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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

BabYoga: Mãe e Bebê praticando juntos


O BabYoga é uma modalidade ainda pouco difundida no Ocidente. Mas sabe-se muito bem da importância do vinculo afetivo entre mãe e bebê desde o nascimento. Quanto mais qualidade nesse contato entre a mãe e filho, mais esse laço se estreita e se fortalece. Não estamos falando aqui somente do tempo que ambos ficam juntos, e sim da qualidade desse tempo.

Nas aulas de BabYoga esse é um dos principais focos. Aproximar ambos durante a atividade física e manter os dois tranquilos e inteiros nesse momento que é somente deles.

Muitas mães precisam voltar logo ao trabalho, aos afazeres e a correria logo se instala na rotina de ambos. Com esse momento das aulas, os dois têm um tempo que é para eles ‘trabalharem’ juntos.

O contato das mãos e o ‘olho no olho’ é fundamental durante as aulas!

Mães e filhos precisam estar em sintonia para que a aula aconteça. E a adaptação durante esse período é fundamental.

As aulas são compostas por ásanas (exercícios psicofísicos), pranayamas (respirações) e relaxamento.

Durante as aulas de BabYoga a mamãe que teve parto normal pode iniciar logo após um mês, e as que fizeram cesárea, dois meses. Os bebês também podem começar depois do primeiro mês do nascimento.

Para as mamães priorizamos ásanas (posturas de yoga) que façam o trabalho abdominal, fortaleça a lombar, braços e pernas, e ainda focalizamos muito a abertura do tórax, para que durante a amamentação (em que muitas mulheres acabam se curvando à frente) a mulher possa manter uma postura regular, com a coluna ereta, o que facilita também a boa respiração (exalar mais do que inspirar, e sempre pelo nariz).

Os alongamentos também ajudam a fortalecer o tônus muscular.

A respiração longa e profunda vai colaborando para que o sistema nervoso fique em mais harmonia, trazendo calma e quietude interna.

O bebê se adapta às posturas com facilidade. Ora fica apoiado nas pernas da mamãe, ora fica no tapetinho (ou trocador), observando o que ela está fazendo. Ambos se divertem! Isso é fundamental... a alegria no ambiente!

Ao final da aula, os bebês recebem uma deliciosa massagem indiana, conhecida como Shantala, que os acalma, ajuda a regularizar o intestino, minimiza as cólicas, e estimula o afeto, já que o toque é fundamental para que eles sintam-se amados e seguros!


Adriana Vieira - Instrutora de Yoga em Santos e jornalista
E-mail:
yoga@adrianaviera.com.br
http://www.namaskaryoga.com.br/

sábado, 29 de maio de 2010

Reconquiste seu corpo após o parto

Tudo o que você precisa saber para recuperar o seu peso de antes em apenas 3 meses, e entrar naquela velha calça jeans...

Dizem as revistas femininas que a maior alegria na vida de uma mulher é entrar num jeans número 38. Quem acabou de ter um filho precisa de menos, bem menos, para ser feliz. Basta caber naquela velha calça que ficou escondida no fundo do armário desde o segundo mês de gravidez - seja ela 38, 40, 42, 44. Quando a gente sai da maternidade, a barriga ainda está grande e o rosto inchado. Parece que o corpinho nunca mais voltará ao que era antes. Uma olhadela no espelho dá vontade de correr para a primeira clínica estética e fazer todos os novos tratamentos de beleza. O que não falta é opção: carboxiterapia, galvanopuntura e hidrolipólise. Só que quem amamenta precisa tomar cuidado: essas técnicas não são recomendadas no pós-parto. Ainda assim, há muito que fazer. E rapidamente. "É possível entrar de novo naquela calça jeans de 30 a 40 dias em condições ideais: ganho de peso na gravidez em torno de dez quilos, parto normal, amamentação no peito, dieta equilibrada e ser ativa fisicamente", afirma o ginecologista e obstetra Abner Lobão.

Naturalmente, os ponteiros da balança despencam nos primeiros dias após o parto. "Para um aumento de peso de dez quilos na gravidez, logo após o nascimento perde-se quase a metade", diz o obstetra Luiz Fernando Pereira Leite, supervisor médico da Maternidade Santa Joana. É bom dar uma forcinha. "Quando o peso aumenta excessivamente na gravidez - o recomendado é engordar de oito a doze quilos -, o excedente fica acumulado no quadril e no abdome. Se logo após o parto essas áreas forem estimuladas com exercícios, evita-se que o tecido gorduroso se fixe", diz Carla Sallet, especialista em medicina estética. Entre trocas de fralda e noites em claro, cada mãe encontra um jeito de se cuidar. Tudo depende, também, de determinação. Você não pode esquecer-se de que continua mulher e ficar bonita deixa qualquer uma mais feliz. A REVISTA CRESCER conversou com especialistas e selecionou 10 passos para você entrar na sua velha calça jeans.

1 - A natureza está ao seu lado. Amamentar emagrece. A produção de cerca de 850 mililitros de leite por dia gasta em média 750 kcal, quase o mesmo que uma suada hora de ginástica aeróbica. E o melhor, sentada na poltrona. "Além disso, a amamentação incentiva a liberação da oxitocina, que estimula a contração do útero. Ele volta ao tamanho normal até seis semanas", diz o obstetra Luiz Fernando Pereira Leite. De quase 1 quilo, no final da gravidez, o útero volta aos habituais 60 gramas e fica levemente maior do que antes. Mas ninguém, além do ultra-sonografista, vai perceber a diferença.

2 - Xô, tentação! Mais tempo em casa e perto da geladeira, fortes mudanças hormonais, adaptação a uma nova e dura rotina de noites maldormidas e ansiedade. Tudo leva ao caminho da cozinha. "Algumas mulheres realmente sentem mais fome durante a amamentação", diz a nutricionista Marle Alvarenga. Aí mora o perigo. Elimine as situações de risco. Dê de presente (sem dó nem piedade) até aquele chocolate belga trazido pelas visitas.

3 - Alimentação saudável, sem mitos. "O segredo é investir em uma dieta balanceada, rica em alimentos com fibras, como verduras, legumes e frutas que dão a sensação de saciedade com poucas calorias; comer várias vezes por dia e não embarcar em mitos como o de comer canjica para aumentar o leite!", afirma a nutricionista Marle Alvarenga. Uma dieta entre 1,8 mil e 2,2 mil kcal, com 500 kcal a mais do que o de costume, está de bom tamanho. E não se empolgue, essas calorias extras são facilmente ingeridas em dois copos de leite integral e uma fruta.

4 - Mãos à obra. Aposte em massagens que ativam a circulação e também relaxam. "A drenagem linfática, aplicada de forma suave e delicada, pode ser feita assim que você chegar da maternidade", diz Ângela Leal Chichierchio, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Estética. A técnica estimula o sistema linfático, responsável pela eliminação de toxinas, e reduz o inchaço. Massagens sobre o útero nos primeiros dias são contra-indicadas. Outra opção é a massagem redutora, mais vigorosa, que ajuda a combater a flacidez.

5 - Tratamentos estéticos. A especialista em medicina estética Carla Sallet recomenda nessa fase as sessões de dermotonia, uma drenagem linfática profunda realizada com um equipamento que faz movimentos alternados de pressão e sucção da pele, ajudando a quebrar as células de gordura. Está liberada também a eletroestimulação, que contrai e torce grupos musculares específicos, mais difíceis de ser trabalhados com exercícios físicos. A talassoterapia, banhos de imersão em água com sal e algas, comum na Europa, também costuma ser recomendada nessa fase, pois ajuda a liberar toxinas, melhora o tônus da pele e ainda relaxa.

6 - Tome muita água. "Em torno de 3 litros por dia", afirma a nutricionista Maria Eduarda Ourivio. "O corpo precisa de matéria-prima para produzir leite. Além disso, a água estimula o funcionamento dos rins, acelerando a eliminação dos líquidos que estão retidos por todo o corpo", diz.

7 - Mexa-se... assim que o seu obstetra liberar! Atividades físicas leves podem ser recomeçadas duas ou três semanas depois de um parto normal e de quatro a seis semanas para quem fez cesárea. "Mães que fazem longas caminhadas empurrando o carrinho têm dupla vantagem - melhoram a relação com o bebê e entram em forma rápido", afirma o obstetra Lobão. Quem fez cesariana, por exemplo, deve evitar esforço abdominal nos três primeiros meses. "É melhor dar preferência aos exercícios de baixo impacto ou atividades na água." O ortopedista André Pedrinelli, alerta: no pós-parto aumentam os riscos de distensões, pois a musculatura está mais flácida. Tenha um pouco de paciência.

8 - Livre, leve e solta! É possível que você se sinta incomodada com o peso dos seios ou com o vazamento de leite na hora da caminhada ou da ginástica. "Providencie um top ou sutiã reforçado, absorventes de seio e se organize para fazer atividades físicas depois das mamadas, enquanto seu bebê dorme de barriguinha cheia. É quando os seios estarão mais murchos e leves", afirma Pedrinelli.

9 - Reduza o estresse. Você está cansada, há muito não tem uma noite de sono inteira, mal dá tempo para sentar e fazer uma refeição com calma. "Tente relaxar porque o estresse estimula a produção do hormônio cortisol, que aumenta a retenção de água e dificulta a metabolização das gorduras", afirma a psicóloga especializada em obesidade Silvana Martani. Ioga e meditação são uma excelente pedida.

10 - Cansada demais para tentar qualquer uma dessas coisas? Não desista. Tudo tem jeito. Esse é um período de adaptações. Procure se organizar. Peça a alguém que lhe ajude a preparar uma comidinha gostosa e pouco calórica ou fique com o bebê enquanto você se exercita, nem que seja um pouquinho todos os dias. À medida que o tempo passa, você terá mais disposição. A cada quilo perdido, a cada peça de roupa reconquistada, você vai se sentir mais animada.

Quilos que vão embora fácil
. Bebê: 3 kg
. Placenta: 700 g
. Líquido amniótico: 800 g
. Água: de 2 a 4 kg
* Para um aumento de peso de 10 kg durante a gravidez até o fim do primeiro mês


Ainda não é hora de...
1 - De fazer tratamentos estéticos que viraram febre nas clínicas de estética, como a carboxiterapia, que injeta gás carbônico para reduzir a gordura localizada. Só depois da amamentação.Existe o risco de as agulhas causarem infecções. Isso também vale para a galvanopuntura, que utiliza a corrente elétrica por meio de agulhas contra estrias ou a hidrolipólise, uma série de injeções de soro fisiológico aliadas ao ultra-som contra a gordura localizada.

2 - Nem pense em cirurgias plásticas ou lipoaspiração. Durante a amamentação, o corpo ainda está em transformação.

3 - Nada de dietas radicais. A falta de nutrientes compromete a produção do leite.

4 - Remédio não! No país que lidera o triste ranking do consumo mundial de anfetaminas, vale também o aviso de se manter longe de quaisquer fórmulas durante a amamentação. Mesmo as que se dizem naturais para o emagrecimento.



Fonte: Por Deborah Kanarek na Revista Crescer

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Parto Normal - Posições para o alivio da dor

Durante o trabalho de parto existem posições que podem contribuir para o alivio das dores durante as contrações e consequentemente ajudar a grávida a sentir-se mais confortável...
O importante é que a grávida não fique durante todo o trabalho de parto parada e deitada de costas, pois isso alem de tornar o
trabalho de parto mais doloroso, não contribui para o avanço do mesmo,a grávida deve mexer-se e procurar uma posição em que se sinta mais confortável!
Ficam aqui algumas sugestões:

Ajoelhar-se
Use uma bola de parto ou faça um monte com almofadas e encoste-se a ele.
É uma boa posição para aliviar e relaxar.
No hospital, levante a cabeça da cama e ajoelhe-se na parte mais baixa da cama e descanse os braços e tronco na parte alta da cama(cabeceira).

Inclinar-se para a frente
Seja sentada numa cadeira ou apoiada na cama do hospital.
Esta posição pode aliviar as dores nas costas e é boa para o acompanhante ou a doula fazerem uma massagem no fundo das costas.

Balançar
Balance-se para a frente e para trás, para os lados, pode usar uma cadeira, uma bola de parto, estar de pé,como preferir!

De cócoras
Esta posição como abre mais a pélvis, facilita a descida do bebé para o canal de parto.
Use uma cadeira, uma parede, ou então peça ao seu companheiro ou doula para se sentarem numa cadeira e assim a apoiarem e ajudarem a suster o seu peso quando está de cócoras virada para eles.
Esta posição também é muito boa para o período expulsivo.

Uma perna elevada
Coloque o pé em cima de uma cadeira e durante a contracção incline-se suavemente para a frente.

Dançar
Apoie-se no seu companheiro ou doula, ponha os seus braços à volta do pescoço dele,encoste a cabeça no seu peito de forma a que o acompanhante ajude a suster o seu peso e dance, baloice-se, faça oitos com a anca,seja imaginativa e procure o ritmo que a alivia durante as contracções.
Também é boa para enquanto alguém a segura, outra pessoa fazer massagens nas costas.

Deitada de lado
Se estiver cansada esta pode ser uma boa posição para descansar.
Deite-se de lado com uma almofada entre as pernas e relaxe.

De gatas
Esta posição pode ajudar a aliviar as dores nas costas devido ao peso exercido pelo bebé e ajuda o bebê a girar-se e a posicionar-se melhor para o parto.
É uma boa posição para o período expulsivo.

Se no período expulsivo não puder estar noutra posição esta é uma boa alternativa.
Sente-se, pode pedir ao seu companheiro ou doula que se sentem por detrás de si e a apoiem, incline-se para a frente e puxe os seus joelhos atrás.

Lembre-se, o importante é estar confortável seja em que posição for,
experimente as posições que quiser e mude de posição sempre que puder.

sábado, 1 de maio de 2010

O exercício físico como efeito protetor de doenças durante a gestação

A gestação promove alterações endócrinas e metabólicas para proporcionar um ambiente ótimo para o feto.
Estas alterações provocam mudanças no centro de apetite e fome (Sistema Nervoso Central) aumentando sensação de fome (hiperfagia).
A mulher quando está gestando necessita maior aporte energético, pois seu metabolismo está acelerado, devido ao aumento dos tecidos e alterações sistêmicas (Ex: aumento da quantidade de sangue, útero, mamas, crescimento fetal, etc).
As necessidades energéticas para uma gestação são de aproximadamente 80.000 Kcal, ou seja, em média 300 Kcal por dia a mais. No entanto, devido aos maus hábitos alimentares e a crenças como “comer por dois”, a gestante pode aumentar o peso em excesso.

Durante a gestação as alterações hormonais podem produzir sonolência e a conhecida “moleza” e assim provocar diminuição do nível de atividade física, diminuindo o gasto calórico. A somatória destes 2 fatores: excesso de ingestão alimentar e diminuição do gasto calórico aumentam o risco de diabetes e hipertensão gestacional, pré-eclampsia, retenção de peso no pós parto e parto prematuro.
Pesquisas recentes têm observado a relação entre o nível de atividade física (qualquer movimento que aumente o gasto calórico. Ex: caminhar, subir escadas, varrer a casa, lavar o carro, etc.) e o risco de diabetes gestacional e pré-eclâmpia. Esta relação demonstra que quanto maior o nível de atividade física durante a gestação menor o risco destas doenças. Estes estudos também relatam que o risco é menor ainda quando a atividade física é realizada antes e durante a gestação.
Por este e outros motivos que devemos estimular um estilo de vida ativo para a mulher no período reprodutivo. O Colégio Americano de Ginecologia e Obstetrícia recomenda às gestantes sem riscos obstétricos que realizem 30 minutos de atividades físicas moderadas por pelo menos 5 dias na semana, de maneira contínua ou acumulada. Esta é a mesma recomendação feita á população geral para a prevenção e manutenção da saúde.
A prática de exercícios físicos durante a gestação deve ser estimulado, seus benefícios são inúmeros como: menor aumento de peso, diminuição do inchaço, de dores lombares, da pressão arterial, melhora da auto estima, humor, entre outros benefícios.
No entanto, as atividades preconizadas para esta população são atividades de baixa a média intensidade, com pouco impacto respeitando as alterações fisiológicas ocorridas na gestação.

Fonte: Por Dra. Valeria Almeida no Guia do Bebê

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Exercícios na hora do parto reduz a chance de cesáreas e dor

Praticar exercí­cios fisioterápicos durante o parto aumenta a tolerência à dor, reduz o uso de fármacos e diminui o tempo até o nascimento do bebê, conclui um estudo feito no Hospital Universitário da USP. Entre as grávidas que fizeram as atividades, o í­ndice de cesarianas ficou em 11%. A média, na instituição, é de 20%.

Na pesquisa, foram avaliadas 132 gestantes do primeiro filho, com gravidez a termo: 70 foram acompanhadas por fisioterapeuta e fizeram os exercí­cios preconizados no trabalho de parto e outras 62 tiveram acompanhamento obstétrico normal, sem os exercí­cios. As gestantes do estudo foram orientadas a ficar em várias posições, fazer movimentos articulares e pélvicos, relaxamento do perí­neo e coordenação do diafragma. A fisioterapeuta Eliane Bio, autora do estudo, diz que, além da redução do número de cesáreas, os exercí­cios diminui­ram a dor e a duração do trabalho de parto -de 11 para 5 horas. “Nenhuma parturiente do nosso grupo precisou de analgésico.” No grupo controle, 62% usaram drogas de analgesia.

No Brasil, exercí­cios no trabalho de parto estão restritos aos poucos centros médicos que incentivam o parto normal, mas, em paí­ses como a Inglaterra e a Alemanha, vigoram há mais de 40 anos. Na França, toda grávida é orientada a fazer ao menos 12 consultas com o fisioterapeuta no pré-natal.

* Clique aqui e veja os exercícios

Fonte: Folha Online