos de desejos que podem significar necessidades reais, como uma mãe vegetariana ter desejos por carne. Poderá também desejar alimentos que nunca gostou.

Lidar com os desejos de grávida
Muitas grávidas simplesmente cedem aos desejos, no entanto isto não significa que se sentir vontade de comer tarte de maçã, tenha de comer uma inteira. Optar por uma dose pequena pode ser a solução para lidar com os desejos. As hormonas podem ser responsáveis por desejos estranhos como por exemplo: comer iogurte com presunto.
Por vezes desejos de coisas estranhas que podem ser prejudiciais podem significar uma deficiência de algum tipo de nutriente, como por exemplo: o desejo de gelo pode significar deficiência em ferro; o desejo por chocolate, que é muito comum, pode significar necessidade de vitaminas da classe B. No entanto, se sentir desejo por barro ou terra deve consultar o seu médico assistente. Desejos estranhos como por pasta dos dentes, grãos de café, plasticina, e outras substâncias prejudiciais devem ser relatados ao médico pois podem significar anemia, e ele poderá recomendar um suplemento adicional. No entanto, nunca ingira este tipo de substâncias por muito que lhe apeteça!

Sensação de aversão ao sabor azedo durante o primeiro trimestre da gravidez
Cientistas suspeitam que a aversão ao sabor azedo no início da gravidez se deve a uma protecção que advém dos nossos primórdios, pois é uma forma do corpo evitar plantas e frutos tóxicos, que normalmente têm um sabor azedo. Esta aversão ao azedo desaparece usualmente depois da fase de desenvolvimento fetal – cerca do terceiro trimestre – quando as fases cruciais do desenvolvimento fetal terminam.
A maioria dos desejos de grávida é inofensiva e facilmente ultrapassados por um bocadinho de indulgência, o que também é permitido durante a gravidez.






Créditos da Imagem - Be-a-bá de Mãe

Tratar os dentes durante a gravidez

O aumento do nível das hormonas durante a gravidez pode provocar inchaço nas gengivas, sangramento e alguma irritação na boca. Os procedimentos dentários preventivos não são apenas seguros como recomendados para evitar infeções orais como a infeção das gengivas – que pode provocar parto prematuro. O tipo de trabalho preventivo como o check-up dentário é essencial numa grávida.

Restauração e outros trabalhos dentários
Trabalhos de restauração de dentes como o tratamento de cáries e colocação de coroas dentárias durante a gravidez devem ser feitos para evitar infeções. Porém, se algum tipo de trabalho dentário for realizado deve de o ser idealmente no segundo trimestre de gravidez, até porque quando chegar ao terceiro trimestre pode ser bem mais desconfortável estar algum tempo deitada na cadeira do dentista.
Idealmente deverá é fazer todo o tipo de procedimentos dentários depois do parto. Mas sabe-se que nem sempre isso é possível e por vezes extrações de dentes ou desvitalizações tem mesmo de ser feitas durante a gravidez.
Tratamentos dentários como branqueamento dentário ou outros procedimentos cosméticos devem ser adiados para depois do parto.

Anestesia dentária e antibióticos
Se de facto algum tipo de tratamento que necessite de anestesia for efetuado, a anestesia administrada deve sempre ser em menor quantidade possível, mas a suficiente para não sentir desconforto. Se estiver a sentir alguma dor deve de pedir mais anestesia ao dentista, pois o nível de stress transmitido ao bebé como o provocado pela dor pode ser mais prejudicial que a restante quantidade de anestesia a ser administrada.
Por vezes podem ser necessário o uso de antibióticos para tratar algum tipo de infeção. Alguns antibióticos como a penicilina poderão ser prescritos, pois são considerados seguros durante a gravidez.

Radiografias
Idealmente as radiografias que se fazem anualmente à totalidade da boca devem ser adiadas para depois do parto. Porém de acordo com a gravidade da situação pode ser necessário fazer uma pequena radiografia ou mesmo uma maior. O desenvolvimento fetal ocorre durante o primeiro trimestre de gravidez, por isso nesta altura é melhor evitar o mais possível qualquer tipo de riscos incluindo radiografias. Se de facto não for nenhuma urgência o tratamento deve ser adiado para o segundo trimestre ou se possível para depois do parto. No terceiro trimestre não convém estar muito tempo deitada de costas logo se puder adiar o tratamento para depois do parto em consonância com o seu médico, faça-o.

Previna-se antes
Se pensando em engravidar então faça uma visita ao seu dentista para um check-up à sua saúde oral, prevenindo e tratando possíveis problemas que possa vir a ter, evitando assim a necessidade de os tratar durante a gravidez.


Créditos da Imagem - Revista Crescer

domingo, 9 de maio de 2010

Sinais de trabalho de parto

Chegou a hora de nascer?

Um enorme ponto de interrogação invade a cabeça da mamãe momentos antes de o nenê surgir definitivamente ao mundo.

A razão é simples: a insegurança de saber quando realmente chegou a hora de ter o bebê em seus braços é imensa, principalmente com as mamães de primeira viagem. Como saber se as contrações que sente são verdadeiras?

O corpo da mamãe se prepara para o parto algumas semanas antes do dia previsto para o nascimento do bebê. Aparecem algumas contrações consideradas falsas, chamadas de Contrações Braxton Hicks. São indolores, irregulares e não mais que quatro contrações por hora durante o descanso. Fique atenta se esse número for maior, pois pode ser o indício de trabalho de parto prematuro.

Alguns sintomas podem aparecer para avisar que a hora do trabalho de parto está chegando. O bebê se posiciona mais para baixo, o que dá uma sensação de compressão no baixo ventre que pode ser acompanhada de uma dor lombar e perdas vaginais mais intensas. O abdome endurece.

O tampão mucoso que bloqueia o colo do útero sairá da vagina (parece uma geléia rosada) e isso pode acontecer até 72 horas antes do começo do trabalho de parto. É a dilatação do útero que se inicia.

As contrações geralmente começam depois do rompimento da bolsa de água. Quando a bolsa estourar, ligue imediatamente para o seu médico ou parteira que geralmente te orientará ir para a maternidade.

Novatas - Em uma mulher primípara (que terá seu primeiro filho), o trabalho de parto dura em média de 12 a 14 horas. Para as mamães que já tiveram filho, o tempo médio é de 6 a 8 horas de duração.

No início do trabalho de parto, as contrações aparecem regulares com intervalos de cinco a dez minutos. Ao final, a mamãe deve senti-las a cada dois ou três minutos com duração de 30 a 45 segundos. Como uma onda, crescem aos poucos, atingem um ponto máximo e depois começam a diminuir.

O papel das contrações é o de abrir o colo do útero em 10cm ou mais para que forme um canal permitindo a passagem do bebê. Uma boa dica é se movimentar, andando durante o trabalho de parto, pois isso ajuda o bebê a descer e diminuir as dores das contrações. Técnicas de respiração e relaxamento também são importantes para aliviar as dores.

Não esqueça de:
- Comer para ter energia para o parto.
- Urinar, pois deixará mais espaço para o bebê passar.
- Beber líquidos pois é importante manter-se hidratada – fases mais adiantadas do parto podem levar à desidratação.


Como lidar com as dores do parto

O parto faz obviamente parte de uma gravidez e as dores fazem naturalmente parte do parto, por isso antes de acontecer, mais tarde ou mais cedo irá começar a ter de pensar nele: Por que tipo de parto optar? Que género de parto me proporcionará menos dor?… São dúvidas que surgem numa mãe expectante. A experiência que já teve, ou pensa ter, como parturiente, irá ser determinante para a sua decisão. Ficam aqui algumas explicações acerca do parto e da gestão da dor para a ajudar a fundamentar ou a gerir as suas expectativas e decisões.

Se é uma grávida à espera do primeiro parto, então certamente que a sua curiosidade já brotou… provavelmente já deu por si a ver imagens ou cenas de filmes de mulheres em trabalho de parto; talvez já tenha escutado testemunhos de outras mulheres: umas que lhe disseram que o parto nada custa e outras que se queixaram das inúmeras dores, umas aconselharam-na a optar pela epidural, outras nem pensar em fazê-lo. Saiba que vai existir dor, isso é inevitável, mas tudo varia de mulher para mulher; por isso ficam aqui algumas opções para a ajudar a decidir como lidar com as dores do parto.

Optar por epidural
Existem diversas vantagens em optar por uma epidural para a ajudar a aliviar as dores do parto. Depois de uma epidural ser administrada a uma mulher em trabalho de parto, ela será capaz de relaxar. Continuará a conseguir movimentar as pernas, não perdendo a força, isto porque a dose de anestesia administrada através do cateter da epidural é apenas a suficiente para aliviar as dores das contrações. A anestesia não atravessa a placenta e por isso não afeta o bebé. Não existe efeito sedativo nem na mãe nem no feto. Isto permite à parturiente relaxar ou até receber carinho do parceiro, caso ele esteja presente.
Outra das vantagens da epidural é que permite à mulher fazer força quando lhe é pedido. Não diminui a capacidade de fazer força para expelir o bebé. A anestesia epidural também não aumenta a necessidade de cesariana, e terminado o parto, permite à mãe segurar logo no bebé e começar a criar laços afetivos.
Contudo a epidural, como qualquer procedimento médico tem riscos, que embora raros podem englobar: infeção, sangramento e danos nervosos.

Se considera recorrer a uma epidural então deverá considerar que:
Decida previamente se pretende uma anestesia epidural durante o parto. Se, durante o parto, esperar muito tempo antes de decidir receber uma, poderá ser difícil de administrar. Muitas vezes poderá até ser tarde demais. A administração de uma epidural necessita de calma e cooperação da parte da mulher: se estiver inquieta por causa das dores das contrações, com o decorrer do tempo torna-se cada vez mais difícil de conseguir administrar.

Tenha expectativas realísticas acerca da anestesia epidural, pois continuará a sentir a pressão das contrações, apenas não sentirá dor ou fraqueza.

Logo no início do parto, comunique ao seu obstetra e anestesiologista acerca de qual é o seu grau de tolerância à dor. Isto ajudará a decidir quando é que receberá a epidural.

Informe-se acerca do que esperar durante a administração da epidural – a melhor posição para o fazer, a anestesia local para adormecer a área, a pressão sentida enquanto a agulha é inserida…

Caso esteja muito ansiosa acerca do trabalho de parto e acerca da gestão da dor, converse acerca das suas opções com o anestesiologista; pode sempre marcar uma consulta com um médico anestesiologista para conversar acerca deste assunto, ficando esclarecida e mais descansada.

Optar por respiração profunda e relaxamento
Para quem preferir um parto sem recorrer ao uso de medicamentos, existem técnicas de
relaxamento e massagens as quais poderá recorrer. Isto também significa que terá de frequentar aulas de aprendizagem destas técnicas. O útero é um músculo que necessita de oxigénio para conseguir contrair-se efetivamente. Padrões de boa respiração significam que a mãe e o bebé recebem o oxigénio necessário para funcionarem eficazmente durante o parto.
A respiração profunda também suprime as hormonas do stress (adrenalina e cortisol) e ajuda as fibras uterinas a contraírem-se mais eficazmente. Um parto sem recurso a medicamentos para evitar a dor permite à futura mãe movimentar-se mais e adotar posições mais fáceis para o parto e para fazer o bebé sair mais rapidamente. Estas posições incluem colocar-se de joelhos caso os ombros do bebé estejam presos, ou agachar-se, se o ritmo cardíaco do bebé desacelerar e necessitar de nascer rapidamente.
É muito importante que dedique bastante tempo de pesquisa acerca da sua anatomia, para perceber o que se vai passar e praticar as práticas de parto. O dia do parto será um dia muito marcante na sua vida e na do seu bebé, por isso reconheça essa unicidade e tente torná-lo o mais especial possível.

Optar por um parto natural
Existem muitas mulheres que optam por não recorrer à anestesia durante o parto, podendo optar por exercícios de respiração profunda, focalizando a mente nas contrações. Contudo deverá conversar com o seu médico acerca deste tipo de decisão.
Cada pessoa tem um nível diferente de tolerância à dor - o que pode ser uma dor excruciante para uma mulher poderá ser algo perfeitamente tolerável para outra. Contudo, mesmo que opte por um
parto natural, a epidural poderá ser requerida em algumas circunstâncias, pois a epidural ajuda a baixar a pressão sanguínea alta da gravidez; ou caso tenha de se recorrer a uma cesariana. Muitas mulheres iniciam o parto decididas a não utilizarem anestesia, e durante o trabalho de parto mudam de opinião, pois o nível de dor aumenta.

Optar por uma parteira
Algumas mulheres decidem recorrer a uma parteira para assistência no parto, auxiliando a controlar o nível de dor. Uma parteira, quer seja em casa ou no hospital, tem como missão providenciar os cuidados necessários à parturiente, não utilizando medicamentos ou drogas para aliviar as dores; permitindo à mãe escolher as melhores posições para dar à luz. Uma parteira deve ser capaz de verificar se existe algum problema durante o parto e pós-parto, e se assim for re-encaminhar a mulher para um hospital.

Independentemente de optar por um parto natural ou com anestesia, deve conversar estas hipóteses com o seu médico, e certificar-se que a sua gravidez não é de risco. Considere que o parto irá ser um momento especial independentemente de como acontecer; ele fará parte da sua memória e da vida do seu bebé, para sempre.

sábado, 1 de maio de 2010

Os efeitos da cafeína na gravidez

Créditos da Imagem: Medplan

Uma das substâncias que mais se consome no mundo, inclusive pelas gestantes, é a cafeína. A cafeína não é encontrada apenas no café, mas também nos refrigerantes de cola, nos chás, chocolates e algumas medicações.
Como os alimentos que contém a cafeína são bastante consumidos pelas mamães grávidas é importante considerar os efeitos que essa substância traz para mamãe e bebê. Cerca de 95% das mulheres grávidas ingerem cafeína, seja através da alimentação ou através de medicação. Há evidências de que o alto consumo de cafeína pela mulher durante a gestação pode aumentar as chances de o bebê nascer antes do tempo, com baixo peso e maior risco de aborto.
O que as futuras mamães precisam saber é que o organismo leva de quatro a seis horas para metabolizar a cafeína, isto é, demora quase seis horas para eliminar os efeitos da cafeína no corpo. Já a mulher grávida leva 18 horas para fazer o mesmo.
Há mais fatores que levam especialistas a serem contra o consumo de cafeína durante a gravidez. A cafeína pode atravessar facilmente a barreira placentária e influenciar no crescimento e desenvolvimento das células fetais, comprometer o suplemento fetal de oxigênio e alterar as instruções de replicação celular, podendo fazer com que o bebê nasça com anormalidades.


Muita calma nessa hora - Mas as gestantes não precisam ficar de cabelo em pé com medo de o seu bebê nascer antes do tempo ou com alguma alteração já que bebeu algumas xícaras de café, tomou refrigerante de cola no aniversário da amiga.
Segundo estudo da nutricionista Rita Adriana Gomes de Souza, o consumo de cafeína em doses baixas não traz prejuízos para a gravidez e nem para o desenvolvimento do bebê.
A Agência de Classificação de Alimentos Inglesa estabelece que uma mulher grávida pode consumir até 300mg de cafeína por dia, o equivalente a quatro xícaras de café solúvel (75 mg de cafeína por xícara) ou três de café fresco (100 mg por xícara) ou seis xícaras de chá (50 mg cada uma) ou oito latas de refrigerante ou 400 gramas de chocolate.
Contudo, sempre consulte o seu médico para que o consumo da cafeína não prejudique sua gravidez e o seu bebê.


Dicas
Antes de engravidar já diminua o consumo de cafeína para se costumar com a menor quantidade diária e não prejudicar o desenvolvimento do bebê.
Antes de satisfazer os seus desejos, lembre-se no serzinho que está se formando dentro de você.
O ideal é conversar muito com o médico de confiança e saber qual a opinião dele sobre o consumo da cafeína.

Fonte: Por Bruno Rodrigues no Guia do Bebê

O exercício físico como efeito protetor de doenças durante a gestação

A gestação promove alterações endócrinas e metabólicas para proporcionar um ambiente ótimo para o feto.
Estas alterações provocam mudanças no centro de apetite e fome (Sistema Nervoso Central) aumentando sensação de fome (hiperfagia).
A mulher quando está gestando necessita maior aporte energético, pois seu metabolismo está acelerado, devido ao aumento dos tecidos e alterações sistêmicas (Ex: aumento da quantidade de sangue, útero, mamas, crescimento fetal, etc).
As necessidades energéticas para uma gestação são de aproximadamente 80.000 Kcal, ou seja, em média 300 Kcal por dia a mais. No entanto, devido aos maus hábitos alimentares e a crenças como “comer por dois”, a gestante pode aumentar o peso em excesso.

Durante a gestação as alterações hormonais podem produzir sonolência e a conhecida “moleza” e assim provocar diminuição do nível de atividade física, diminuindo o gasto calórico. A somatória destes 2 fatores: excesso de ingestão alimentar e diminuição do gasto calórico aumentam o risco de diabetes e hipertensão gestacional, pré-eclampsia, retenção de peso no pós parto e parto prematuro.
Pesquisas recentes têm observado a relação entre o nível de atividade física (qualquer movimento que aumente o gasto calórico. Ex: caminhar, subir escadas, varrer a casa, lavar o carro, etc.) e o risco de diabetes gestacional e pré-eclâmpia. Esta relação demonstra que quanto maior o nível de atividade física durante a gestação menor o risco destas doenças. Estes estudos também relatam que o risco é menor ainda quando a atividade física é realizada antes e durante a gestação.
Por este e outros motivos que devemos estimular um estilo de vida ativo para a mulher no período reprodutivo. O Colégio Americano de Ginecologia e Obstetrícia recomenda às gestantes sem riscos obstétricos que realizem 30 minutos de atividades físicas moderadas por pelo menos 5 dias na semana, de maneira contínua ou acumulada. Esta é a mesma recomendação feita á população geral para a prevenção e manutenção da saúde.
A prática de exercícios físicos durante a gestação deve ser estimulado, seus benefícios são inúmeros como: menor aumento de peso, diminuição do inchaço, de dores lombares, da pressão arterial, melhora da auto estima, humor, entre outros benefícios.
No entanto, as atividades preconizadas para esta população são atividades de baixa a média intensidade, com pouco impacto respeitando as alterações fisiológicas ocorridas na gestação.

Fonte: Por Dra. Valeria Almeida no Guia do Bebê

sexta-feira, 30 de abril de 2010

O que pode e o que não pode - 10 dúvidas

1. Posso fazer tratamento para varizes?
Cirurgias para dar cabo das veias saltadas não são indicadas nessa fase. De acordo com o médico Ivanésio Merlo, presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular do Rio de Janeiro (SBACV-RJ), as varizes decorrentes da primeira gestação normalmente desaparecem após o parto. Mas as da segunda gravidez tendem a permanecer. O mais recomendado para gestantes com esse tipo de problema é o método clássico: deixar as pernas levantadas por alguns minutos, usar meias elásticas de compressão (apenas no frio), evitar ficar muito tempo parada em pé ou sentada e fazer caminhadas regulares. Essas medidas ajudam a aliviar os sintomas.

2. Posso pintar as unhas?
A gestante pode tanto pintar as unhas (dos pés e das mãos) como também remover a cutícula. O único cuidado é em relação à higiene dos acessórios de manicure. O ideal é que você tenha seu próprio kit de tesoura e alicate para fornecê-lo à profissional. Isso evita possíveis contaminações. Ou, então, escolha um estabelecimento que tenha rígidos procedimentos de esterilização do material, incluindo o uso de autoclave.

3. Posso me depilar com cera quente?
Segundo a dermatologista Daniela Graff, de São Paulo, você pode se depilar com lâmina e com cera. A chamada depilação definitiva, que se vale do laser, não é recomendada. “Como não são feitos testes em grávidas, por precaução não a utilizamos em gestantes”, esclarece Daniela.

4. Posso tingir o cabelo?
Somente a partir do quarto mês de gestação. “As tinturas, mesmo aquelas sem amônia na composição, e a hena não devem ser usadas no primeiro trimestre da gravidez”, assinala Daniela Graff. “O motivo é que não se sabe se elas podem ser absorvidas pelo couro cabeludo da mãe, e o início da gestação é uma fase crítica de formação do feto”, explica a médica. Vale saber: escova progressiva, alisamentos e permanentes nos cabelos estão proibidos ao longo de todo o período.

5. E descolorir os pelos do corpo?
Evite clareá-los enquanto estiver grávida. Não há garantias de que as substâncias químicas usadas no processo não penetrem na pele e, assim, ofereçam riscos ao bebê. Além disso, todo o organismo está mais sensível e propenso a irritações cutâneas e alergias.

6. Pode andar de moto? E a cavalo? E bicicleta?
Não há nenhuma contraindicação formal para o transporte em motocicleta. “Mas a gestante deve lembrar que os acidentes com esse veículo são relativamente comuns e uma queda, ainda que em baixa velocidade, pode colocar a vida do bebê em risco”, diz Cláudia Magalhães, obstetra e professora da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Por razões semelhantes, andar a cavalo não é uma boa ideia. “Na gravidez, há o aumento do peso corporal e a mudança do seu eixo. Além disso, as juntas e articulações ficam mais moles e suscetíveis a entorses”, esclarece Marcos Tadeu Garcia, obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo. Portanto, qualquer queda pode provocar uma situação grave para a grávida e o bebê, como o deslocamento da placenta e outros traumas.
Pedalar a bike é permitido desde que a gestante tenha o aval do médico e esteja habituada ao exercício. É importante beber bastante água e usar os equipamentos de proteção, como capacete e joelheira. Por segurança, não custa também procurar um local com pouco ou nenhum trânsito de automóveis. E nada de acelerar no pedal.

7. Posso tomar laxante?
Inicialmente, o ideal é incrementar a dieta com alimentos ricos em fibras para melhorar o trânsito intestinal. As frutas e os cereais integrais são as melhores fontes. Se ainda assim o intestino continuar preso, o obstetra poderá indicar algum laxante formador de bolo fecal. É imprescindível que um médico prescreva o medicamento, pois alguns tipos de laxativos são contraindicados para as gestantes.

8. Posso continuar dirigindo meu carro?
Existem inúmeras controvérsias sobre o assunto. Há médicos que autorizam suas pacientes a dirigir até o sétimo, oitavo mês. Outros não veem impedimento até o fim da gravidez. E há ainda os que sugerem o abandono da direção desde o início. Esses últimos alegam que os reflexos e a concentração da grávida se encontram reduzidos e, além disso, na hipótese de uma colisão, o volante pode provocar um grande trauma na barriga. Vale conversar com o seu obstetra e ouvir o ponto de vista dele. Procure levar em conta também seu estado físico e emocional a cada estágio da gravidez.

9. Momentos de tristeza podem influenciar o desenvolvimento do meu bebê?
Não está provado que a tristeza da mãe possa afetar diretamente a saúde do feto, mas há um porém. “Uma pessoa muito triste, depressiva, não se alimenta nem dorme corretamente, não segue as orientações médicas e isso, sim, pode ser prejudicial”, pondera Eduardo de Souza, professor do Departamento de Obstetrícia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Momentos de tristeza fazem parte da vida de todas as pessoas e não devem ser motivo de preocupação. Mas, como a depressão durante a gravidez não é rara, é bom procurar ajuda psicológica se perceber que a melancolia está se tornando persistente.

10. Posso tomar banho de banheira? Há risco de isso provocar algum problema?
Desde que a temperatura da água não ultrapasse os 38 °C – ou seja, ela deve ficar apenas morninha. Banhos de imersão muito quentes não são recomendáveis. Nos primeiros três meses de gestação, a hipertermia (excesso de calor) pode causar malformações no feto. “A partir do segundo trimestre, é normal que a pressão arterial da gestante caia. O ambiente muito quente contribui para uma queda ainda mais acentuada, podendo ocasionar desmaio e diminuição do fluxo de sangue para o bebê”, avisa o obstetra Marcos Tadeu Garcia. Uma dica é manter a porta do banheiro entreaberta para impedir o acúmulo de vapor quente no local.

Continua...


Fonte: Por Suzana Dias no Bebe.com

Curso de Gestante no Bebê.com

O curso de gestante online do bebe.com.br, uma série de 21 aulas em vídeo totalmente gratuita, que dará todas as informações e esclarecerá suas principais dúvidas sobre esse momento mágico que é a gravidez. Todo o conteúdo foi elaborado com a colaboração de renomados especialistas da maternidade do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, uma referência do que há de melhor na medicina do país. Para ter acesso aos vídeos, basta você se cadastrar no site do Bebê. Ao final de cada aula, você deverá fazer um teste para avaliar o que aprendeu e, caso acerte mais de metade das questões, estará apta a assistir o próximo tópico do curso. Logo em seguida, será disponibilizado um resumo para você imprimir e formar, aos poucos, uma apostila que poderá consultar sempre que quiser. É super interessante... aproveite!


sexta-feira, 23 de abril de 2010

Gripe A (H1N1) na gravidez e pós-gravidez

O que é a gripe A (H1N1)?
A gripe A (H1N1) ou simplesmente gripe A é uma doença respiratória contagiosa. O nome Gripe Suína veio do facto desta doença usualmente apenas afetar porcos. Este vírus da gripe sofreu uma mutação e passou para os humanos, transmitindo-se de pessoa para pessoa. A gripe H1N1 tem efeitos diferentes em pessoas diferentes. Algumas pessoas têm sintomas menos acentuados que outras. Porém, existem algumas pessoas que, em casos muito extremos, podem vir a morrer devido à doença.

Quais os sintomas da Gripe A (H1N1)?
Alguns dos sintomas são muito semelhantes aos da gripe mais comum:

- Febre
- Cansaço
- Dores de garganta
- Dores de cabeça
- Arrepios
- Dores musculares e nas articulações
- Tosse
- Dor abdominal aguda
- Diarréia
- Vômitos

A Gripe A (H1N1) pode provocar febres bastante altas, podendo atingir o 39ºC ou mais. Tal como na comum gripe sazonal, as crianças que tenham menos de 5 anos de idade são consideradas um grupo de maior risco. Se a sua criança tiver febres elevadas, estiver sonolenta, pouco interativa, não quiser comer e, em casos mais graves, tiver dificuldade em respirar, vá com ela ao hospital.

Como se espalha a gripe A (H1N1)?
A gripe H1N1 é bastante contagiosa e espalha-se rapidamente, especialmente em espaços fechados e em grandes multidões. O vírus passa de pessoa para pessoa através da tosse e dos espirros, das pessoas que estão infetadas. O vírus é expelido no ar ou através das mãos (que se colocam em frente ao nariz quando se espirra, ou da boca quando se tosse) e que mais tarde entram em contacto com diversos locais. Outras pessoas tocam nesses mesmos locais e levam as mãos à boca ou aos olhos recebendo o vírus no seu corpo. É importante ter em mente que o vírus não se passa através da carne de porco ou mesmo em contacto com a mesma.

Gravidez, e o risco de contrair gripe A (H1N1)?
Se estiver grávida talvez já saiba que a sua imunidade a algumas infeções diminui – isto tem como função não deixar o corpo rejeitar o bebé. Por este motivo, o risco de desenvolver uma infeção é maior. Os riscos mais graves relacionados com a gripe A (H1N1) podem incluir trabalho de parto prematuro e pneumonia. Ao saber disto deve ter os cuidados necessários para se proteger a si e ao seu bebé.

A gripe A (H1N1) pode afetar o feto?
Numa gripe comum o bebé no útero está protegido do vírus. Porém a gripe H1N1 é uma nova estripe de gripe e, infelizmente, ainda não se sabe se ela é capaz de passar a placenta ou não.

O que fazer se contactar com alguém que tenha contraído o vírus H1N1?
É importante, caso saiba que tenha contatado com alguém nesta situação, que se dirija ao seu médico ou ligue para o serviço nacional de saúde e explique o que aconteceu. Explique que está grávida e que esteve, ou está, em contato com alguém com gripe A (H1N1). A gripe A (H1N1) pode ser mais grave em pessoas que têm um sistema imunitário mais debilitado. Este vírus é muito contagioso, e deverá de tomar todas as medidas para se precaver de o contrair, bem como fazer análises para saber se já o contraiu.

Existe algum tratamento para a gripe A (H1N1)?
Ainda não existe cura para esta gripe, mas alguns medicamentos antivirais ajudam a aliviar os sintomas e a uma rápida recuperação: oseltamivir e zanamivir. Os medicamentos receitados atualmente podem ser administrados a bebés com mais de 1 ano de idade. Porém, ainda não existem dados que admitam que é seguro administrar algum medicamento destes a um bebé com menos de 12 meses de idade, ou mesmo a grávidas. Porém, o seu médico pode achar conveniente prescrever-lhe este tipo de antiviral, pois o benefício pode sobrepor-se ao risco.

A gripe A (H1N1) é contagiosa por quanto tempo?
As crianças podem ter períodos de contágio maiores, mas um adulto comum que contrai a gripe suína pode ter o vírus contagiante durante cerca de 7 dias depois da pessoa ter contraído a doença.

Que medidas tomar para evitar a gripe A (H1N1)?
Tal como na gripe comum existem medidas que podem ajudar a minimizar os riscos de contrair a gripe ou contagiar outras pessoas:

- Cubra o nariz e a boca com um lenço de papel que possa deitar no lixo logo de seguida.
- Caso não tenha um lenço de papel à mão, cubra a sua boca ou nariz com a parte interior do cotovelo. Isto evitará que o vírus fique nas suas mãos e que o vá passar a outros com as mãos. - Logo depois de tossir ou espirrar, lave de imediato as mãos com água e sabão. Passe as mãos por água e ensaboe-as bem durante cerca de 15 segundos e volte a passar por água de novo. Se não tiver a possibilidade de lavar as mãos com água e sabão, então opte por uma toalhita desinfetante, ou por um spray desinfetante.
- Não toque nos olhos, nariz ou boca, para não receber ou difundir os germes.
- Lave as mãos frequentemente, pois o vírus consegue viver cerca de 2 horas numa comum superfície, como uma maçaneta de porta.
- Alimente-se bem, inclua alimentos ricos em antioxidantes e vitaminas na sua dieta. Fruta, cereais integrais e legumes ricos em vitamina C ajudam a combater e a evitar as infeções.
- Beba água, ou outros líquidos, em abundância para repor os que perdeu por estar doente.
- Evite locais muito povoados e viagens, especialmente de avião.
- Trate a febre. Manter a temperatura dentro dos seus valores habituais é muito importante para o seu bebé. O paracetamol é o melhor tratamento para a febre durante a gravidez e pode ser tomado 1gr de 8/8 horas. Se tiver dúvidas pode ligar para a Linha “Saúde 24” (808 24 24 24).
- Os medicamentos antivirais como o Tamiflu® (oseltamivir) ou Relenza® (zanamivir) só devem ser utilizados sob prescrição médica.

E se estiver doente? Posso amamentar o meu bebê?
O aleitamento materno é aconselhado porque protege os bebês de infeções respiratórias. Se estiver doente com gripe A(H1N1) deve fazer a extração do seu leite, e durante o período de contágio o bebé deverá receber o leite que extraiu, dado por uma pessoa/familiar não doente.

Caso esteja doente com gripe A (H1N1) e não tenha ninguém que possa cuidar ou alimentar bebê?
Deverá:

- Ter cuidado em não tossir ou espirrar a menos de 1 metro do bebé ou para a sua face.
- Proteger o nariz e a boca com um lenço quando tosse ou espirra.
- Lavar as mãos depois de espirrar ou tossir.
- Utilizar máscara quando cuida do bebê. (Substitua-a se a sentir húmida.)
- Retirar a máscara tocando apenas nos atilhos/elásticos e não na frente (se tocar na parte da frente da máscara deve desinfetar cuidadosamente as mãos antes de tocar no seu bebé).

O que posso fazer para proteger o bebê da gripe A (H1N1)?

- Tenha um cuidado extra em lavar frequentemente as mãos, com água e sabão, durante 40 a 60 segundos, ou com uma solução alcoólica.
- Mantenha o bebê afastado de pessoas doentes ou áreas afetadas.
- Limite a permuta de brinquedos com outras crianças sobretudo se os levam à boca.
- Lave frequentemente com água e sabão quaisquer objetos que o bebé ponha na boca.

Poderei continuar a amamentar se estiver a tomar medicamentos para prevenir ou tratar esta gripe?
Sim. O tratamento ou profilaxia com medicação antiviral não constitui contraindicação para a amamentação.

Interrompo a amamentação se suspeitar que tive contacto com o vírus da gripe A (H1N1)?
Não. Se estiver a amamentar, saiba que está a produzir anticorpos para combater as infeções com as quais entra em contacto e o seu leite fica adequado a destruir as mesmas infeções no bebé. O aleitamento materno também ajuda a desenvolver a capacidade do bebé para se defender das doenças infecciosas. Deve no entanto utilizar as medidas preventivas anteriormente descritas.

E se o meu bebê ficar doente, posso amamentá-lo?
Sim. O melhor que pode fazer pelo seu bebé doente é manter o aleitamento. Ofereça-lhe a mama com maior frequência. Os bebés que estão doentes têm maior necessidade de líquidos. O que obtêm quando mamam é superior a qualquer outro líquido, melhor que a água, o sumo ou soluções de reposição hidroelectrolítica, porque também ajuda a proteger o sistema imunitário do bebé. Se o seu bebé está tão doente que não consegue mamar, pode oferecer o seu leite por copo, biberão, seringa ou conta gotas.

Vacina para a gripe A (H1N1)
As vacinas da gripe comum não protegem da gripe H1N1. A vacina da gripe está disponível para as grávidas e crianças de até 2 anos, o prazo foi prorrogado até o dia 23 de abril. Consulte o posto de saúde mais próximo ou seu médico para saber como proceder.

Coloração do cabelo durante a gravidez

Créditos da Imagem: Casa do Cabelereiro
Se está grávida ou a amamentar, antes de ir ao salão de cabeleireiro fazer a sua coloração habitual ou outro tipo de tratamento de coloração, deve conversar previamente com o seu médico. Qualquer tipo de contacto com um processo químico, durante a gravidez, deve ser muito bem ponderado!
Durante a gravidez, também deverá considerar que o cabelo poderá sofrer mudanças. A textura, condição e ciclos de crescimento do cabelo irão mudar, chegando por vezes a evidenciar-se 1 ano depois do parto. Adicionalmente, o impacto das mudanças hormonais, poderá provocar mudanças no cabelo para sempre. Por isso, para além de dever ponderar muito bem o contacto com produtos químicos, saiba que uma mudança na textura do cabelo poderá estar eminente e que afetará a forma como a cor resultará no seu cabelo.
Ainda não existem dados conclusivos no efeito dos químicos usados para a coloração do cabelo durante a gravidez e durante a amamentação, mas a realidade é que nestes casos de dúvida mais vale prevenir.

E PARA PREVENIR, FICAM AQUI ALGUNS CONSELHOS
Espere, no mínimo, pelo fim do primeiro trimestre. A maioria dos médicos e dos coloristas recomendam que deve esperar, no mínimo, pelo final do primeiro trimestre para voltar a colorar o cabelo com produtos ou processos químicos. Nem que seja pelo facto dos produtos químicos libertarem gases tóxicos que podem provocar reações alérgicas.
O cabelo também pode mudar durante a gravidez. Muitas pessoas ganham mais cabelos brancos, outras descobrem que a textura do cabelo muda dramaticamente. Depois do primeiro trimestre ficará com uma ideia mais realística daquilo com que terá de lidar.
Evite todo o tipo de processos de coloração que entrem em contacto com o couro cabeludo. Todos os bons profissionais concordam que, durante a gravidez e amamentação, qualquer processo de coloração deve evitar tocar na pele e no couro cabeludo, isto para evitar qualquer absorção dos químicos para a corrente sanguínea.
Opte por cor temporária entre lavagens. Esta é a única opção que deverá ser considerada; com uma mascara de coloração temporária, os resultados apenas duram de lavagem em lavagem, mas é a única forma de fazer uma coloração não tóxica.
Opte por madeixas. Este tipo de processo envolve pintar secções do cabelo com cor permanente (mas que contém peróxido e amónia, algo que deve ser evitado!). Contudo deverá ser feito de forma a não poder tocar com esta solução no couro cabeludo ou pele.
Não se deixe enganar por uma pintura de origem vegetal. Na realidade não existe tinta vegetal segura durante a gravidez.
Seja realista. Ir ao salão retocar madeixas a todo o momento pode não ser muito realista. Converse com o seu cabeleireiro acerca da melhor forma de manter as madeixas ou a cor de forma realística e sem grandes custos.