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sábado, 1 de maio de 2010

Os efeitos da cafeína na gravidez

Créditos da Imagem: Medplan

Uma das substâncias que mais se consome no mundo, inclusive pelas gestantes, é a cafeína. A cafeína não é encontrada apenas no café, mas também nos refrigerantes de cola, nos chás, chocolates e algumas medicações.
Como os alimentos que contém a cafeína são bastante consumidos pelas mamães grávidas é importante considerar os efeitos que essa substância traz para mamãe e bebê. Cerca de 95% das mulheres grávidas ingerem cafeína, seja através da alimentação ou através de medicação. Há evidências de que o alto consumo de cafeína pela mulher durante a gestação pode aumentar as chances de o bebê nascer antes do tempo, com baixo peso e maior risco de aborto.
O que as futuras mamães precisam saber é que o organismo leva de quatro a seis horas para metabolizar a cafeína, isto é, demora quase seis horas para eliminar os efeitos da cafeína no corpo. Já a mulher grávida leva 18 horas para fazer o mesmo.
Há mais fatores que levam especialistas a serem contra o consumo de cafeína durante a gravidez. A cafeína pode atravessar facilmente a barreira placentária e influenciar no crescimento e desenvolvimento das células fetais, comprometer o suplemento fetal de oxigênio e alterar as instruções de replicação celular, podendo fazer com que o bebê nasça com anormalidades.


Muita calma nessa hora - Mas as gestantes não precisam ficar de cabelo em pé com medo de o seu bebê nascer antes do tempo ou com alguma alteração já que bebeu algumas xícaras de café, tomou refrigerante de cola no aniversário da amiga.
Segundo estudo da nutricionista Rita Adriana Gomes de Souza, o consumo de cafeína em doses baixas não traz prejuízos para a gravidez e nem para o desenvolvimento do bebê.
A Agência de Classificação de Alimentos Inglesa estabelece que uma mulher grávida pode consumir até 300mg de cafeína por dia, o equivalente a quatro xícaras de café solúvel (75 mg de cafeína por xícara) ou três de café fresco (100 mg por xícara) ou seis xícaras de chá (50 mg cada uma) ou oito latas de refrigerante ou 400 gramas de chocolate.
Contudo, sempre consulte o seu médico para que o consumo da cafeína não prejudique sua gravidez e o seu bebê.


Dicas
Antes de engravidar já diminua o consumo de cafeína para se costumar com a menor quantidade diária e não prejudicar o desenvolvimento do bebê.
Antes de satisfazer os seus desejos, lembre-se no serzinho que está se formando dentro de você.
O ideal é conversar muito com o médico de confiança e saber qual a opinião dele sobre o consumo da cafeína.

Fonte: Por Bruno Rodrigues no Guia do Bebê

O exercício físico como efeito protetor de doenças durante a gestação

A gestação promove alterações endócrinas e metabólicas para proporcionar um ambiente ótimo para o feto.
Estas alterações provocam mudanças no centro de apetite e fome (Sistema Nervoso Central) aumentando sensação de fome (hiperfagia).
A mulher quando está gestando necessita maior aporte energético, pois seu metabolismo está acelerado, devido ao aumento dos tecidos e alterações sistêmicas (Ex: aumento da quantidade de sangue, útero, mamas, crescimento fetal, etc).
As necessidades energéticas para uma gestação são de aproximadamente 80.000 Kcal, ou seja, em média 300 Kcal por dia a mais. No entanto, devido aos maus hábitos alimentares e a crenças como “comer por dois”, a gestante pode aumentar o peso em excesso.

Durante a gestação as alterações hormonais podem produzir sonolência e a conhecida “moleza” e assim provocar diminuição do nível de atividade física, diminuindo o gasto calórico. A somatória destes 2 fatores: excesso de ingestão alimentar e diminuição do gasto calórico aumentam o risco de diabetes e hipertensão gestacional, pré-eclampsia, retenção de peso no pós parto e parto prematuro.
Pesquisas recentes têm observado a relação entre o nível de atividade física (qualquer movimento que aumente o gasto calórico. Ex: caminhar, subir escadas, varrer a casa, lavar o carro, etc.) e o risco de diabetes gestacional e pré-eclâmpia. Esta relação demonstra que quanto maior o nível de atividade física durante a gestação menor o risco destas doenças. Estes estudos também relatam que o risco é menor ainda quando a atividade física é realizada antes e durante a gestação.
Por este e outros motivos que devemos estimular um estilo de vida ativo para a mulher no período reprodutivo. O Colégio Americano de Ginecologia e Obstetrícia recomenda às gestantes sem riscos obstétricos que realizem 30 minutos de atividades físicas moderadas por pelo menos 5 dias na semana, de maneira contínua ou acumulada. Esta é a mesma recomendação feita á população geral para a prevenção e manutenção da saúde.
A prática de exercícios físicos durante a gestação deve ser estimulado, seus benefícios são inúmeros como: menor aumento de peso, diminuição do inchaço, de dores lombares, da pressão arterial, melhora da auto estima, humor, entre outros benefícios.
No entanto, as atividades preconizadas para esta população são atividades de baixa a média intensidade, com pouco impacto respeitando as alterações fisiológicas ocorridas na gestação.

Fonte: Por Dra. Valeria Almeida no Guia do Bebê